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	<title>Callado&#039;s &#34;Contadora de História&#34;</title>
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	<description>História Gera para todo público e estudantes</description>
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		<title>Callado&#039;s &#34;Contadora de História&#34;</title>
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		<title>Aquecimento Global</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 13:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aquecimento Global e suas consequencias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<description><![CDATA[Introdução Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos. A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=168&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Introdução </strong></p>
<p>Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.</p>
<p>A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.</p>
<p>Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.</p>
<p>O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.</p>
<p><strong>Conseqüências do aquecimento global </strong></p>
<p>-         Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;<br />
-         Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;<br />
-         Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;<br />
-         Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.</p>
<p><a href="http://www.knowledge.allianz.com.br/br/climate_change/index.html?gclid=CM6FrdXh-aACFYwf7godMXbECQ">CLIQUE NESTE LINK<br />
<strong><span style="color:#800000;">e assistam Esta matéria sobre o Efeito que está mudando o nosso planeta.</span></strong></a></p>
<h1><strong>Aquecimento Global</strong></h1>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LPqKMEb86vc&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LPqKMEb86vc&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h1>Greenpeace Brasil &#8211; Mudanças do clima, mudanças de vidas</h1>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-xUt31hgYKQ&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-xUt31hgYKQ&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h1>Aquecimento Global &#8211; Nossa Realidade</h1>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bm0KJeS3miY&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Bm0KJeS3miY&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h1 id="watch-headline-title">Aquecimento Global &#8211; efeito estufa</h1>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JD6rbme7Ihk&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/JD6rbme7Ihk&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h1 id="watch-headline-title">Aquecimento global. Causas, Consequências e Soluções</h1>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://rosangelacallado.wordpress.com/2010/04/09/aquecimento-global/"><img src="http://img.youtube.com/vi/bbzaOD0e1rg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/168/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=168&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Contadora de História</media:title>
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		<title>Maias &#8211; Apogeu e ruína de um povo</title>
		<link>http://rosangelacallado.wordpress.com/2010/04/09/165/</link>
		<comments>http://rosangelacallado.wordpress.com/2010/04/09/165/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 13:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maias - Apogeu e Ruína de um povo]]></category>

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		<description><![CDATA[5 Vídeos bárbaro sobre a história dos Maias. Deixe o vídeo carregar para assistir na íntegra, sem travar. Bom filme! E por favor,  &#8221;Não coma pipocas e nem beba guaraná, para não desviar a atenção! ((rsrs)) abraços!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=165&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>5 Vídeos bárbaro sobre a história dos Maias.</p>
<p>Deixe o vídeo carregar para assistir na íntegra, sem travar.</p>
<h2>Bom filme! <span style="color:#ff0000;">E por favor,  &#8221;Não coma pipocas e nem beba guaraná, para não desviar a atenção!</span></h2>
<h3>((rsrs)) abraços!</h3>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RetR50GMJ0E&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RetR50GMJ0E&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8doGdhrQ_JA&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8doGdhrQ_JA&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QeVOYlgl8KU&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QeVOYlgl8KU&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XnU7-IzRoSs&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XnU7-IzRoSs&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://rosangelacallado.wordpress.com/2010/04/09/165/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cuHOoz5L2us/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/165/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=165&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Quem sou eu?</title>
		<link>http://rosangelacallado.wordpress.com/2009/11/22/meu-perfil/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 12:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[quem sou eu]]></category>
		<category><![CDATA[asteca]]></category>
		<category><![CDATA[ídolos]]></category>
		<category><![CDATA[che guevara]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma mulher simples. Que gosta de História.     Estudo, batalho sou  guerreira e  amo a   liberdade. Porém, quando estou livre quero me tornar cativa e quando cativa  estou quero  tornar-me  livre. Dá para entender uma coisa dessa??? complicadinha, mas fácil de  entende-la.  Perfeita nas qualidades e nos defeitos! Sou uma eterna sonhadora,  e nunca  [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=94&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/20.jpg"><img class="size-medium wp-image-127 alignleft" title="20" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/20.jpg?w=173&#038;h=190" alt="" width="173" height="190" /></a></p>
<p>Uma mulher simples. Que gosta de História.     Estudo, batalho sou  guerreira e  amo a   liberdade.</p>
<p>Porém, quando estou livre quero me tornar cativa e quando cativa  estou quero  tornar-me  livre.</p>
<p><strong> Dá para entender uma coisa dessa???</strong></p>
<p>complicadinha, mas fácil de  entende-la.  Perfeita nas qualidades e nos defeitos!</p>
<p>Sou uma eterna sonhadora,  e nunca  desisto de sonhar. Assim vou em busca de novas conquistas e descobertas para me evoluir!</p>
<p>AmO,   brinco,   xingo,   desço do salto, mais nunca odeio.</p>
<p>Tenho  opinião,  atitude,  me faço de forte para sobreviver nesta selva de pedra,  sou  frágil feito um cristal e ativa   feito um vulcão em erupção!</p>
<p>Vivo os dois extremos,  entre o bem e o mal, os erros e os acertos&#8230; Assim que caminha a humanidade.</p>
<p>Sou descobridora dos sete mares&#8230;</p>
<p>Sou mais uma cara pintada em busca de paz neste mundo!</p>
<h4>Eu sou está mulher&#8230;&#8221;Uma contadora de História da vida real&#8221;.</h4>
<h3>Sejam bem vindos e satisfação em conhecê-los.   ((Rose Callado))</h3>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2 style="text-align:center;"><strong><strong><span style="color:#ff0000;">E esses são meus ídolos</span></strong></strong></h2>
<p><strong><strong><span style="color:#ff0000;"><br />
</span></strong></strong></p>
<h4><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">Che Guevara</span></span></h4>
<p style="text-align:left;"><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/lm274che-guevara-posters.jpg"><img class="size-medium wp-image-116 alignleft" title="LM274~Che-Guevara-Posters" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/lm274che-guevara-posters.jpg?w=62&#038;h=76" alt="" width="62" height="76" /></a></p>
<p style="text-align:left;">&#8220;O nosso sacrifício é consciente. É a quota a pagar pela liberdade.&#8221; Ernesto Guevara de la Serna , conhecido por Che Guevara ou El Che (Rosário, 14 de Junho de 1928 &#8211; La Higuera &#8211; 9 de Outubro de 1967), foi um guerrilheiro revolucionário e homem político.</p>
<p style="text-align:left;">&nbsp;</p>
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<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">Kennedy. Pres. dos Estados Unidos da América em 1961</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/jfk.jpg"><img class="size-medium wp-image-117 alignleft" title="JFK" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/jfk.jpg?w=85&#038;h=115" alt="" width="85" height="115" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo.</p>
<p style="text-align:left;">&nbsp;</p>
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<p style="text-align:left;"><strong>Franklin Delano Roosevelt. Presidente dos Estados Unidos da América em 1933 com dois mandatos consecutivo.</strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/roosevelt-f.jpg"><img class="size-medium wp-image-124 alignleft" title="roosevelt-f" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/roosevelt-f.jpg?w=107&#038;h=126" alt="" width="107" height="126" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Os únicos limites das nossas realizações de amanhã</p>
<p style="text-align:left;">são as nossas dúvidas e hesitações de hoje. (Franklin Delano Roosevelt)</p>
<p style="text-align:left;">&nbsp;</p>
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<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">Mahatma Gandh</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/mahatma-gandhi1.jpg"><img class="size-medium wp-image-118 alignleft" title="mahatma-gandhi1" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/mahatma-gandhi1.jpg?w=97&#038;h=126" alt="" width="97" height="126" /></a></p>
<p style="text-align:left;">&#8220;A regra de ouro consiste em sermos amigos do  mundo e em considerarmos como uma toda a  família humana. Quem faz distinção entre os fiéis  da própria religião e os de outra, deseduca os  membros da sua religião e abre caminho para o  abandono, a irreligião.”(Mahatma Gandh)</p>
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<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">Jesus Cristo</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/face-de-jesus-cristo-em-preto-e-branco.jpg"><img class="size-medium wp-image-120 alignleft" title="Face de Jesus Cristo em preto e branco" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/face-de-jesus-cristo-em-preto-e-branco.jpg?w=107&#038;h=144" alt="" width="107" height="144" /></a></p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento; e o segundo, semelhante a este é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.&#8221; (Jesus Cristo)</p>
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<p style="text-align:left;"><strong>Nelson Mandela</strong></p>
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<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;"><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2009/11/nelson-mandela.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-183" title="TL007642" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2009/11/nelson-mandela.jpg?w=95&#038;h=126" alt="" width="95" height="126" /></a><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#333333;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">&#8220;Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.&#8221; (Nelson Mandela)</p>
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<p style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#000000;">Juscelino Kubitschek</span></strong></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><strong><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/juscelino.jpg"><img class="size-medium wp-image-122 alignleft" title="juscelino" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/juscelino.jpg?w=82&#038;h=144" alt="" width="82" height="144" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align:left;">Penso que deveriamos viver a vida como, as poesias de felicidade, de amor, de alegria, penso que ser poeta e ser eterno, ser imortal,porque somos imortal.(Juscelino Kubitschek)</p>
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<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">Martin Luther King</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/martin_luther_king_2.jpg"><img class="size-medium wp-image-123 alignleft" title="martin_luther_king_2" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/martin_luther_king_2.jpg?w=102&#038;h=144" alt="" width="102" height="144" /></a></strong></p>
<p style="text-align:left;">O que me preocupa não é o grito dos maus.</p>
<p style="text-align:left;">É o  silêncio dos bons.(Martin Luther King)</p>
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<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">Getúlio Vargas</span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/getulio_vargas.jpg"><img class="size-medium wp-image-125 alignleft" title="getulio_vargas" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/getulio_vargas.jpg?w=84&#038;h=126" alt="" width="84" height="126" /></a></strong></p>
<p style="text-align:left;">Eu sempre desconfiei muito daqueles que nunca me pediram nada.       Geralmente os que sentam à mesa sem apetite são os que mais comem. (Getúlio Vargas)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=94&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>As Sete Profecias Maia</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 11:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[As sete profecia Maia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sincronário da Paz &#8211; Calendário Maia &#8211; Calendário das 13 Luas As sete Profecias Maia por Danuia: Os Maias foram uma civilização bastante curiosa por dois motivos: sua origem e seu destino são obscuros. São várias as hipóteses que retratam sua origem: Atlântida, Fenícia, Roma, Grécia e algumas outras. De seu destino, apenas se constata que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=75&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_G4SIjpwwwfU02FnTjTSdr09gcFpU8s2WLKq3V_AutlaJVhezfPD77AEpTR3X5kWo"><span style="color:#000000;"><img src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_G4SIjpwwwfU02FnTjTSdr09gcFpU8s2WLKq3V_AutlaJVhezfPD77AEpTR3X5kWo" alt="" width="180" height="177" /></span></a></p>
