Callado's "Contadora de História"











{outubro 21, 2012}   Os primeiros habitantes antes de Cristo

Olá meus amigos! Senti saudades de blogar. Mas estou de volta com minhas pesquisas e como se presa uma historiadora, não podia de postar o que eu li em outros sites…Na verdade fiz um balanço geral dessa minha aventura.

Então, que tal voltarmos ao tempo da pré-história?

O surgimento do homem é fruto de períodos de variação climáticas e a adaptação desse primata a essas mudanças.

Nos primórdios da formação da nossa sociedade, o Paleolítico (desde os primeiros homens até aproximadamente 12000 a.C.), eram caçadores e coletores: mulheres fazem as coletas de frutas, raízes e grãos e homens caçam. Suas ferramentas eram rudimentares, feitas de pedra lascada. Sendo que o primeiro a fazer esses instrumentos foi o nosso ancestral conhecido por Homo habilis.

Em aproximadamente 500 mil a.C. o Homo erectus, outro de nossos ancestrais, no período conhecido por Mesolítico (de aproximadamente 12000 a.C. até aproximadamente 8000 a.C.), começa a fazer uso do fogo.

No Neolítico (de aproximadamente 8000 a.C. até aproximadamente 4000 a.C.) surge a agricultura e a pecuária, com isso há aumento na produção de alimentos e conseqüente aumento demográfico. Entre as principais inovações tecnológicas do neolítico:

· Instrumentos de pedra aperfeiçoados com polimento.

· Surgimento da cerâmica para fazer recipientes usados para cozinhar, portar líquido e alimentos.

· Surgimento da tecelagem: as primeiras confecções eram com linho, algodão e lã, substituindo roupas de pele de animais.

· Casas e aldeias: com madeira, pedras, barro. Aldeias se formam, algumas evoluindo a cidades. Cidades mais antigas surgem nesse período, como Jericó, no VIII milênio a.C., e Beidha, no VIII milênio a.C., na Palestina e Catal Hüyük, no VII milênio a.C., na Turquia.

· Vida espiritual: homem do neolítico passa a discutir sobre novas preocupações, variações do clima, fertilidade dos solos e sementes, saúde e reprodução dos rebanhos. Para solucionar dificuldades invocavam o sobrenatural. Menires (monólitos verticais), dolmens (mesa alta, feita de grandes blocos de pedra), sepultamentos…

· Roda: para fazer menires e dolmens se usaram grandes toras para transportarem grandes monólitos, primeiros indícios da roda.

Por volta de 4000 a.C. começa a Idade dos Metais, marcada pela utilização dos metais, permitindo produção de instrumentos resistentes e de formas variadas, pois podem ser modelados. A Idade dos Metais se divide em três etapas:

· Idade do cobre: primeiro metal a ser fundido, que foi lentamente substituindo o uso de pedras.

· Idade do bronze: cobre com estanho, mais duro que o cobre, empregado para fabricação de espadas, lanças e martelo… Desenvolvido nas primeiras cidades, onde crescia divisão social do trabalho e produção mercantil (comércio).

Cronologia Mundo

Pré-História

1 milhão a.C. – A idade dos “primeiros homens” é bem superior a 1 milhão de anos. Exemplo: Australopithecus, Homo erectus, Homo habilis.

600 mil a 10 mil a.C. – Paleolítico (Idade da Pedra Lascada).

75 mil a.C. – Homem de Neanderthal viveu entre 75 mil e 45 mil a.C.

50 mil ou 40 mil a.C. – Homo sapiens sapiens. Exemplo: Homem de Cro-Magnon.

10 mil a 4 mil a.C. – Neolítico (Idade da Pedra Polida).

8350-7350 a.C. – Fundação e desenvolvimento de Jericó (Palestina),primeira cidade murada do mundo.

6250-5400 a.C. – Desenvolvimento de Çatal Hüyük (Turquia), maior cidade da época.

4 mil a.C. – Idade dos Metais. Início da civilização.

3500 a.C. – Stonehenge: construção de túmulos e círculos megalíticos, na Bretanha, península Ibérica e ilhas Britânicas.

Idade Antiga

3500 a.C. – Fundação das primeiras cidades sumérias, como Ur, Uruk, Nippur, Lagash e Eridu.