<p><span style="color:#000000;">Sincronário da Paz &#8211; Calendário Maia &#8211; Calendário das 13 Luas</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">As sete Profecias Maia</span></span></span></strong></p>
<p><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="color:#000000;">por Danuia:</span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="font-size:x-small;"><span style="color:#000000;">Os Maias foram uma civilização bastante curiosa por dois motivos:<br />
sua origem e seu destino são obscuros. São várias as hipóteses que<br />
retratam sua origem: Atlântida, Fenícia, Roma, Grécia e algumas<br />
outras. De seu destino, apenas se constata que se retiraram,<br />
abandonando suas cidades. O que não se discute é que existiram como<br />
uma brilhante civilização que dominava, dentre outros conhecimentos,<br />
a astronomia. O mais curioso é que pareciam profundos conhecedores<br />
desta ciência sem um só telescópio.</span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Este estudo foi feito baseado em dois documentos. O primeiro é o<br />
livro da Editora Nova Era denominado &#8220;As Profecias Maias&#8221; de Adrian<br />
Gilbert e Maurice M Cotterell. O outro é um documentário de<br />
televisão que recebe o título de &#8220;Los Dueños Del Tiempo&#8221;, do Canal<br />
Caracol, realizada por Arcobaque Haus.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Nos concentraremos nas sete profecias maias, que nos traz uma<br />
mensagem bastante curiosa. Parte da mensagem é um alerta sobre o que<br />
ocorrerá em um futuro breve, no qual já vivemos. A outra é uma<br />
esperança de um novo tempo e uma humanidade mais consciente</span></p>
<p><span style="color:#000000;">São várias as religiões que apontam nosso atual momento como um<br />
período de eminente mudança. O que podemos ver com clareza é que<br />
nunca o homem influiu tanto no planeta. Alteramos o clima, desviamos<br />
rios, destruímos florestas inteiras e levamos inúmero número de<br />
espécies a extinção. Envenenamos terra, água e ar.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Nossos atos estão levando o planeta tudo e todos nele a um fim<br />
trágico. Isso já é conclusão da própria ciência.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A natureza parece que tem respondido de maneira cada vez mais<br />
agressiva ao nosso desrespeito ao meio em que vivemos. Alterações<br />
climáticas, enchentes, erupções vulcânicas, furacões, tornados,<br />
desgelos, tempestades e diversos outros fatores tem se pronunciado<br />
de maneira mais rigorosa, constante e em áreas onde nunca ocorreu<br />
este tipo de problema.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Destino de países são alterados da noite para o dia. A incerteza<br />
nunca foi tão grande. Os bolsões de pobreza são deveras numerosos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Os maias descrevem essa situação e o desenlaço da mesma. Suas<br />
profecias baseiam-se em estudos religiosos e científico.<br />
</span></p>
<p><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></p>
<p><span style="font-size:x-small;color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><span style="text-decoration:underline;"><strong><span style="color:#000000;">1ª PROFECIA</span></strong></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Esta profecia fala do medo e do ódio. Diz que esse período se<br />
encerrará em sábado, 22 de dezembro de 2012. Nesse dia a humanidade<br />
fará sua escolha de desaparecer como espécie dominante pensante que<br />
ameaça a destruir o planeta ou evoluir e integrar-se com o universo,<br />
entendendo que todo o universo é vivo e consciente. Nos fala que a<br />
partir de 1999 teremos 13 anos para adquirirmos a consciência de que<br />
podemos viver em integração com tudo e todos num período de luz. 13<br />
anos para reconhecer e para com o caminho de destruição que hora<br />
tomamos para abraças um outro de paz e construção. O Sol, que era<br />
por eles chamado de KINICH-AHAU, é um imenso organismo vivo e que se<br />
sincroniza periodicamente com o organismo universal, recebendo uma<br />
descarga de luz do centro da galáxia em períodos determinados. Isso<br />
provoca mudança nas atividades solares, registrado por nossos<br />
satélites como aumento da erupções solares e alteração em seu campo<br />
magnético. Isso ocorre num ciclo de 5125 anos terrestres. Isso<br />
afetaria diretamente a Terra. Para os maias, o ritmo de respiração<br />
da galáxia é cíclico e nunca muda. O que muda é a consciência do<br />
homem rumo a evolução. Previram que desde o início da sua<br />
civilização, no 4º AHAU e 8º CUMKU, isto é, desde 12 de agosto do<br />
ano 3113 A.C., iniciou-se um ciclo de 5125 anos que se encerraria em<br />
um sábado, 22 de dezembro de 2012. Nesse dia o sol receberia um<br />
fluxo luminoso sincronizados do centro da galáxia que inverteria sua<br />
polaridade, provocando uma brilhante e intensa luz. Só<br />
individualmente é que poderíamos atravessar o portal que nos separa<br />
de uma nova era, o que para eles corresponderia ao Sexto Ciclo do<br />
Sol. Asseguravam que sua civilização era a quinta iluminada pelo<br />
sol. Viam as civilizações como degraus em busca da consciência<br />
universal. Antes dos maias diziam existir outras 04 civilizações<br />
que foram destruídas. O última a lhes precederem foram destruídos<br />
numa imensa inundação. Se diziam descendentes dessa. Cada<br />
civilização é um degrau a plana consciência universal. No período<br />
que se seguirá poderemos observar uma idade de ouro para todo o<br />
planeta, basta cada um de nós tomar esta decisão. Essa profecia<br />
fala do KATUN, o tempo do Não-Tempo, os últimos 20 anos de um ciclo<br />
de 5125 anos. O atual, portanto, começou em 1992. Um crescente<br />
número de manchas solares apresentar-se-ia nestes 20 anos. Previram<br />
que esse é o período de maior mudança. O nosso próprio comportamento<br />
predatório levaria a isso. Essa mudança nos mostrariam como funciona<br />
o universo e nos ajudariam a nos libertar de nosso comportamento<br />
materialista. O CHILAM BALAM, livro sagrado maia, diz: &#8220;NO 13º<br />
AHAU, no final do último KATUN, o ITZA será arrastado e rodará<br />
Kanta. Haverá um tempo que estarão sumidos na escuridão, mas<br />
voltarão trazendo sinal futuro os homens do sol. Despertará pelo<br />
norte e pelo poente. O ITZA despertará&#8221;. A primeira profecia diz<br />
que a após 07 anos do início do último KATUN, ou seja, em 1999,<br />
haverá um período de trevas que enfrentaremos com nossa própria<br />
conduta. Compararam esse período como a entrada num salão dos<br />
espelhos, ode cada um de nós poderá se ver e analisar-se. Poderá ver<br />
como se comporta sozinho, diante dos outros, diante da natureza e<br />
como planeta em que vive. É um período para a sociedade mudar, com<br />
a mudança de cada um de nós.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter" src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;">2ª PROFECIA</span></span></strong></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;"><br />
</span> </span></strong><span style="color:#000000;"><br />
Os maias afirmam nessa profecia que o comportamento da humanidade<br />
mudaria radicalmente a partir do eclipse de 11 e agosto de 1999.<br />
esse eclipse foi sem precedentes. Marcou o alinhamento da terra com<br />
quase todos os astros do nosso sistema solar (oito planetas e o sol)<br />
a a cruz formada por eles apontavam para os signos zodiacais de<br />
Leão, Escorpião, Aquário e Touro. Afirmam ainda que a partir dessa<br />
data o homem daria vazão a suas emoções, causando inúmeras guerras e<br />
conflitos ou optaria por caminhos pacíficos, de paz. Vivemos um<br />
período de eminente mudança. &#8220;A noite fica mais escura antes de<br />
amanhecer&#8221;. Os conflitos e loucuras coletivas serão mais acirrados,<br />
detonaremos processos de sofrimento e destruição, chegando por esse<br />
caminho à evolução. O aumento de energia proveniente do centro da<br />
galáxia traz mudanças para o sol, para a Terra e para o homem. O<br />
aumento de vibração do universo rumo a um novo avanço canalizará<br />
nossas ações. Serão transformadas os sistemas econômicos, as<br />
comunicações, os padrões sociais e a justiça. Mesmo no campo<br />
religioso haverá mudança. O ser humano irá se confrontar com seus<br />
medos para solucioná-los e caminhar para nova evolução que se<br />
apresenta. A humanidade concentrada no seu lado negro verá o mal<br />
que faz e o reconhecimento deste lado é o primeiro passo para o<br />
surgimento de uma consciência coletiva. Os sentimentos que nos une e<br />
nos separa serão acirrados. Por isso os conflitos por motivos<br />
religiosos, nacionalistas, culturais, morais e similares serão<br />
deflagrados. Simultaneamente mais pessoas encontrarão a paz, se<br />
unirão, marcharão para uma sociedade mais justa e humanitária, mais<br />
solidária. Surgirão homens ais iluminados com capacidade de ajudar<br />
àqueles que quiserem e aumentará também o número de farsantes que só<br />
visam o,lucro. Cada um será seu próprio juiz ao fim do KATUN na<br />
sala dos espelhos. Seremos classificados de acordo com as qualidades<br />
que desenvolvemos, nosso comportamento para com os outros e para com<br />
o planeta. Os que mantiverem a harmonia interna compreenderão que o<br />
que ocorre faz parte da evolução. Por outro lado os demais culparão<br />
os outros ou a Deus pelas mudanças que advirão. Serão geradas<br />
situações de dor, sofrimento e morte. Mas essas mesmas situações<br />
darão lugar a solidariedade e respeito ao semelhante. É a<br />
manifestação do &#8220;céu&#8221; e do &#8220;inferno&#8221; simultaneamente, e cada um<br />
viverá segundo sua escolha. Duas forças inseparáveis. Aqueles que<br />
não compreenderem a evolução que se apresenta aprenderão pelo<br />
sofrimento. Todas as opções estarão disponíveis. As regras morais<br />
estarão bastante frouxas, para cada um se manifestar como é. A<br />
segunda profecia afirma que somente a conscientização da maioria da<br />
humanidade sobre a necessidade de evolução é que poderá afastar este<br />
período de dor que se apresentará. As profecias são um alerta para<br />
que consigamos nos conscientizar e evitar a dor que a concretização<br />
daquelas trará.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter" src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;">3ª PROFECIA</span></span></strong></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;"><br />
</span> </span></strong><span style="color:#000000;"><br />
Segundo os maias uma onda de calor cairá sobre o planeta, trazendo<br />
mudanças climáticas, geológicas e sociais, numa escala e velocidade<br />
sem precedentes. Fatores internos e externos concorrerão para tal<br />
fato. O Homem no seu processo destrutivo causará maior retenção do<br />
calor na Terra. O aumento de atividade solar provocará maior<br />
irradiação, aumentando ainda mais a temperatura. Cada um de nós é<br />
responsável pela transformação do nosso planeta em um grande<br />
deposito de lixo. A imensa quantidade de poluentes que lançamos a<br />
nossa volta, na terra, na água ou no ar e nossa falta de consciência<br />
destruído nossas riquezas naturais como as florestas sem replantá-<br />
las é uma grande alavanca ao processo abordado nessa profecia. Isso<br />
tudo também interfere no ritmo natural das chuvas. O aumento de<br />
temperatura trará mais furacões, tufões e fenômenos análogos e a<br />
estes ligados. Secas, desertos, diminuição das vegetações e<br />
colheitas, morte dos animais e conseqüente perda de alimentação<br />
trará fome, doenças e morte. Os produtos que dependem da água<br />
sofrerão um profundo impacto. Flora e fauna sentirão. Haverá<br />
desabastecimento. A energia elétrica subirá frente ao regime<br />
descompassado dos águas. Pragas e doenças advirão nessa situação. O<br />
comportamento da humanidade será testado diante da situação que ela<br />
mesma criou.</span></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter" src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;">4ª PROFECIA</span></span></strong></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;"><br />
</span> </span></strong><span style="color:#000000;"><br />
Com o aumento da temperatura os maias previram um grande desgelo nas<br />
calotas polares. Um aumento das atividades do sol implicará em mais<br />
ventos solares. Os maias utilizaram-se do ciclo de 584 dias de<br />
Vênus para fazer seus cálculos solares. Diziam eu seu Codex Desdren<br />
que a cada 117 giro de Vênus (187,2 anos ou 68.328 KINES) o sol<br />
apresentava mudanças, enormes manchas e aumento dos ventos solares.<br />
Mostravam que a cada 1.872.000 KINES, ou 5125 anos, as mudanças são<br />
ainda maiores. A humanidade deve está alerta, pois é sinônimo de<br />
mudança e destruição. No Codex Dresden está escrito o número<br />
1.366.560.000 KINES (20 anos) que difere exatos 01 KATUN do número<br />
talhado no Templo da Cruz, em Palenque, que é 1.359.540 KINES. O<br />
fato das defesas planetárias diminuírem, como a rarefação da camada<br />
de ozônio e a menor intensidade do campo magnético terrestre, nos<br />
deixa mais vulneráveis as rajadas dos ventos solares e cósmicos. O<br />
efeito estufa que provocamos associado ao aumento das atividades<br />
solares e a pouca proteção da Terra a estes, provocará o desgelo de<br />
parte das calotas polares, modificando a morfologia dos continentes.<br />
Será amaneira do planeta &#8220;se limpar&#8221; e produzir novas áreas<br />
verdes. Alguns picos nevados já desgelaram completamente. Dos 27<br />
que existiam na Espanha, hoje só existem 13. Os que ainda sobraram<br />
no mundo todo perderam enormes poções de massas, como as montanhas<br />
do Cáucaso, que perderam 50% de seu gelo. A previsão é que, mantido<br />
este ritmo, em 50 anos não haverá montanhas com picos nevados no<br />
mundo. Na Antártida há vegetação crescendo onde ante só tinha gelo.<br />
As geleiras nesse continente se derrete do centro para a periferia,<br />
fazendo com que enormes massas de gelo se desprendam repentinamente<br />
e com grande violência. se bem como as geleiras. 50% da população<br />
mundial vive a beira das águas. 1998 registrou recorde de<br />
temperaturas, marcando as mais altas em 600 anos de registro. Estas<br />
mudanças são graduais e lentas. O que pode provocar uma mudança<br />
repentina é um deslocamento do eixo da Terra, movimentando a posição<br />
dos pólos e repentinas mudanças na geografia terrestre. Todas as<br />
profecias visam a mudança do comportamento humano para a necessária<br />
integração destes com a galáxia e tudo que existe.</span></span><span style="color:#000000;"><br />
</span> </span></span></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter" src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></span></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="text-decoration:underline;"><strong><span style="color:#000000;">5ª PROFECIA</span></strong></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="text-decoration:underline;"><strong><span style="color:#000000;"><br />
</span> </strong></span><span style="color:#000000;"><br />
A quinta profecia diz que todos os sistemas baseados no medo<br />
deixarão de existir para das lugar a novos sistemas baseados na<br />
harmonia. O ser humano depreda tudo que existe por se achar único<br />
no Universo. Haverá um colapso generalizado de nossos sistemas. Isso<br />
nos obrigará a repensar nossa organização e nossos atos, levando ao<br />
entendimento da criação. A integração do mercado mundial e a base<br />
de economias especulativas, que trocaram riquezas reais como<br />
produção de automóveis, aço, trigo por papeis, é por demais frágil e<br />
suscetível a abruptas variações as quais levam continentes e, por<br />
vezes, o mundo a uma crise econômica. Esse mal é repetido a nível<br />
individual quando assumimos gastos, através de cartões de créditos e<br />
crediários, acima dos quais podemos pagar. A nível de um país, pode-<br />
se imaginar o problema que isso traz. O já citado aumento de<br />
atividade solares poderá agravar toda essa crise, uma vez que pode<br />
afetar a comunicação global, via satélite, e a espinha dorsal de<br />
nossas atividades modernas, as redes elétricas. Os fortes ventos<br />
solares podem confundir, gerar erros, danificar ou até destruir<br />
vários dos componentes desses sistemas. O quadro configurado com os<br />
problemas até aqui descritos é de bastante gravidade. A escassez de<br />
alimentos, a falta de eletricidade, o caos econômico geraria um<br />
turbilhão social de difícil contensão. Esse é o ambiente que<br />
forçará a remodelação de nossos sistemas, inclusive os religiosos.<br />
Forçará a humanidade a entrar em harmonia com tudo que lhe cerca.<br />
Não terá espaço para verdades e conveniências imposta a força. A<br />
regra geral será o bem comum.</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;">6ª PROFECIA</span></span></strong></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;">A sexta profecia fala-nos de um cometa que se aproximará da Terra e<br />
colocará em risco a própria existência da humanidade. Os maias viam<br />
os cometas como uma agente que anunciava mudanças, uma alteração da<br />
estrutura existente. Todo sofrimento leva a uma reflexão e uma<br />
oportunidade assim de se compreender a criação. Caso não mudemos<br />
agora nossa forma de agir, esse será o caminho que seguiremos para<br />
aprendermos o que é o Universo que nos cerca e como viver em<br />
harmonia com ele. Os cometas já foram associados a diversas<br />
situações, desde excomunhão pelos religiosos até erupções<br />
vulcânicas e &#8220;ônibus&#8221; espacial para seita de fanáticos. Asteróides<br />
e cometas são visitantes um tanto quanto perigosos, uma vez que<br />
podem se chocar com os planetas e satélites do sistema solar, Hoje é<br />
bastante difundida a a teoria que os dinossauros foram extintos<br />
devido a colisão de um asteróide com a Terra, no oceano atlântico,<br />
na região de Chucxube. O alerta maia é no sentido do perigo de<br />
desconhecermos as trajetórias desses corpos celestes. A<br />
possibilidade de um choque como o que extinguiu os dinossauros, é<br />
uma situação impar e terminaria por nos unir como espécie. O<br />
combate a tamanho perigo comum nos forçaria à um mínimo de<br />
integração, a um comando centralizado acima dos governos dos países,<br />
rompendo nosso egoísmo e arrogância e trazendo união e<br />
sincronicidade.</span><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;"><span style="color:#002060;font-family:Comic Sans MS;"><a href="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w"><span style="color:#000000;"><img src="http://byfiles.storage.live.com/y1p9CU_IdQx2X_sMH4ZQp0E1SMNuPNj8AKvCTHaVZ16vOCQba5_zrFgbPRXyv5T57KvpcPLcYIog8w" alt="" width="225" height="221" /></span></a></span></span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="color:#000000;"> </span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;">7ª PROFECIA</span></span></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Comic Sans MS;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></span></strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Aqui veremos uma dissertação sobre a saída de nosso planeta da noite<br />
galáctica para o amanhecer galáctico. Os últimos doze anos de nosso<br />
atual período, de 1999 até 2012, serão abastecidos com a luz emitida<br />
pelo centro da galáxia, permitindo um período de reflexão e<br />
integração ao homem. Toda a humanidade terá oportunidade de mudar e<br />
romper suas limitações, desenvolvendo um novo sentido. Aqueles que<br />
dentre nós adquirirem uma harmonia interna similar a da nova era,<br />
será grandemente beneficiado por esse raio de luz extra do centro da<br />
galáxia, pois este reforçará aquele estado e propiciará uma nova<br />
consciência individual, coletiva e universal. O homem poderá<br />
expressar-se por seu pensamento. Será uma grande transformação<br />
global. Toda a humanidade conectada entre si como um só &#8220;criará&#8221; um<br />
novo ser na ordem galáctica. Isso nos fará entender que fazemos<br />
parte de um ser maior. Esta capacidade de ler pensamentos<br />
revolucionará a civilização. Fronteiras e mentiras deixarão de<br />
existir. Mecanismos de policia não serão necessários. nenhum direito<br />
ou dever será imposto a força. Um só governo será formado, dirigido<br />
por aqueles que forem mais sábios e capazes dentre nós.<br />
Nacionalidades, fome, pobreza, medo e doenças deixarão de existir.<br />
Novas tecnologias surgirão, a conversão de matéria em energia será<br />
dominada. O aprendizado por contraste inverso, que nos dominou nos<br />
últimos milhares de anos, será substituída pelo compartilhamento de<br />
experiência de conhecimentos livremente a todos. Isso trará um<br />
exponencial aumento de descobertas e avanços como nunca vistos. As<br />
atividades artísticas, estéticas e criativas dominarão essa nova<br />
era. Nos expandiremos pelo cosmos. Viveremos a primavera galáctica,<br />
em integração como planeta e demais seres humanos. Assim, veremos<br />
que tudo e todos fazem parte de um só ser universal. Veremos que os<br />
reinos mineral, vegetal e animal, cada partícula do universo, é vivo<br />
e tem consciência evolutiva. Sábado, 22 de dezembro de 2012, é o<br />
início do da época em que sentiremos aqueles e aquilo que nos cerca<br />
como parte de nós mesmos.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/75/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=75&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tawantinsuyu: O Império Inca</title>
		<link>http://rosangelacallado.wordpress.com/2008/11/17/tawantinsuyu-o-imperio-inca/</link>
		<comments>http://rosangelacallado.wordpress.com/2008/11/17/tawantinsuyu-o-imperio-inca/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 15:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tawantinsuyu: O Império Inca]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Precursores dos Incas: Com o recuo das geleiras e conseqüente desertificação do litoral ocidental da América do Sul, algumas tribos nômades começaram a circular por aquelas regiões. Tal fato ocorreu há cerca de 14 mil anos. Essas tribos erravam por caminhos tortuosos, em busca de frutas, raízes, água doce e caça. Foi nesse contexto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=71&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Precursores dos Incas:</span></span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Com o recuo das geleiras e conseqüente desertificação do litoral ocidental da América do Sul, algumas tribos nômades começaram a circular por aquelas regiões. Tal fato ocorreu há cerca de 14 mil anos. Essas tribos erravam por caminhos tortuosos, em busca de frutas, raízes, água doce e caça.</span><br />
<span style="font-family:Arial;">Foi nesse contexto que surgiram os primeiros indícios de civilização na América do Sul. Ao que parece, pequenas tribos começaram a avançar tecnologicamente, desenvolvendo a agricultura e criando cidades prósperas e relativamente grandes no final do terceiro milênio antes da era Cristã.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esses povos não tinham muito em comum, apenas um traço muito marcante: a religião. Todos os povos adoravam uma divindade zoomórfica, com a forma de um jaguar ou puma. A adoração dessa divindade foi a responsável pelo maior legado arqueológico dessa época, a construção do centro cerimonial de Chavin (não se sabe ao certo como se chamava na época esse centro, devido à inexistência da linguagem escrita; portanto, ele foi batizado com o nome de um povoado localizado próximo a suas ruínas, Chavin de Huantar), por volta de 1800 a.C.. Esse centro cerimonial não consistia numa cidade propriamente dita, mas em uma espécie de sede oficial da religião daqueles povos (bem como o Vaticano é a sede da Igreja Católica). Não se pode chamar Chavin de cidade, pelo fato de que no local não residia ninguém além de sacerdotes e seus criados.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Todos os anos, Chavin era visitado por milhares de pessoas, que segundo consta se ofereciam para sacrifício em honra do Deus Jaguar. Alguns eram sacrificados e a multidão, depois de alguns dias, voltava para suas respectivas cidades. Esse processo desencadeou a expansão da divindade do Jaguar por todos os povos dos arredores da cordilheira dos Andes.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">As diversas sociedades andinas, por meio de sua unidade religiosa, mantiveram relações ideológicas comuns, sendo orientadas pelos sacerdotes de Chavin.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Entretanto, por motivos ainda obscuros para a Arqueologia, a cultura Chavin entrou em decadência no início da era Cristã, e desapareceu ainda no século I d.C..</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Para ocupar o lugar deixado pela centralização anterior, os diversos povos andinos iniciaram pequenos reinos, dos quais alguns se expandiram para formar verdadeiros Impérios.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Alguns desses reinos têm muita relevância para que se compreenda o quão desenvolvidas foram as civilizações pré-colombianas da América. É o caso de Nazca, que apesar de estar radicada numa região de clima hostil conseguiu realizar construções que só uma civilização muito bem organizada poderia realizar. É o caso dos chamados Puquios, poços em forma de espiral, que se destinavam a fornecer água potável para as diversas regiões da civilização Nazca. Esses Puquios eram ligados uns nos outros por gigantescas galerias subterrâneas, que conduziam a água pelo sistema de vasos comunicantes (nos quais a água sempre desce), ou seja, o princípio da gravidade. Até hoje foram encontrados 13 desses Puquios, os quais ainda não formam um consenso entre os especialistas se teriam mesmo sido construídos pelos Nazquenhos ou se são obra dos espanhóis durante o período colonial. Porém, a coisa que mais nos intriga quando se diz respeito a Nazca são as linhas de Nazca. Tais linhas representam entidades que inexistem na região da cidade, como macacos, aranhas e outros. Consistem em grandes linhas entalhadas no chão que só podem ser observadas por via aérea. Porém, até o presente momento, não se tem conhecimento de nenhum método de vôo inventado por povos da América pré-colombiana.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Outros dois povos de suma importância que existiram nesse período foram os Tiahuanaco e os Wari, respectivamente localizados nas margens do lago Titicaca e no vale médio do Mantaro. Juntos, esses povos conseguiram reconstruir a unidade do fragmentado mundo andino. Tiahuanaco foi pouco estudada pelos arqueólogos até hoje, mas sabe-se que sua expansão dirigiu-se essencialmente para o sul, tendo sido iniciada no século VIII de nossa era. Os legados mais fantásticos dessa civilização são as grandes construções em pedra, como Machu Picchu, e também a chamada Porta do Sol, situada numa ilha do lago Titicaca. Aliás, a respeito do lago Titicaca é interessante dizer que Tiahuanaco era uma cidade que se situava a sua margem. Digo era não porque a cidade está em ruínas, mas sim porque o lago está diminuindo gradativamente ao longo dos anos, e hoje a cidade dista 20 km dele. Titicaca é o lago mais alto do mundo, estando situado a um altitude média de 4000 m acima do nível do mar. Seu nome significa “mar do alto”, pois suas águas são salgadas e sua largura máxima chega a 60 km por 250 km de comprimento.