3200 a.C. – Unificação do Egito por Menés, o fundador da monarquia dos faraós.

3200 a 2423 a.C. – Antigo Império Egípcio. Surgem os grandes deuses egípcios.

2700 a 2600 a.C. – Construção das famosas pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos.

2500 a.C. – Os sumerianos são dominados pelos acádios. A cidade fenícia de Biblos destaca-se pelo movimentado porto comercial. Posteriormente, outras cidades fenícias adquirem importância, entre elas Tiro.

2200 a.C. – O Império Acádio é destruído pelos guti.

2160 a 1730 a.C. – Médio Império Egípcio. Prosperidade econômica e conquistas militares. A capital é Tebas.

2000 a.C. – Abraão, o primeiro patriarca, deixa Ur e leva os hebreus para a Palestina (a Terra Prometida). Os amorritas fundam o primeiro Império Babilônico. O mais importante rei desse império foi Hamurábi, responsável pelo primeiro código escrito (Código de Hamurábi).

2000 a 1750 a.C. – As cidades cretenses de Cnossos e Faístos adquirem grande importância. Construção de palácios monumentais em Creta.

1800 a.C. – Fundação do antigo Império Assírio. Séculos depois destacam-se como reis do novo Império Assírio (883-612 a.C.); Sargão, Senequerib, Assurbanipal.

1750 a.C. – Os hicsos invadem o Egito. Os hebreus são obrigados a emigrar para o Egito.

1580-1085 a.C. – Novo Império Egípcio.

1500 a.C. – Início da civilização grega. Período Micênico. Desenvolvimento dos genos.

1400-1200 a.C. – Invasão dos aqueus a Creta, destruindo a cidade de Cnossos.

1200-1020 a.C. – Êxodo dos hebreus do Egito, que retornam à Palestina e aí se fixam.

1006 – 966 a.C. – Reinado do rei hebreu Davi.

1000 a.C. – Chegada dos etruscos à Itália. Surge o alfabeto fenício, que depois foi aperfeiçoado pelos gregos.

966-926 a.C. – Reinado do rei hebreu Salomão. Construção do templo de Jerusalém.

814 a.C. – Fundação da cidade de Cartago pelos fenícios.

800-500 a.C. – Grécia: Período Arcáico. Desenvolvimento da pólis. Destacam-se Esparta e Atenas.

776 a.C. – Primeiros Jogos Olímpicos realizados na Grécia.

753 a.C. – Data apontada pela tradição para a fundação de Roma. Início do período da Monarquia.

750 a.C. – Início da colonização grega.

650 a.C. – Surgimento da poesia lírica grega.

612-539 a.C. – Novo Império Babilônio. Construção dos Jardins Suspensos da Babilônia e da Torre de Babel.

594 a.C. – Atenas: Sólon introduz reformas sociais.

587 a.C. – Nabucodonosor II conquista e destrói Jerusalém. Início do cativeiro dos hebreus na Babilônia, que dura até 538 a.C.

586 a.C. – Os assírios submetem as cidades fenícias.

558 a.C. – Zoroastro (Zaratustra) funda o Zoroatrismo, religião que se torna oficial na Pérsia, em 550 a.C.

549 a.C. – Início do Império Persa.

490 a.C. – Batalha de Maratona, travada entre gregos e persas. Os gregos vencem.

484-425 a.C. – Heródoto, o pai da História, escreveu sobre as guerras pérsicas.

480 a.C. – Batalha Naval de Salamina, travada entre gregos e persas.

477 a.C. – Fundação da Liga de Delos, sob a liderança de Atenas.

470 a.C. – Tribunos da plebe em Roma.

450 a.C. – Lei das Doze Tábuas.

431-404 a.C. – Guerra do Peloponeso: envolve as cidades gregas lideradas pelas rivais Atenas e Esparta.

388 a.C. – Filipe da Macedônia invade a Grécia (Batalha de Queronéia).

336 a.C. – Alexandre Magno assume o comando do Império Macedônio.

330 a.C. – Morre Alexandre Magno e o Império Macedônio fragmenta-se.

264-146 a.C. – Guerras Púnicas: Roma contra Cartago. Vitória dos romanos.

73 a.C. – Revolta dos escravos romanos, sob o comando de Espártaco.