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Império Wari teve sua expansão no século IX, sendo portanto mais tardia do que a expansão de Tiahuanaco. Sendo assim, a cultura Wari levava em si forte presença cultural de Tiahuanaco, podendo-se dizer que ambos os Impérios difundiram a mesma cultura. O período em que esses dois povos brilharam parece ter sido de grande vigor militar, principalmente no que diz respeito a Wari. As cidades do Império eram construídas geralmente em locais onde fosse possível construir apenas um muro reto, que protegesse a cidade, uma vez que as outras quatro paredes seriam substituídas por uma montanha. Ou seja, as cidades  Wari eram construídas em reentrâncias de montanhas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O território influenciado pelos Impérios Wari e Tiahuanaco, no que diz respeito à sua cultura, não corresponde ao território por eles dominado politicamente, pois sua influência atingia até mesmo regiões livres de sua dominação. Porém, ambas as cidades foram capitais de grandes Impérios andinos, precursoras de fato dos Chimu e dos Incas, alvo deste trabalho.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Império Chimu:</span></span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">No século XII, os Impérios Wari e Tiahuanaco entraram em decadência. O motivo disso, também devido a não existência de linguagem escrita, é desconhecido até os dias de hoje.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O fato é que a decadência desses novos centralizadores andinos abriu novamente caminho para o surgimento de pequenos reinos, dos quais três tornar-se-iam grandiosos, tornando-se dois deles, com efeito, Impérios.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esses três reinos a serem destacados são os Chanka, os Chimu, e os Incas. Como se sabe, os Incas constituíram um império e, como nos diz o título desta parte do trabalho, os Chimu também o fizeram. Portanto, só nos restam os Chanka, que não conseguiram formar um Império. Os Chanka eram um povo guerreiro, muito violento, daqueles que na Europa de sua época seria chamado de bárbaro. Eles tinham algumas características que os assemelhavam aos Dórios (último povo a invadir a Grécia no período pré-homérico), pois também cultuavam a guerra e não costumavam fazer prisioneiros, matando os derrotados em batalhas e com o costume de fazer guerras constantes para obter melhores terras. Não me aprofundarei muito por hora no estudo dos Chanka, pois tornarei a falar neles mais adiante, quando sua história se misturar a dos Incas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Retomando, os Chimu foram um pequeno reino que surgiu no litoral do atual Peru (aquele mesmo que no início do item 2 foi descrito como muito seco, até desértico). Os  Chimu são oriundos da baía de Guayaquil. Em embarcações de bambu, eles alcançaram por via marítima os vales de Chicama, onde fundaram sua primeira cidade. Esta região, na época da cultura Chavin, foi dominada pelo povo Mochica, que devido a várias guerras foi obrigado a abandonar a área. Os Chimu aproveitaram muitas ruínas Mochicas no início de sua ocupação. Eram ruínas de construções, mas principalmente de redes de irrigação. Os novos habitantes reativaram tais redes de irrigação e as ampliaram, começando assim, no século XIII, a desenvolver na região uma nova cultura.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Talvez influenciados pelas estruturas encontradas, os Chimu iniciaram sua expansão, no século XIV, tornando-se um Império que, apesar de conterrâneo e contemporâneo dos Incas, tinham mais semelhanças com as civilizações desenvolvidas na Antigüidade por Egípcios e Mesopotâmicos. É simples: o Império Chimu tinha muitas, senão todas, as características das chamadas civilizações hidráulicas ou ribeirinhas da Antigüidade Oriental. Podemos comparar (para um efeito de compreensão), os Chimu com os antigos Egípcios. Assim como os Egípcios iniciaram seu desenvolvimento nas imediações do Rio Nilo, os Chimu iniciaram o seu próximo aos rios que nascem na cordilheira dos Andes e descem sua encosta ocidental.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Egípcios expandiram seus domínios por meio de guerras, e para evitar que os inimigos outrora derrotados retomassem as posições construíam fortificações nas cataratas do Nilo. Os Chimu também realizaram sua expansão pelas guerras, e para impedir a reconquista dos territórios por parte dos inimigos erigiam fortalezas (que acabavam se tornando cidades). Bem como os Egípcios, os Chimu também criaram sistemas de irrigação muito avançados (chegando a irrigar uma área muito maior do que a que é irrigada hoje na mesma região), a partir dos quais expandiram seus respectivos Impérios para regiões naturalmente desérticas ou muito secas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Porém, havia uma grande diferença entre os Egípcios e os Chimu. Ela consiste no fato de que o Nilo é um dos maiores rios do mundo, e que portanto nunca secaria, enquanto que os riachos dos quais dependia o Império Chimu não ofereciam tamanha segurança.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Chimu chegaram a dominar quase todo o litoral daquele que posteriormente foi o Império Inca. Faremos agora uma pausa na descrição do Império Chimu para retornar a ela quando a história deste se cruzar com a dos Incas.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Incas:</span></span></em></strong><br />
 </p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esta é de fato a parte inicial do trabalho, constituindo as anteriores apenas um grande prólogo para esta e as próximas. Ela se encontra dividida em sub-itens, pelo fato de ser muito extensa. Esta divisão proporcionará maior clareza na compreensão  dos fatos.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Inicialmente é bom que se explique que o nome do Império Inca era Tawantinsuyu, uma palavra Quechua que significa “As quatro Terras”, ou também “Os Quatro cantos do Mundo”. Mas por que esse nome? A resposta é simples, mas será dada aos poucos, à medida que se avança na história desse povo maravilhoso que habitou as regiões hoje ocupadas por Peru, Bolívia, Colômbia, Chile e Equador.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A Colcha de Retalhos Étnica:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Até agora, estudamos vários Impérios que existiram na América do Sul, antes dos Incas. Percebemos que esse Impérios não eram Impérios no sentido clássico da palavra, pois na verdade eram apenas grandes reinos.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Antes de continuarmos, é bom que se esclareçam os conceitos. Reino é uma extensão de terra, contínua ou não, que se encontra sob a autoridade de um monarca. Um bom exemplo de Reino é a Inglaterra, que apesar de todas as suas terras não serem contínuas, elas estão sob a autoridade de seu monarca.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Entretanto, Império é a designação de uma extensão de terras, contínuas ou não, a qual está dividida por vários monarcas que juram vassalagem a um, o Imperador. Um bom exemplo de Império foi o Sacro Império Romano-Germânico, aonde os vários senhores feudais, muitas vezes reis, juravam vassalagem ao Imperador. Baseados nesses critérios, podemos concluir que o Império do Brasil na verdade não foi um Império, mas sim um Reino, pois toda a extensão de terra estava sob as ordens do Imperador.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pois bem, o Império Inca, como perceberemos, foi talvez o melhor exemplo de Império que já existiu. A etnia Inca, cuja origem é a cidade de Cuzco, realizou sua expansão, dominando outras cidades e povos, sendo estes subjugados e obrigados a jurar lealdade ao Imperador (que no Império Inca, recebia o nome de Inka (na verdade, a grafia poderia ser com “C” também, mas optamos aqui por escrever com “K”, para facilitar a compreensão)).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Entretanto, os antigos governantes dos povos conquistados não eram depostos de seus cargos, uma forma de o Inka demonstrar sua bondade. Os governantes tribais (chamados de caciques entre os índios brasileiros, eram conhecidos como kurakas entre os índios andinos), passavam a ser uma espécie de prefeito da nova cidade conquistada pelos  Incas. É claro que com essa política os Incas mantiveram as diversas tribos que compunham seu Império fortes, com a manutenção de seus costumes antigos. Isso também alimentava as esperanças dos kurakas de obter seu antigo domínio de volta, como era antes, e não sob tutela Inca. Por isso, quando os espanhóis chegaram os kurakas se uniram a eles contra os Incas e a anexação do Império tornou-se mais fácil do que seria se a política fosse diferente.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sol, sempre o Sol:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Em muito povos antigos, o Sol se tornou um dos principais, senão o principal Deus. Foi assim com os indígenas brasileiros, que tinham em Tupã, seu Deus máximo, sendo que este simbolizava o Sol; com os Astecas, que tinham em Uitzilopochtli, o Sol, sua divindade suprema; os Egípcios, que tinham em Ámon-Rá, o Sol, e Áton, o círculo solar, algumas de suas principais divindades.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Não poderia ser diferente com os Incas, que consideravam o Intip (Sol), o Deus supremo de seu panteão. Bem como os faraós Egípcios, os Inka também era uma divindade, sendo portanto o Império uma Teocracia (forma de governo característica da Antigüidade, em que o chefe de governo é considerado uma divindade).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Inka era o filho do Sol (Intip churin), e como tudo pertencia ao Sol, então tudo pertencia ao Inka. Desde as terras, até a vida das pessoas. Ninguém podia tocar no Inka, nem sequer fitar seus olhos. Quando ele fazia alguma aparição pública, todos, exceto aqueles a quem ele próprio liberasse da obrigação, deviam deitar-se no chão, com a cabeça voltada para este.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando os Incas conquistavam novos povos, assim como obrigavam seu governante a jurar lealdade ao Inka também sobrepunham Intip aos deuses locais, criando então uma hierarquização religiosa própria em cada lugar. Assim, a única coisa que todas as diversas organizações religiosas tinham em comum era o Intip como Deus principal.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">As demais divindades da etnia Inca eram em sua maioria as montanhas. Cada montanha simbolizava um Deus, como se dentro de cada uma existisse uma divindade. Os Deuses montanhas eram chamados de Apus (a palavra Apu, quer dizer rico. Portanto, além dos Deuses montanhas ela também designava os quatro Reis do Império, cuja função explicaremos mais adiante).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Além do Intip, uma divindade comum a quase todas as culturas andinas da época Inca era Wiraqocha. Ele é o Deus do mar, sendo representado pelas espumas marítimas. É uma divindade muito antiga, provavelmente uma herança da Cultura Chavin. Existia uma crença no Império Inca de que um dia o Deus Wiraqocha viria para trazer a paz e a justiça ao Império; por isso, sempre eram feitas oferendas, inclusive na forma de sacrifícios humanos, para apaziguar o Deus.</span><br />
<strong><em><span style="font-family:Arial;">O Tawantinsuyu:</span></em></strong></p>
<table style="width:396px;height:366px;" border="0" width="396">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Como já referimos em um momento anterior, o nome do Império Inca era Tawantinsuyu. Uma vez que já também já foi mencionada a tradução da palavra, vamos agora desmembrá-la, para explicar a divisão Imperial. Tawantin significa quatro, o número 4, e  suyu significa terra, ou terras (nas vezes em que coloco a letra “S” no final de palavras quechuas. Fazemos isso apenas para facilitar a sua leitura, pois o plural nessa língua não era feito dessa forma).</span><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois que Pachukuti, o nono Inka, iniciou de fato a expansão territorial do Reino de Cuzco, o Tawantinsuyu começou a se formar. Sua divisão é simples. Os Incas consideravam Cuzco, sua capital, como sendo o coração do mundo. Sendo assim, pela cidade passavam duas linhas imaginárias em diagonal: uma que ia de noroeste para sudeste, e outra que ia de nordeste para sudoeste dos seus domínios. Sendo assim, o Império ficava dividido em quatro partes (suyus).</span><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O suyu do norte recebia o nome de Chicasuyu; o do sul era chamado Kollasuyu; o do leste, Antisuyu e o do oeste chamava-se Kuntinxuyu. Cada suyu era considerado um Reino independente, sendo governado por um Apu. Existiam portanto quatro</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Apus, que deviam obediência ao Inka, constituindo-se assim, um Império na concepção exata da palavra.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os suyus eram divididos em províncias, como grandes estados. Cada província era administrada por um governador, chamado Tukriquq. Ele morava na cidade principal da província, que era dividida em diversas regiões. Cada região tinha o governo de um kuraka (antigo chefe da etnia conquistada, a área ocupada anteriormente pela etnia seria a área que o kuraka controlaria; assim, os diversos kurakas se hierarquizavam de acordo com as antigas posses de sua etnia). </span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">As regiões eram divididas em partes: podiam ser cidades ou aldeias. Geralmente eram aldeias, pois havia poucas cidades, normalmente uma por região, na qual morava o kuraka. Aldeias e cidades eram habitadas por ayllus. Estes formavam a base do Tawantinsuyu, representando a união de familiares e amigos numa espécie de clã que se unia para viver junto e trabalhar com mais eficiência, tanto para viver melhor quanto para servir melhor.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">No Tawantinsuyu não havia ninguém que não tivesse terra. Quando alguém nascia, recebia das mãos do kuraka, um topo, quantidade de terra considerada suficiente para sustentar uma pessoa. Sendo assim, se a família fosse composta por três pessoas, teria três topos, e assim por diante. Quando uma pessoa morria, seu topo voltava para as mãos do  kuraka, para que ele sempre tivesse terras disponíveis para dar aos recém-nascidos. A riqueza de um família era indicada pela quantidade de pessoas que ela tivesse, ou seja, quanto maior a família, mais topos e mais riqueza.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os três principais pontos de importância dos ayllus, e consequentemente da sociedade Inca, eram a mita, a minga, e principalmente o ayni. Para este último faremos um sub-item especial.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Primeiramente falemos da menos importante das três: a minga. A minga era um costume popular que até hoje é de certa forma utilizado não só no Peru, mas também em vários países, o Brasil inclusive. Ela consiste num trabalho pago com uma festa. Daremos um exemplo atual. Suponhamos que em um conjunto habitacional brasileiro de classe humilde é realizado um mutirão para a construção da casa de alguém. Quando esta fica pronta, o dono geralmente dá uma festa de inauguração da casa, onde fornece comes e bebes para agradecer aos amigos que o ajudaram a construir a nova moradia. Isso no Tawantinsuyu era chamado de minga, muito usada como forma dos membros de um mesmo ayllu se ajudarem.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Já a mita não era uma instituição tão simples. Sua abrangência poderia chegar a todo o Tawantinsuyu. Poderia ser convocada pelo kuraka, Tukriquq, Apu ou até pelo próprio Inka. Uma mita consistia num grande conglomerado de pessoas reunidas com o intuito de realizar uma grande obra estatal (as mitas Incas se assemelham ao costume que os Egípcios tinham de, em certas épocas do ano, pagar seus tributos oferecendo-se para a construção de grandes obras para o Estado). Quando os espanhóis conquistaram o Tawantinsuyu, eles mantiveram ativa a tradição da mita, pois assim poderiam utilizar os índios ao invés de ter que buscar negros na África para trabalhar em suas minas de ouro e prata.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Ayni:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O ayni era a principal virtude dos ayllus. Sua descrição pode parecer muito simples, como realmente é, mas nem por isso ele é menos importante. Graças ao ayni, a grande maioria dos kurakas aceitava sem maiores problemas a condição de súdito do Inka.</span><br />
<span style="font-family:Arial;">É simples: ayni significa reciprocidade. Mas não uma reciprocidade do tipo toma lá, dá cá, uma vez que isso constituiria um comércio, e não existia comércio no Tawantinsuyu.  Tal reciprocidade funcionava da seguinte maneira: para pagar um favor que lhe foi feito, você tem que fazer o favor em dobro para a outra pessoa. Por isso, os kurakas sempre se mostravam prontos para servirem ao Inka, pois sabiam que receberiam em dobro tudo o que fizessem. Mas o ayni não funcionava apenas entre as autoridades do Tawantinsuyu, mas entre toda a população do Império.</span></p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial;">Controle do máximo de níveis ecológicos:</span></em></strong> <br />
 </p>
<table style="width:369px;height:114px;" border="0" width="369">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Tawantinsuyu estendeu-se por uma vasta área que ia desde a floresta Amazônica até o oceano Pacífico. Sendo assim, nele existiam vários tipos de climas e solos, bem como uma variedade muito grande de recursos minerais. É claro que não existia em todo o Império uma só região que fosse auto-suficiente, por isso era necessário um grande intercâmbio de gêneros alimentícios. Ou seja, cada região se empenhava em produzir muito daquilo que estava mais habilitada a produzir, havendo assim grande excedente a ser enviado para outras regiões do Tawantinsuyu.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas como esse excedente seria enviado para a região que de fato precisasse dele? É resposta dessa pergunta é o que realmente afirmava o poder do Inka. Todos os anos, todos os kurakas do Tawantinsuyu se dirigiam para Cuzco levando consigo os excedentes de suas regiões. Na capital, eram recebidos pelos Inka, e ficavam hospedados em suas próprias casas na capital (cada kuraka tinha uma casa na capital para ficar nestas viagens e em eventuais outras). Realizava-se então o Intip Raymin (Festa do Sol), principal festa Inca, quando o Inka sacrificava uma lhama para o Sol em troca de mais um ano de fartura e prosperidade (essa festa ainda ocorre todos os anos, no dia 24 de junho, em Cuzco). Depois das festividades, o Inka dividia a comida entre as regiões de forma que todas recebessem tudo o que não produzem. As festividades se encerravam e os kurakas iam-se embora. Alguns aproveitavam para dar presentes ao Inka ou para fazer algum pedido ou reclamação.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Tudo isso só eram possível porque os Incas tinham o ideal de controle do maior número de pisos ecológicos, desde as montanhas mais altas até as praias, passando pela floresta.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Cuzco:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A cidade de Cuzco foi a capital do Tawantinsuyu durante sua época de expansão, deixando de sê-lo na época de seu maior esplendor. Inicialmente a cidade era apenas um caótico vilarejo fortificado e dividido em duas partes compostas por quatro sub-partes. Ela permaneceu nessa condição até que Pachakuti (que já foi citado anteriormente) realizou com perfeição o plano de reurbanização de Cuzco.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A nova cidade projetada por Pachakuti, e que teve sua reforma continuada por seus sucessores, consistia numa miniatura do Tawantinsuyu. Ela era dividida em quatro partes. Cada Apu morava na parte que governava; em cada parte existia uma casa para cada Tukriquq e para cada kuraka do suyu correspondente. Em Cuzco também se localizava o templo máximo da religião Inka, o Coricancha (lugar do ouro). Inicialmente o Coricancha chamava-se Intipcancha (lugar do Sol), mas depois da reforma de Pachakuti o lugar ficou totalmente coberto de ouro, e o Inka achou por bem passar a chamá-lo de Coricancha. O Templo era o centro da cidade, e sobre ele é que se cruzavam as linhas imaginárias que dividiam o Tawantinsuyu; com efeito, o Coricancha era o “umbigo” do Império.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O culto ao Deus Jaguar, de Chavin, parece não ter sido esquecido ao longo do tempo, pois a reforma de Pachakuti fez de Cuzco, uma cidade em forma de jaguar sentado sobre as patas traseiras, olhando para o Antisuyu.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os altos funcionários:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Além dos já mencionados Tukriquqs, também existiam outros funcionários da maior importância: os Wakas e os Kipukamayoqs.  Os primeiros eram os sacerdotes da etnia Inca, e tinham ente si diversos graus de hierarquia, sendo que o Grande Sacerdote era o responsável pela transmissão do poder Imperial ao próximo Inka.  Os Kipukamayoqs eram os recensiadores do Tawantinsuyu, responsáveis não apenas por contar a população mas também por contar tudo: a quantidade de ouro extraída de determinado lugar, madeira cortada, comida produzida etc. Eles realizavam tais contas através dos Kipus (forma de contagem Inca. Já que não conheciam a escrita, os Incas desenvolveram uma maneira de contar sem ela: consistia em nós dados em cordas amarradas a uma corda maior, semelhante a um ábaco oriental).</span></p>
<table style="width:360px;height:21490px;" border="0" width="360">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family:Arial;">Além desses funcionários, devemos destacar alguns outros de importância menor mas realmente fundamentais. Atuavam como os historiadores, responsáveis apenas por transmitir a cultura, as tradições Incas antigas e a trajetória dos antepassados às próximas gerações. Sua memória tinha que ser impecável, já que não existia a escrita para auxiliá-los em seu trabalho. É graças a esses historiadores Incas que hoje nós conhecemos a história desse povo. Caso contrário teríamos um conhecimento muito inferior de seu glorioso Império, pois este seria fruto apenas da Arqueologia e da tradição oral de pessoas comuns.</span><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Por fim, devemos ressaltar a importância do sistema de correios do Tawantinsuyu. Era um sistema muito mais eficiente do que qualquer outro que lhe foi anterior ou contemporâneo, em qualquer parte do mundo. Vários homens chamados chaskis se distribuíam ao longo das estradas e cada um cobria uma área de aproximadamente 3 km. Quando era preciso enviar alguma informação, ia-se até o chaski da cidade e dizia-se-lhe o que era e a quem se destinava. O chaski pegava a mensagem, corria até o próximo chaski na estrada e transmitia-lhe a informação, que ia sendo passada de um para o outro até chegar ao seu destino final, como na brincadeira do “telefone sem fio”.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Yanas:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Muitos pensam que o Tawantinsuyu foi um grande Império escravista. Isso porque os espanhóis, quando o descobriram, pintaram essa imagem para o mundo, uma vez que cerca de 5% da população imperial Inka era composta por Yanas. Mas o que eram de fato os Yanas?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Yanas eram realmente escravos; não tinham direito nem sequer ao topo de terra que todos tinham, eram obrigados a servir até a morte em um região totalmente desconhecida daquela que habitava inicialmente e não podia ter nenhum bem pessoal. Eles não eram escravos particulares, mas sim escravos do Estado.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas se eles eram assim, então por que não podemos dizer que o Tawantinsuyu foi um Império escravista?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">É porque nos Impérios escravistas a produção da mão-de-obra escrava torna-se indispensável para o andamento do Império.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">No entanto, no Tawantinsuyu a condição de Yana era mais um castigo para a pessoa do que uma necessidade produtiva do Império.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando e por que uma pessoa se tornava um Yana?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Era condenado à condição de Yana aquele ou aquela que se revoltasse contra o Inka. Vejamos: um kuraka que se negasse a obedecer ordens do Tukriquq, do Apu ou do Inka poderia ser destituído de seu cargo e mandado para uma região bem distante da sua, para servir de Yana por um certo tempo, ou (na maioria das vezes) até a morte. Esse castigo também era usado para todos os líderes militares (que não morressem na batalha) de um povo recém dominado. Somente o kuraka era poupado, e isso se aceitasse o domínio do Inka. A pessoa era enviada para um região distante, pois assim não conheceria o dialeto local (o quechua era o idioma da etnia Inca; a maioria das etnias tinha um idioma próprio, porém o quechua era o idioma universal do Império), tendo dificuldades em se expressar. Além disso, na maioria das vezes a pessoa condenada a ser Yana era um líder em seu povo, e se permanecesse no local a punição poderia não ser cumprida.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A condição de Yana, diferentemente da de escravo, não era hereditária; ou seja, a pessoa transferida para outra região iria ser Yana até a morte, mas seus descendentes estariam livres para recomeçarem vida nova, no novo lugar. Às vezes, quando o Inka percebia a possibilidade de um levante iminente em determinada região, fazia uma transferência dos ayllus quebrando-os e sem transformar seus membros em Yanas. Assim, caso as pessoas quisessem se reencontrar, demorariam meses, e o levante estaria esmagado antes de principiar. O Inka que mais utilizou esta chamada política de deslocamentos foi Wayna Kapaq, o décimo primeiro Inka.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">As Panakas:</span></em></strong><br />
<span style="font-family:Arial;">As Panakas eram as famílias nobres do Tawantinsuyu. Os membros dessas famílias tinham laços de parentesco em maior ou menor grau, mas todas as Panakas eram rivais. Quando um Inka ascendia ao poder, ele se auto-declarava um wakcha (órfão, ou pobre). Isso consistia numa tradição, pois o pai do Inka era o Sol, não um Inka anterior a ele. Sendo assim, sua família passaria a ser composta por ele, seus filhos e suas esposas. Quando de sua morte, um de seus filhos o sucede no poder, (escolhido de maneira que citaremos mais à frente), declarando-se wakcha também. Então, suas mulheres e os filhos que não foram escolhidos como Inka, mumificam seu corpo e passam a morar em seu palácio, com a missão eterna de proteger o corpo. Se este for uma vez for profanado, ou destruído, a família deixará de ser nobre. Em contrapartida, o novo soberano, por ser wakcha, ou seja, pobre também, recebe apenas o trono. Assim, tem que construir um novo palácio, que será o lar de sua Panaka e de seu corpo por toda a eternidade.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">As múmias tinham suas cabeças raspadas, pois seus cabelos eram colocados em estátuas de barro feitas à imagem e semelhança do soberano morto; estátuas estas que ficavam expostas à visitação pública no hall de entrada do Coricancha e eram vestidas com as roupas do Inka morto.</span><br />