60 a.C. – Júlio César vai assumindo crescentes poderes em Roma. Em 44 a.C., César é assassinado por Brutus.

27 a.C. – Otávio rompe, informalmente, a República romana. Vai concentrando enormes poderes. Início do Império.

70 d.C. – Os romanos destroem Jerusalém. Diáspora dos hebreus.

131 – O imperador romano Adriano esmaga revoltas de hebreus.

313 – O imperador Constantino concede liberdade de culto aos cristãos (Édito de Milão).

395 – Morte do imperador romano Teodósio. O Império Romano é dividido em: Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente (Bizantino).

476 – Queda do Império Romano do Ocidente.

 

Os primeiros homens que surgiram na face da Terra viviam em um mundo que lhes era misterioso e hostil. Dos abrigos, no fundo das cavernas, ouviam amedrontados o barulho do trovão, das cachoeiras, o grito dos animais selvagens. Para sua mentalidade primitiva tudo era motivo de espanto e de terror. Mil perigos estavam por todos os lados. Se procuravam subir às montanhas para fugirem das inundações e das enxurradas, deviam, quase sempre, abandoná-las, porque elas eliminavam o fogo dos vulcões. O solo onde pisavam tremia muitas vezes, sacudido pelos terremotos.

Para alimentarem-se, deviam sair em busca de água, de ervas, de sementes, de frutas e de caça. Isto significava ter de enfrentar não só a natureza, mas também as feras que se espalhavam pelas planícies e pelas florestas. Havia ainda o risco de se perderem e de se separarem dos demais companheiros.

Parece quase impossível que o homem primitivo tenha conseguido sobreviver em meio a tantos obstáculos. Contudo ele o fez, porque não era a criatura indefesa que parecia ser. Contava com a força de seus músculos, a habilidade de suas mãos, o poder de seus sentidos. E contava, acima de tudo, com o auxílio de sua inteligência.

Naquela época, o Homem executava todos os trabalhos necessários à subsistência com a força muscular. Sua primeira conquista consistiu em usar tais músculos de maneira mais eficaz. Os instrumentos de que dispunha eram feitos com materiais oferecidos pela natureza sem modificação nenhuma.

Passaram-se centenas de anos até que o Homem aprendesse a mudar a forma dos materiais da natureza, fabricando objetos rudimentares para seu uso diário.

Todos os elementos que o rodeavam nada diziam ainda à sua inteligência: a cascata que transportava as pedras para o vale não lhe sugeria a idéia da força que ela possuía; o tronco que flutuava não o fazia pensar em um meio para atravessar o rio; os ramos das ervas que brotavam do terreno não lhe revelavam que um punhado de terra era capaz de dar origem à vida.

Passaram-se milhares de anos… Só então ele começou a compreender que a natureza oferecia-lhe a energia das cascatas; a flutuabilidade na água, o impulso dos ventos, o poder do fogo.

O surgimento do homem

Um dos mais fascinante mistérios da Pré-história é o surgimento do ser humano. Até 1859, apenas livros religiosos, como a Bíbliam, davam resposta a esse enigma, naturalmente em sua linguagem simbólica. Nesse ano, o naturalista inglês Charles Darwin publicou seu livro A origem das espécies, apresentando evidências de que as espécies animais são capazes de modificações gradativas, ou de evolução, através do tempo, de modo que novas espécies possam surgir. Ele também demonstrou que as modificações são determinadas pela Lei da Seleção Natural, segundo a qual, na acirrada competição que os seres vivos travam pela sobrevivência, prevalecem aqueles que melhor se adaptam ao meio específico em que vivem. Dessa maneira, as características que contribuíram para a sobrevivência de cada espécie são preservadas e transmitidas para as gerações futuras.

Por uma questão de justiça histórica, não se pode deixar de mencionar que o também inglês Alfred Russel Wallace havia chegado às mesmas conclusões de Darwin – e exatamente na mesma época. No entanto, por uma gentileza característica dos cavalheiros britânicos, permitiu que Darwin publicasse antes o seu livro e recebesse todos os méritos da descoberta, ficando Wallace em segundo plano.

A origem das espécies

A partir dessas idéias, de observações e de estudos de material fóssil, além de experiências, os cientistas puderam traçar a linha de evolução dos seres vertebrados, afirmando que teriam surgido no mar, de organismos menores. Entre os primeiros vertebrados estariam os peixes, em seguida os anfíbios, e na sequência, os répteis, as aves e os mamíferos.