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<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Inkas e seus feitos:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esta é a parte em que contaremos a história da civilização Inca propriamente dita. Para fazê-lo, a melhor maneira que encontramos foi por meio da biografia dos Inkas, pois a história desse povo se confunde, e muito, com a história de seus governantes.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Antes de começar é interessante que se observe o sistema de sucessão do Inka.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Como já foi dito, o novo Inka  declara-se wakcha e forma sua própria Panaka. Mas qual dos filhos do antigo soberano é o escolhido para sucedê-lo?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Bem, primeiramente, é bom que se ressalte que o parentesco por parte de mãe é importante na decisão. Como já mencionamos, todas as Panakas têm laços de parentesco entre si. Isso porque um Inka não se casa com uma mulher do povo,  mas somente com uma nobre, ou seja, com uma pertencente de Panaka. Como o Inka podia ter várias mulheres (a poligamia só era permitida ao Inka, sendo a monogamia a regra no Tawantinsuyu), cada filho dele poderia ser descendente de uma Panaka diferente. Quando o Inka morria, os seus filhos maiores de dezoito anos reuniam as Panakas das quais eram representantes (sendo que cada Panaka podia ter no máximo um representante) e requeriam apoio militar junto a elas. Estas forneciam tal apoio, e os príncipes iam para a guerra. O Tawantinsuyu chegava a ficar vários anos mergulhado numa anarquia profunda, enquanto os príncipes guerreavam. Nesses períodos, a maioria dos povos conquistados se rebelava, sendo depois reconquistada pelo novo Inka.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois que um dos príncipes matava os demais concorrentes, provava que era o escolhido, e recebia a Maskapaicha (símbolo de poder dos Incas, representada por uma franja escarlate que o soberano coloca no cabelo, deixando-a cair sobre a testa. Recebê-la é ser consagrado como o novo Inka) das mãos do Grande Sacerdote. Os príncipes que não haviam participado da disputa, juntamente com as esposas do Inka morto, abandonam suas antigas Panakas e formavam uma nova, com o nome do soberano morto.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Todas essas tradições têm um precedente histórico, e os únicos Inkas que não tiveram que lutar com seus irmãos pelo poder foram Tupa Inka Yupanki e Pachakuti, além de Manko Kapaq, o fundador de Cuzco e primeiro Inka. Como veremos a seguir, são baseadas na história de Manko Kapaq a maior parte das histórias que se tornaram tradições Incas.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Manko Kapaq (Ayar Manko) &lt;1300 a 1320&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Segundo as tradições dos povos andinos, cada povo tem um ancestral. Este homem, ou às vezes mulher, teria surgido como num passe de mágica em um determinado lugar, o qual era denominado paqarina (local mágico, onde o antepassado de um povo, e seus familiares, brotava do chão); deste lugar ele e seus familiares (que também teriam surgido no mesmo lugar) teriam saído, e depois de vagar como errantes por um determinado tempo acabariam encontrando um lugar, o qual julgariam ideal para viver. Neste lugar, a pessoa considerada como sendo o ancestral do povo teria fundado uma pequena cidade ou aldeia, tornando-se o chefe local. Esta tradição é uma forma de os povos criarem para si um princípio de história, uma vez que não sabe realmente de onde seus ancestrais provêm. Isso acontecia porque os povos só adquiriam a noção de que desconheciam seu passado depois que este já se tornara um tanto longínquo, e as tentativas de resgatá-lo, baseadas apenas nas tradições orais do povo, acabavam, muitas vezes por formar histórias divergentes e confusas no que diz respeito a um mesmo fato da história de um povo.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas o que isso tem haver com os Incas?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A verdade é que, como a maioria dos povos andinos, senão sua totalidade, os Incas também baseavam seu surgimento em um ancestral, Ayar Manko. Ele teria como paqarina a caverna (ou gruta) de Paqariqtampu (situada a cerca de 30 km ao sul de Cuzco).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">De acordo com o imaginário popular Inca, além de Ayar Manko teriam surgido em Paqariqtampu outros três ancestrais de três povos. Esses homens seriam todos irmãos de Ayar Manko, e se chamariam Ayar Kachi, Ayar Uchu e Ayar Awka. Os quatro não teriam surgido no mesmo momento, assim como também não teriam surgido já como adultos. Segundo reza a tradição, teriam surgido um de cada vez, ainda bebês, de dentro da rocha da caverna; junto com eles também surgiram algumas irmãs (que acabaram por não ser ancestrais de nenhum povo), e teriam vivido juntos na caverna até que num dado momento resolveram sair de lá e explorar o mundo.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Para os Incas, ao sair de Paqariqtampu os irmãos rumaram para o norte, mas na viagem Ayar Kachi, o mais velho, regressou para a caverna matricial, tornando-se naquele lugar um Waka, ou sacerdote. Os outros irmãos marcharam até chegar ao cume do monte Wanakawri, situado no vale do Huatanay. No topo desse monte, Ayar Uchu teria se petrificado, enquanto que Ayar Manko laçava seu bastão de ouro repetidas vezes do alto do monte para, onde ele se fincasse, fundar seu povoado. O bastão de Ayar Manko se fincou nas terras de Wanaypata, onde o primeiro Inca desceu e tomou posse do território. Ayar Manko adotou o nome de Manko Kapaq e, casando-se com sua irmã Mama Oqllo, iniciou o povoamento da região. O ancestral convenceu populações nômades locais a se fixarem naquela região sob sua autoridade, e assim teve início a etnia Inca. Como líder da etnia, Manko Kapaq recebeu o título de Inka. Porém, a cidade de Cuzco ainda não estava construída.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">As tradições Incas acima expostas tornam-se muito confusas quando sobrepostas às tradições dos outros povos que já habitavam a região quando da chegada dos Incas. Eram três povos: ao que parece, um deles considerava como ancestral Ayar Kachi; o outro a Ayar Uchu, e o terceiro a Ayar Awka. Mas como é possível que os irmãos de Manko Kapaq sejam ancestrais de outras etnia, sendo que dois deles abandonaram sua marcha (Ayar Kachi, que retornou a Paqariqtampu, e Ayar Uchu, que se petrificou sobre o monte Wanakawri)?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Segundo essa história (a dos Incas), somente seria possível que Ayar Awka fosse ancestral de um povo. Mas vejamos como era a tradição desses outros três povos, pois assim é mais fácil explicar o que possivelmente ocorreu. O povo que considerava Ayar Kachi como seu ancestral era o que estava há mais tempo no local e chamava-se Sawasiray. Ele eram aliados dos outros dois povos da região: os Allkawisa, que tinham em Ayar Uchu seu ancestral (porém, segundo as tradições desse povo, o ancestral não provinha de Paqariqtampu, mas tinha como paqarina o monte Wanakawri); e os Maras, que acreditavam descender de Ayar Awka.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Na realidade, é possível que, na história inicial dos Incas, Manko Kapaq tivesse realmente feito o que foi descrito acima. Porém, ao encontrarem aqueles povos já radicados na região, os Incas tenham mudado deliberadamente o nome de seus ancestrais (dos outros povos), de modo que sua história se encaixa na deles. Mas, como já foi referido, tudo isso não passa de uma especulação sobre um passado tão longínquo que se torna desconhecido. O que na realidade aconteceu foi o que será descrito agora.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando os Incas chegaram à região encontraram os três povos referidos lá radicados. Estavam muito perto um do outro e partilhavam, entre outras coisas, o mesmo idioma: o quechua (como nos referimos anteriormente, o quechua tornou-se posteriormente o idioma oficial do Tawantinsuyu, mas não era o idioma originário dos Incas. Eles o aprenderam com os povos aos quais se aliaram, e apesar de depois terem-no aceitado como idioma oficial conservaram até o final do século XVI o seu idioma originário (que segundo alguns lingüistas espanhóis assemelhava-se muito a um dialeto falado na Amazônia; talvez os Incas sejam provenientes da Amazônia)).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os Incas, para poderem se radicar na região, tiveram que aliar-se a esses três povos, formando a chamada Confederação Cuzquenha. Manko Kapaq construiu o Intipcancha (que já mencionamos) e fez dele ao mesmo tempo palácio e templo. O povoado Inca se aglomerava ao seu redor. Por serem os mais novos membros da Confederação Cuzquenha, os Incas ocupavam uma posição inferior em relação aos demais três povos. A Confederação dividia-se em duas metades: Hanan e Hurin.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Hanan era a metade de cima, rica, forte e poderosa. Faziam parte delas os povos Sawasiray, Allkawisa e Mara. Já Hurin era a metade de baixo, pobre, fraca e subalterna. Esta metade era composta pelo povo Inca. Ao que parece, Hanan desempenhava as funções político-religiosas de Cuzco (a Confederação Cuzquenha com efeito se tornou a cidade de Cuzco), enquanto que Hurin era responsável pela defesa da Confederação. Sendo assim, os primeiros Inkas utilizaram o título de Sinchi (general), sendo chamados de Inka apenas pela metade de Hurin. Ou seja, Manko Kapaq, apesar de ser o fundador dos Incas, não passou de um Sinchi da Confederação Cuzquenha.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sinchi Roka &lt;1320 a 1335&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Antes de descrever este Inka, é interessante que se faça um observação no que diz respeito às datas colocadas após os nomes dos soberanos. Estas datas só serão precisas de Wayna Kapaq em diante. Nos Inkas anteriores, as datas servem muito para situar o leitor no tempo apenas como noção, não sendo portanto exatas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sinchi Roka era filho de Manko Kapaq, e como seu próprio nome nos diz também foi um Sinchi, não tendo assim muito poder dentro da Confederação Cuzquenha. Seu governo foi relativamente longo, mas não realmente importante no que diz respeito à história Inca.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Lloki Yupanki &lt;1335 a 1355&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Já havia duas Panakas Inkas, quando Lloki Yupanki recebeu a Maskapaicha.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A exemplo de seus predecessores, que não se sabe se foram seus parentes, também foi um Sinchi de Cuzco. Não fez nada além do que seus dois anteriores fizeram. Como eles, Lloki Yupanki seguiu as ordens de Hanan e garantiu o direito do povo Inka a prestar culto a  Intip no Intipcancha.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mayta Kapaq &lt;1355 a 1375&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Não foi um Sinchi muito relevante, assim como nenhum outro antes dele. Ocupou seu posto por cerca de vinte anos. Nesse tempo, apenas deu continuidade ao trabalho dos Sinchis anteriores. Mayta Kapak, assim como os sinchi antriores a ele, fez campanhas militares para saquear os povoados vizinhos em busca do butim oriundo do saque, e também rechaçou ataques que Cuzco sofreu em tempos muito hostis.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Kapaq Yupanki &lt;1375 a 1385&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Kapaq Yupanki teve um governo dos mais efêmeros. Não realizou nada em especial, mas também não ficou devendo nada em relação a seus precedentes.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Ele foi o último Inka de Hurin a ser submisso a Hanan. O poder militar adquirido por Hurin, graças a seus cinco Sinchis, colocava a metade outrora fraca e pobre em condições de contestar o domínio dos sacerdotes de Hanan sobre a Confederação Cuzquenha.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Inka Roka &lt;1385 a 1415&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Inka Roka é um dos mais importantes Inkas da história Inca. Ele inicialmente foi escolhido como Sinchi de Hurin, porém a força que esta metade adquirira durante as chefias dos Inkas anteriores colocou o Sinchi numa posição muito confortável.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Por volta de 1395, Inka Roka reuniu seus soldados e liderou uma expedição que atacou e dominou as três tribos formadoras de Hanan. Depois, o Inka levou a estátua de Manko Kapaq para a parte de cima da cidade, obrigando os antigos dominadores a prestarem culto a Intip e reverenciarem Manko Kapaq.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Sinchi acumulou as funções que pertenciam aos chefes das outras três tribos e unificou-as sob seu domínio. Podemos considerar que, a partir daí, a Confederação Cuzquenha acabou para dar lugar a cidade de Cuzco. Aos poucos, os povos de Sawasiray, Allkawisa e Mara foram se fundindo aos Incas de maneira que passaram a constituir uma única etnia.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Inka Roka foi o primeiro Inka a merecer esse título em sua íntegra. Depois de unificar Cuzco sob seu domínio, partiu em campanha para aumentar a extensão territorial de seu poder. Ele chegou a tomar várias aldeias e pequenas cidades próximas a Cuzco, como Muina e Pinawa.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Yawarr Waqaq &lt;1415 a 1417&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sem dúvidas, Yawarr Waqaq foi o mais inexpressivo de todos os soberanos Incas. Além de ter tido o mais efêmero de todos os governos, seu único feito relevante foi a perda de todos os territórios que Inka Roka havia anexado. As atitudes erradas do Inka desencadearam uma crise sem precedentes na cidade, fazendo com que, pouco antes de seu governo completar dois anos, ele fosse assassinado por conspiradores.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Wiraqocha Inka &lt;1418 a 1438&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Este pode ser considerado o ponto de partida do Tawantinsuyu. Quando Wiraqocha Inka assumiu o poder em Cuzco teve de combater um verdadeira rebelião na cidade. As etnias internas estavam lutando entre si, e havia a freqüente ameaça de uma invasão externa. Justamente por causa da situação periclitante em que se encontravam seus domínios, ele adotou o nome de um Deus, Wiraqocha (já fizemos menção a este Deus anteriormente), o Deus do Mar.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A adoção do nome fez com que muitos, inclusive os conspiradores que mataram Yawarr Waqaq, acreditassem que se tratava do próprio Deus encarnado. Por isso, as coisas para este Inka tornaram-se mais simples. Ele apaziguou as revoltas internas, deteve as tentativas de invasão e iniciou a expansão de Cuzco anexando diversas regiões próximas, num raio de 40km. Chegou até a dominar o famoso lago Titicaca.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Ao que tudo indica, o período de anarquia que se instaurava após a morte de um Inka teve seu princípio na ascensão de Wiraqocha Inka, pois devido ao tumulto causado pelo assassinato de Yawarr Waqaq a anarquia se instaurou e o novo Inka, para poder chegar ao poder, teve que derrotar os conspiradores. Temeroso de que com sua morte ocorresse um novo período de anarquia, Wiraqocha começou a preparar seu filho mais velho, Urqu, para ser seu sucessor.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Por volta de 1437, chegou a Cuzco a notícia de que uma grande horda de guerreiros estava se aproximando dos domínios do Inka. Eram os Chanka (povo ao qual nos referimos no item sobre o Império Chimu), guerreiros natos que estavam em busca de novas terras para seu reino. Em campanha militar há pelo menos cinco anos, vinham conquistando os povos ao sul do Império Inca com muita facilidade, devido a sua crueldade e obstinação na luta. Wiraqocha, já velho (alguns chegam a dizer que Wiraqocha assumiu o poder em 1400 e não em 1418; portanto, todos os fatos teriam 18 anos, em média, de atraso, se esta corrente estiver correta), decidiu que o melhor a fazer era retirar-se com o maior número de pessoas possível para a fortaleza de Calca. Lá ele pretendia, ainda vivo, entregar a Maskapaicha para Urqu.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sendo assim, antes que os Chanka chegassem Wiraqocha resolveu partir. Pretendia levar toda a sua família e as Panakas dos Inkas mortos, além do máximo de pessoas que pudesse. Entretanto, seu filho Cusi Yupanki resolveu não abandonar Cuzco. Pediu tropas ao pai e disse que conteria a invasão Chanka a qualquer custo. Cusi Yupanki de fato conseguiu conter a invasão e, como recompensa, Wiraqocha permitiu que ele reinasse ao seu lado, tornando o Império uma diarquia. No entanto, Cusi Yupanki não ficou satisfeito com a situação, baniu Wiraqocha e tomou para si a Maskapaicha que seria dada ao irmão Urqu.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pachakuti Inka Yupanki (Cusi Yupanki) &lt;1438 a 1470&gt;:</span></em></strong></p>
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O princípio da história deste Inka se confunde muito com o final da história do anterior. Cusi Yupanki, conforme já dito, era filho de Wiraqocha Inka, e quando os Chanka começaram a invasão ao Império ele recusou-se a deixar Cuzco com o pai. Com muito custo, conseguiu algumas tropas para poder tentar barrar a invasão Chanka. Mas esses exércitos não eram compostos por muitos homens, Cusi Yupanki precisava de uma estratégia perfeita. Não poderia apenas encarar os invasores num embate frontal.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Ajudado por dois Sinchi de sua inteira confiança, Cusi esperou os Chanka. Quando estes chegaram, tamanha era sua confiança na vitória, que se assustaram quando viram um grande contingente de homens (grande, porém numericamente muito inferior ao seu) sair de dentro de Cuzco disposto a lutar. O susto inicial fez com que muitos Chankas fossem mortos, expondo a estátua de seu ancestral fundador (os Chanka sacramentavam a conquista de um novo território colocando nele a estátua de seu ancestral fundador). Os Incas, mais do que depressa, apoderaram-se da estátua, e isso fez com que os Chanka fugissem aterrorizados para seu acampamento, onde certamente se reorganizariam e desfechariam novo ataque a Cuzco dentro de dois ou três dias.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Cusi sabia que, se esperasse um novo ataque, não contaria mais com o elemento surpresa. Resolveu então atacar os Chanka. Reuniu todos os homens de Cuzco que não tinham abandonado a cidade, convocou muitos homens das etnias dominadas (que haviam prudentemente se mantido neutros na batalha inicial) e marchou rumo ao acampamento dos Chanka. Estes foram novamente pegos de surpresa, e as tropas Incas destruíram suas forças. Com a destruição da quase totalidade do exército Chanka, o Reino deles ficou vulnerável. Em função disso, Cusi continuou sua marcha ao invés de bater em retirada para Cuzco, e anexou os antigos domínios Chanka aos dos Inkas. Expandiu-se, assim, os domínios de sua etnia em direção ao sul. De volta a Cuzco, Cusi foi carregado em triunfo e mandou buscar seu pai na fortaleza de Calca. Ele quis atribuir todos os méritos da conquista a Wiraqocha, apesar deste ter abandonado a cidade.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Em troca, Wiraqocha ofereceu a Cusi o direito de reinar a seu lado, transformando o Império numa diarquia. Cusi aceitou, e estava para ser consagrado como co-monarca quando soube das reais intenções de seu pai: Wiraqocha pretendia matar Cusi e depois entregar a Maskapaicha para Urqu. Tomado pelo ódio ao pai e ao irmão, então, matou Urqu e afastou Wiraqocha, assumindo a Maskapaicha com o nome de Pachakuti Inka Yupanki, ou apenas Pachakuti (nome em homenagem a um antigo monarca do Império Wari, ou então a um Sinchi de Manko Kapaq).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois de ser sagrado Inka, Pachakuti não parou a expansão de seus domínios. Entregou parte de seus exércitos a seu irmão Kapa Yupanki. Este terminou de anexar o território dos Chanka, além de também tomar os territórios dos Anqara, Wanka e Wayla. Enquanto isso, Pachakuti tomava os territórios dos Kolla e dos Lupaka, que viviam às margens do lago Titicaca.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Entretanto, Kapa Yupanki começou a se julgar poderoso demais, e resolveu marchar rumo a Cuzco, para tomar a Maskapaicha de Pachakuti. O Inka descobriu os planos do irmão e realizou uma campanha militar contra ele, da qual saiu vitorioso matando Kapa Yupanki. Com a notícia da batalha entre os dois irmãos, os povos que Kapa Yupanki conquistara aproveitaram para se rebelar. Atacaram inicialmente a cidade de Cajamarca, que se situava a mais de mil quilômetros de Cuzco, no meio dos domínios do povo Wayla.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pachakuti percebeu que a batalha que estava por travar seria a mais difícil de todas, pois os Wayla estavam sendo atacados por um outro Império que desejava dominar a nascente dos rios que o alimentavam. Tratava-se do Império Chimu (o qual já mencionamos anteriormente). O Inka sabia que iria encontrar muitos problemas caso se engajasse numa guerra contra um Império tão forte. Por isso, decidiu enviar para Cajamarca seu filho Tupa Inka Yupanki. Este era o melhor homem para ser enviado, pois além de gostar das artes bélicas poderia tornar-se uma ameaça futura aos planos de Pachakuti de deixar em seu lugar seu filho mais velho: Amarru Inka Yupanki. Enviar Tupa Yupanki para o campo de batalha era enviá-lo para a morte certa, se não nas mãos dos Wayla nas dos Chimu. Com isso, Pachakuti, no velho ditado popular, “matava dois coelhos com uma cajadada só”.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Enquanto Tupa Yupanki partiu para a guerra, Pachakuti iniciou a reforma de Cuzco,  inicialmente um conglomerado habitacional caótico, numa das mais belas obras da arquitetura Inca.</span></p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Tupa Inka Yupanki &lt;1470 a 1493&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Tupa Inka Yupanki, ou apenas Tupa Yupanki, foi talvez o maior conquistador que existiu em toda a América pré-colombiana. Ele era filho de Pachakuti, e como já explicado no item anterior, foi mandado pelo pai para encontrar a morte na tentativa de defender os limites do Tawantinsuyu. Pachakuti sabia que o Império Chimu não se arriscaria a tomar o Tawantinsuyu. Por isso não fazia muita questão de perder Cajamarca para o inimigo, pois sabia que sua expansão rumo ao Tawantinsuyu pararia por ali.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas Tupa Yupanki não sabia o que viria a encontrar pela frente. Não imaginava que se depararia com o Império Chimu, pois pensava que teria apenas de conter os ataques dos Wayla a Cajamarca. No caminho para esta cidade, Tupa Yupanki apaziguou novamente os Anqara, os Chanka e os Wanka, além de recolher entre as populações dominadas mais homens para suas fileiras. Chegando em Cajamarca, encontrou-a cercada pelos Wayla. As poucas tropas Cuzquenhas que lá estavam entrincheiradas resistiam bravamente à tomada da cidade. Ele organizou e juntou os soldados que lá estavam aos seus, desfechando em seguida um ataque que pôs fim às pretensões do povo Wayla. Tupa Yupanki achou a missão um tanto fácil, pois os exércitos de Wayla não eram, em sua opinião, tão numerosos assim. Porém, foi informado de que o inimigo não estava com tantos homens em Cajamarca porque seus domínios estavam sendo atacados pelo Império Chimu.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O jovem príncipe resolveu então aliar-se aos Wayla, propondo defendê-los dos Chimu. Os Wayla aceitaram então reconhecer Pachakuti como Inka, caso Tupa Yupanki os livrassem do Império Chimu. Travou-se uma batalha próxima a Cajamarca entre as forças Incas e Chimu. Os primeiros, com mais forças, venceram. Mas Tupa Yupanki, como bom Sinchi que era, sabia que aquela havia sido apenas uma pequena vitória perto das batalhas que estavam por vir, uma vez que o Império Chimu era muito extenso e poderoso e os prodígios de Minchan Caman, Imperador dos Chimu, eram conhecidos desde Chanchan, capital do Império, até os longínquos  pontos dos Andes. Tupa Yupanki tinha conhecimento de que havia provocado a ira do Império Chimu. Por isso precisava agir rápido, tendo de tomar uma atitude que o permitisse vencer todo o Império inimigo.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Como bom estrategista que era, percebeu que o Império Chimu era extremamente dependente dos rios que o alimentavam. A partir disso, o príncipe percebeu que, por estar situado próximo das nascentes de tais rios, poderia mudar seus cursos sem muita dificuldade. E foi o que fez. Depois disso, Tupa Yupanki estabeleceu-se em Cajamarca, à espera de um ataque. Como este não ocorreu num prazo aproximado de dois meses, ele resolveu pegar seus homens e invadir o Império Chimu.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">À medida que descia a cordilheira, ia encontrando as cidades do Império num estado de semi-abandono. Ao que parece, as pessoas foram quase todas embora quando os rios secaram, e as poucas que sobraram não ofereceram muita resistência ao domínio Inca.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando atingiu Chanchan, Tupa Yupanki esperava uma batalha muito grande, mas a que ocorreu nem se aproximou daquela prevista por ele. Com a tomada da capital Chimu, todo o Império Chimu curvou-se perante a autoridade de Pachakuti.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois de tão longa expedição, Tupa Yupanki retornou, em 1470 para Cuzco esperando receber os parabéns do pai. No entanto foi tratado com hostilidade, já que Pachakuti pretendia entregar a Maskapaicha para Amarru. Dentro dessa situação, o príncipe achou que a melhor coisa a fazer era depor o pai e tomar-lhe a Maskapaicha, da mesma forma como este já havia feito com Wiraqocha. Porém, antes de ser humilhado pela deposição, Pachakuti renunciou em favor de Tupa Yupanki, que assumiu o trono.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Como Inka, a sede por conquistas de Tupa Yupanki não cessou. Fez de seu reinado uma sucessão de guerras, por meio das quais ampliou os domínios do Tawantinsuyu. Tomou vários povos, e consequentemente seus territórios. Por exemplo, os vales de Chincha e Cañete, da cidade (extremamente religiosa) de Pachacamac, as regiões de Potosí, Jujuy e Tucuman e o vale de Maule.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O Inka também aventurou-se com seus exércitos numa expedição contra os Anti (expressão pejorativa que designa os seguintes povos amazônicos: Mashiwenka, Nomashiwenka, Kampa e Amuesha. A expressão também deu nome a uma das regiões do Tawantinsuyu, o Antisuyu, ou Terra dos Anti). Não se sabe muito bem o verdadeiro motivo dessa expedição (pode ter ocorrido para impedir os ataques desses povos a Cuzco ou tomar-lhes os terrenos produtores de coca), mas o fato é que o exército de Tupa Yupanki foi dizimado pelas doenças da floresta, ataques sorrateiros dos Anti (com táticas de guerrilha na selva) e por muitos soldados terem perdido-se na mata. Entre estes últimos, o próprio Tupa Yupanki; ele ficou vários meses desaparecido, e as habituais anarquia e luta entre seus filhos se iniciaram. Quando os herdeiros do Inka já se degladiavam para ver quem seria o novo Inka, Tupa Yupanki retornou da mata com os poucos homens que conseguiu salvar.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Devido ao grande fracasso do Inka, na Amazônia, estabeleceram-se muitas lendas a respeito de monstros que impediam o avanço de tropas sobre a floresta. Isso fez com que os domínios do Tawantinsuyu nunca penetrassem na mata amazônica.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Porém, com o início do processo de escolha do novo soberano, o governo de Tupa Yupanki nunca mais foi o mesmo. Ele começou a sofrer muitas pressões para renunciar em favor de um de seus filhos, e como não o fez acabou assassinado por opositores em meados de 1493.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Wayna Kapaq &lt;1495 a 1528&gt;:</span></em></strong></p>
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Wayna Kapaq foi o último Inka antes da chegada dos espanhóis ao Tawantinsuyu. Diferentemente de seus predecessores, não havia nascido em Cuzco. Era natural de Tumipampa, uma cidade recém-construída situada no extremo norte do Império.</span><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Cuzco alcançou seu apogeu durante o governo de Tupa Yupanki, mas um dos primeiros atos de governo de Wayna Kapaq foi transferir a capital do Tawantinsuyu de Cuzco para Tumipampa.</span><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas como e por que Wayna Kapaq transferiu a capital do Império?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esta é um questão muito complexa, e sua resposta resulta na compreensão do quão poderoso foi este Inka.</span><br />