Entre os mamíferos, teria aparecido, há cerca de 13 milhões de anos, a ordem dos primatas, que inclui atualmente os macacos e os homens. Para percorrer a distância entre os primatas mais simples, através da seleção natural, e o homem, foram necessários milhões de anos.

Os primatas
Os cérebros da maioria das espécies de Australopithecus tinham
cerca de 35% do tamanho de um cérebro humano atual

A espécie de primata com características mais próximas das da espécie humana de que se tem notícia é a do Ramapithecus, que existiu há 13 milhões de anos. Foi sucedida pelo Australopithecus (cerca de 4 milhões de anos atrás), contemporâneo do Homo habilis, surgido há aproximadamente 2,3 milhões de anos.

Há cerca de 1,5 milhão de anos, tendo predominado o gênero Homo sobre o Pithecus, a espécie do Homo erectus floresceu, com postura e dimensões do cérebro próximas das do homem atual. Dessa espécie, os dois exemplares mais célebres foram aquele descoberto em 1891 por Eugéne Dubois, em Java, batizado Pitecantropo de Java, e o que foi achado em Pequim, China, conhecido como Sinantropo pequinense.

Acredita-se que o local de origem do Homo erectus tenha sido a África centro-oriental, de onde ele teria saído (por razões desconhecidas) para povoar o mundo, chegando primeiramente à Ásia e à Europa. Mas sobre essa expansão, como também a respeito de sua chegada ao continente americano, os estudiosos possuem muitas dúvidas e poucas certezas.

O Homo sapiens
Fóssil criança Homo sapiens encontrado em Israel. O esqueleto
foi encontrado originalmente aos pés de um esqueleto de fêmea
adulta. Fóssil de cortesia do Departamento de Anatomia e
Antropologia (Universidade de Tel Aviv) e do Museu Rockefeller
(Tel Aviv) – Crédito da foto: Paul Tafforeau

O Homo sapiens, surgido entre 400 mil e 100 mil anos atrás é um dos últimos elos da corrente da espécie a qual todos nós pertencemos. Suas origens ainda não estão totalmente explicadas. Uma das teorias afirma que os seres humanos modernos (Homo sapiens sapiens) evoluíram ao mesmo tempo a partir de populações primitivas da África, Ásia e Europa, misturando-se uns aos outros geneticamente.

Segundo os defensores dessa corrente, isso se justifica pelo fato de que, em determinadas regiões, populações humanas modernas possuem algumas estruturas anatômicas semelhantes a populações de Homo erectus que ali viveram no passado.

Uma outra hipótese sustenta que uma pequena população relativamente isolada de seres humanos primitivos da África evoluiu até o Homo sapiens moderno e de lá se espalhou pela Europa, Ásia e restante do continente africano, desalojando as populações humanas primitivas que encontrava em seu caminho. Os cientistas defendem suas idéias baseando-se na análise do DNA de células de seres humanos de diferentes localidades do planeta.

Independentemente de qual teoria esteja correta – se é que alguma delas está -, o fato é que os mais antigos fósseis já encontrados de seres humanos modernos datam de 130 mil anos e foram localizados na África. E de todas as espécies, o Homo sapiens sapiens foi a única que se espalhou e conquistou os cinco continentes do nosso planeta.

Períodos da Pré-história humana

Do mesmo modo como a história foi dividida em períodos ou idades (Antiga, Média, Moderna e Contemporânea), os estudiosos realizaram uma periodização da Pré-história, embora esta seja constantemente questionada. A primeira periodização foi formulada pelo dinamarquês Christian Thomsen, num livro publicado em 1836. Segundo ele, a Pré-história se dividida em:

  • Idade da Pedra Lascada
  • Idade da Pedra Polida
  • Idade do Bronze
  • Idade do Ferro

Essa classificação foi depois substituída pela do inglês John Lubbock, que chamou de Paleolítico e de Neolítico o que, respectivamente, Thomsen denominara Idade da Pedra Lascada e Idade da Pedra Polida. Lubbock subdividiu, ainda, cada um dos períodos em fases inferior, média e superior.

Atualmente, as duas classificações em geral são combinadas. Entretanto, os estudos pré-históricos propriamente ditos tendem a considerar mais os dois primeiros períodos, Paleolítico e Neolítico, do que os períodos subsequentes.

Técnicas e utensílios

As duas classificações se baseiam nas técnicas ou nos utensílios inventados pelo homem nas épocas focalizadas. Assim, quando se fala em Paleolítico (ou Idade da Pedra Lascada), têm-se em vista instrumentos rudimentares de pedra, de madeira ou de osso. E, ao falarmos em Neolítico (ou Idade da Pedra Polida), referimo-nos a instrumentos feitos com os mesmos materiais, porém mais sofisticados e mais elaborados.

Em 1936, os estudos do cientista Vere Gordon Childe abriram novos caminhos para uma melhor com preensão da Pré-História. Ele propôs que esses períodos fossem considerados etapas da evolução do homem, que não se excluíam entre si, superando-se através de novas formas de produção.

Paleolítico: caçadores nômades

Aceitando a designação de Lubbock e as propostas de Childe, o período Paleolítico compreenderia os anos entre 4 milhões a.C. e 12.000 a.C. Suas características são o nomadismo e a subsistência baseada na caça, mas também voltada para a pesca e a coleta de vegetais.

Durante a caçada, os animais eram forçados em direção a desfiladeiros sem saída ou rumo a abismos, quando então caíam em armadilhas feitas em covas, onde havia paus pontiagudos. Como camuflagem, o homem dispunha principalmente de disfarces com peles e chifres de animais.

Os instrumentos ou ferramentas usados cotidianamente eram de pedra, de madeira ou de osso, moldados a partir de golpes de um material mais resistente contra outro menos resistente. Essa técnica podia chegar a alguma sofisticação, com objetos tendo apenas uma de suas faces lascada ou afiada para tornarem-se mais adequados. São dessa época os “machados de mão”, pedras trabalhadas para se tornarem cortantes, sem cabo.

Arte rupestre
A arte rupestre de Lascaux: animais já extintos entre as imagens feitas
pelo homem de Cro-Magnon

Pouco se sabe sobre a quantidade populacional no Paleolítico, principalmente em virtude do nomadismo. Calcula-se, por exemplo, que em toda a área da atual Bélgica viviam apenas 400 pessoas. De acordo com sepulturas e esqueletos fossilizados nelas encontrados, imagina-se que a média de idade dos seres humanos no fim do período era de 26 anos.

No plano artístico, é comum associar-se a arte à religião durante o Paleolítico, embora haja teorias atribuindo ao aumento demográfico o surgimento de tempo ocioso, empregado em pintura e em escultura. De qualquer modo, a arte pré-histórica ou rupestre refletia as preocupações de subsistência, através de representações da caça e da fertilidade (da terra e da mulher).

Neolítico: a revolução da agricultura

Supõe-se-se que a humanidade tenha entrado num segundo estágio de sua evolução cultural entre 12.000 a.C. e 6.000 a.C., com a descoberta da agricultura, que passou a ser a principal fonte de subsistência. A agricultura levou ao sedentarismo e, simultaneamente, às primeiras tentativas de domesticação de animais (supõe-se que com cabras, porcos e carneiros, em regiões da Ásia).

Os utensílios multiplicaram-se. Já não se tratava de simples “machados de mão” ou clavas, mas sim de vasos, estatuetas, fusos, contas, pilões. Surgiu também uma das peculiaridades do Neolítico: a cerâmica, possivelmente criada a partir do revestimento de betume que se colocava no interior de cestas de fibra para torná-las impermeáveis e próprias para o transporte de líquido. A resistência do betume, permanecendo após o desgaste das fibras, explicaria a tese.

Advento da escrita

O sedentarismo teria permitido também o aumento populacional e o surgimento de organizações sociais mais complexas, inclusive ocorrendo uma divisão social do trabalho e uma especialização de funções. Estudiosos admitem a existência de um poder organizado, com autoridades temporais e/ou religiosas.

A etapa posterior é conhecida como Idade dos Metais, com o domínio de técnicas de manipulação do cobre e do bronze por parte do homem. É quando ocorre o surgimento de cidades, processo que Gordon Childe chama de Revolução Urbana. Por fim, veio o advento da escrita, que encerrou a Pré-história.



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