<span style="font-family:Arial,Helvetica;">Primeiramente vamos responder o porquê de Wayna Kapaq ter tirado a capital de seu Império de Cuzco. Existem duas razões para isso: uma de cunho estratégico e outra de ordem pessoal. A razão estratégica é de fácil compreensão. Tumipampa localizava-se numa região onde a presença Inca ainda não era tão antiga. Os kurakas da região eram alguns dos mais insatisfeitos com o domínio Inca, e por isso se revoltavam freqüentemente. A dispersão das revoltas se tornava difícil, porque a região (atual Equador) se situa a mais de dois mil quilômetros de Cuzco. Então, a transferência da capital para lá fazia com que os kurakas do região fossem fiscalizados mais de perto pelo próprio Inka.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Porém, além dessa razão tática existia uma que era muito maior para que o Inka transferisse sua capital para Tumipampa, e como já foi dito era de ordem pessoal. Em Cuzco, as pressões das Panakas sobre o Inka estavam ficando insuportáveis, pois já eram dez as Panakas (uma de cada soberano) desde os tempos de Manko Kapaq. Tais pressões muitas vezes influíam nas decisões do governante, e às vezes tornavam-se tão fortes que as Panakas acabavam executando o Inka. Este foi o caso de Yawarr Waqaq e, mais recentemente, de Tupa Yupanki. Transferindo a capital para Tumipampa, Wayna Kapaq se livrava das pressões dessas Panakas, aumentando, e muito, o seu poder.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Passemos para o outro ponto. Como Wayna Kapaq teve poder para realizar tal feito?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esta é uma questão complexíssima pois, como acabamos de dizer, transferir a capital aumentou seu poder. Mas o que ele fez para realizar tal ato é o que veremos agora.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A mudança da capital foi um dos primeiros atos do governo de Wayna Kapaq, mas não o primeiro. A primeira realização de seu reinado foi a deposição do Grande Sacerdote Inca. Era esse religioso quem controlava toda a religião do Tawantinsuyu, pois ele era o sumo sacerdote de Intip. Ele transmitia a Maskapaicha para o Inka vencedor da disputa pelo trono pois, segundo a crença, o próprio Intip dava-lhe o dom de saber reconhecer seu filho (filho de Intip, ou seja, o Inka). Com a deposição do Grande Sacerdote, Wayna Kapaq assumiu sua função de líder máximo da religião Inca; com esse poder de falar com Intip, Wayna Kapaq declarou-se o próprio Intip e não seu filho, como todos os Inkas haviam sido até então. Uma vez que Wayna Kapaq era o próprio Sol, podia fazer o que quisesse, já que o Tawantinsuyu pertencia ao Sol.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Falemos agora sobre como este Inka recebeu a Maskapaicha. Ele era apenas uma criança quando seu pai morreu. Filho mais novo de Tupa Yupanki, venceu a disputa com seus irmãos, pois seus tios o ajudaram. Curiosamente, tais tios eram os mesmos que tinham matado seu pai. Eles resolveram ajudar Wayna Kapaq a vencer a disputa justamente por se tratar de uma criança. Poderiam colocá-lo sob sua tutela e governariam em seu lugar. Porém, desde cedo o Inka aprendeu a ser hábil politicamente, conseguindo enganar os tios e assumir o poder de fato. Todos os Incas amavam Wayna Kapaq, e os povos conquistados também nutriam por ele um respeito inconteste, uma vez que representava o próprio Intip.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Como forma de disciplinar os rebeldes, Wayna Kapaq desenvolveu uma forte política de transferências de pessoas de uma parte para outra do Tawantinsuyu, e isso desencorajava as pessoas a se revoltarem. Além disso, Wayna Kapaq costumava transformar kurakas desobedientes em Yanas em lugares bem distantes de sua etnia. Foi também no governo de Wayna Kapaq que os cargos altos do Tawantinsuyu passaram a ser ocupados por pessoas de outras etnias que não apenas a Inca.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os feitos de Wayna Kapaq visavam, entre outras coisas, transformar o Inka de um simples líder de um etnia privilegiada que oprime as demais no chefe de um Império, onde todos são iguais perante o Imperador. Com efeito, Wayna Kapaq não transferiu a capital do Tawantinsuyu para Tumipampa, mas sim para a figura do Inka, pouco importando a cidade em que ele morasse.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">No ano de 1524, Francisco Pizarro começou a realizar missões de reconhecimento nas costas do Tawantinsuyu. Fazia cinco anos que os espanhóis haviam se deparado com os Astecas, e a experiência fez com que fossem mais cautelosos ao tentar novos domínios. Afinal, eles poderiam encontrar outro Império como o asteca. As expedições de reconhecimento do litoral, realizadas por Pizarro, consistiam simplesmente em chegar até uma praia e manter contato com algum nativo encontrado. Esse contato poderia ser por escambo, tentativa de evangelização ou de estabelecimento de conversação, estupro (em se tratando de uma mulher) ou até o seqüestro de algum índio, para com o contato prolongado com o mesmo aprender-se o idioma local.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O fato é que essas expedições, apesar de não passarem do litoral (não servindo para conhecer assim nenhuma cidade do Tawantinsuyu) e de não serem muito agressivas, causavam alarde nas populações, espalhavam boatos por todo o Tawantinsuyu e, o que é pior, traziam doenças desconhecidas dos ameríndios (índios americanos) para a Tawantinsuyu. Doenças como a gripe, a varíola, a rubéola e a sífilis.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O grande problema da inserção dessas novas doenças na vida dos índios foi o fato de que eles não tinham anticorpos naturais para protegê-los delas. Por isso, uma simples gripe podia dizimar toda uma cidade. Foi o que começou a acontecer, e num grau epidêmico tão alto, que em 1528, antes mesmo de iniciar-se a conquista do Tawantinsuyu pelos espanhóis (o que só começou a ocorrer em 1532), já tinham morrido cerca de 200 mil índios do Tawantinsuyu, dentre os quais Wayna Kapaq e seu filho mais velho, que estava sendo preparado por ele para herdar a Maskapaicha.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A morte de Wayna Kapaq foi chorada por toda a população do Tawantinsuyu como um grande catástrofe, pois o Deus deles tinha morrido. A luta pela sucessão só se iniciou em 1529, três meses depois do ocorrido, e junto com essa luta, como era de costume, os povos conquistados na regiões periféricas começaram a se rebelar.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Devido ao filho mais velho de Wayna Kapaq também ter morrido (provavelmente de varíola, a exemplo do pai), o candidato mais forte a Maskapaicha não estava disputando-a. Ela seria disputada pelos irmãos Wascarr e Atawallpa, os filhos mais velhos depois do que morreu.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Atawallpa &lt;1532 a 1533&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois da morte de Wayna Kapaq, os Inkas conheceram vários governantes efêmeros. O primeiro deles foi Atawallpa, cuja história triste confunde-se com o início da conquista Espanhola.  O governo de Atawallpa foi o mais peculiar dentre todos os Inkas simplesmente porque ele não governou.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois da morte de Wayna Kapaq, a disputa entre a Maskapaicha tardou em três meses por se iniciar. Quando foi iniciada acabou ficando entre Atawallpa e Wascarr, excluindo-se os demais filhos do Inka morto. Ambos eram nascidos em Cuzco, porém Atawallpa havia sido criado junto do pai em Tumipampa (ele era o terceiro filho). Lá, o jovem príncipe aprendeu desde cedo a viver entre os soldados, dos quais tinha apoio pleno. Já Wascarr, por ser o segundo filho, foi criado pelos tios em Cuzco, e assim que alcançou idade suficiente tonou-se governador da cidade. Ele tinha o apoio dos sacerdotes cuzquenhos, interessados em readquirir o poder que Wayna Kapaq lhes havia tomado. Além disso, era apoiado pela Panaka de Tupa Yupanki, uma das mais poderosas dentre todas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando ambos os pretendentes ao trono já se encontravam prontos para realizar um batalha final, um fato inusitado aconteceu. Em 1532, os espanhóis, liderados por Francisco Pizarro, finalmente aportaram no Tawantinsuyu. Depois de oito anos de missões de reconhecimento esporádicas, agora a missão era mesmo de conquista.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">No início dos embates entre Wascarr e Atawallpa, o primeiro começou levando vantagem, conseguiu tomar Tumipampa e isolar o irmão em Quito. Entretanto, Atawallpa reorganizou seus exércitos e partiu retomando os territórios perdidos. À medida que Atawallpa avançava aproximava-se de Cuzco. Wascarr já pressentia a derrota quando da chegada dos Espanhóis.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Apesar de muitos livros passarem a idéia de que os espanhóis tiveram ao seu lado o fator surpresa, esta idéia é errada, uma vez suas expedições de reconhecimento eram do conhecimento de Wayna Kapaq, que muito provavelmente chegou até a enviar mensageiros a eles.  Os espanhóis foram considerados pelos aliados de Wascarr como enviados do Deus Wiraqocha, já que os sacerdotes Cuzquenhos haviam pedido ajuda dos deuses para derrotar Atawallpa.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Logo que o desembarque dos europeus tornou-se conhecimento público, Wascarr enviou a eles seus embaixadores. A comunicação foi possível, pois os espanhóis tinham feito de alguns indígenas seqüestrados nas expedições de reconhecimento seus intérpretes. Os embaixadores de Wascarr puseram Pizarro a par dos acontecimentos e ouviram dele palavras de apoio, embora ambíguas. Eles de fato acreditavam que os espanhóis seriam seus aliados, pois estes estavam se preparando para enfrentar Atawallpa.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os espanhóis chegaram ao Tawantinsuyu em abril de 1532. Assim que chegaram iniciaram saques a templos e a desenvolver a chamada “Política de Alianças de Pizarro”, que consistia em voltar os kurakas contra o poder Imperial, aproveitando-se de sua fragmentação temporária.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">De fato, a chegada dos estrangeiros de pele clara e barbas, montados em cavalos e portando armas de fogo não despertava em Atawallpa outro sentimento senão a curiosidade. Não temia os espanhóis, pois todos juntos não passavam de 200 homens, e ele considerava que quando fosse o momento propício poderia facilmente lançar os intrusos ao mar.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Enquanto Atawallpa ocupava-se de destruir os exércitos de Wascarr, os espanhóis, em julho de 1532, fundavam sua primeira cidade na América do Sul: a vila de San Miguel de Piura.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pizarro e seus homens foram avançando sem sofrer nenhuma resistência por parte dos nativos. Em 15 de novembro de 1532, ele tomou Cajamarca e mandou seu irmão Hernando Pizarro e seu amigo Hernando Soto até Quito para contatarem Atawallpa e o convidarem para uma reunião no dia seguinte pela manhã. Os dois chegaram a Quito montados a cavalo, e isso causou um grande frisson entre os índios, que nunca tinham visto tal animal. Eles foram levados à presença do príncipe e se espantaram com a simplicidade do lugar, pois esperavam um grande trono de ouro, encrustado de jóias (esperavam tanto devido ao luxo que encontraram nos templos saqueados). Não sabiam que Atawallpa não gostava da ostentação; era adepto da vida de soldado, ou seja, da guerra. Os mensageiros espanhóis levaram o recado de Francisco Pizarro, mas só Hernando teve permissão para falar com Atawallpa, pois era irmão do chefe dos espanhóis. Soto, que tinha o mesmo posto de Hernando Pizarro, foi obrigado a permanecer em silêncio, sem sequer fitar o príncipe.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Atawallpa aceitou o convite, e na saída os dois mensageiros tentaram intimidar o príncipe ao fazerem com que seus cavalos relinchassem próximo a seu rosto. Mas, ao contrário dos demais índios, Atawallpa não moveu sequer um músculo, não demonstrou medo do desconhecido. Depois da saída dos espanhóis, Atawallpa reuniu-se com um de seus Sinchi, Rumiñawi e expôs a ele seu plano para derrotar os espanhóis. O plano do soberano consistia em vestir sua roupa sagrada, o que, segundo pensava, espantaria os invasores. Rumiñawi ficaria atocaiado nas montanhas próximas à cidade de Cajamarca; quando os espanhóis fugissem aterrorizados com a vestimenta do príncipe, o Sinchi os capturaria. Porém, Pizarro também estava pretendendo capturar Atawallpa e montou sua estratégia, que funcionou.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando o príncipe adentrou em Cajamarca a cidade parecia vazia, a não ser por Pizarro, que aguardava na praça central. Atawallpa estava em sua liteira (cadeira protegida do sol, que é carregada por quatro homens cujos reis andavam por países orientais, como a China, e também no Império Inca), e além de seus carregadores trazia consigo uma comitiva de aproximadamente 300 índios. Depois que todos já estavam dentro da cidade, Pizarro fez um movimento com o qual ordenou que ao mesmo tempo os artilheiros disparassem seus arcabuzes, os cavaleiros atacassem e os cães fossem soltos. O barulho dos tiros junto com a visão dos cães e cavalos assustou tanto aos índios que a grande maioria tentou retirar-se desesperadamente, e com isso muitos morreram pisoteados. Outros foram mortos pelos tiros ou mordidos pelos cachorros. Uma parcela ainda perdeu a vida nas mãos dos cavaleiros.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os carregadores de Atawallpa colocaram a liteira no chão e cercaram o príncipe com seus corpos, mas o próprio Pizarro foi até Atawallpa e pegou em seu braço, arrastando-o pelo chão (o conquistador fez questão de pegar o príncipe pelo braço para quebrar a mística de que quem encostasse nele seria amaldiçoado; ele já havia se informado dessa crença, fazendo por isso questão de segurar o rapaz e ainda arrastá-lo pelo chão, para humilhá-lo).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Rumiñawi teve medo de atacar Cajamarca, pois pensava que Atawallpa poderia ser morto. Se ele atacasse, toda a história hoje poderia ser diferente, uma vez que jamais seria derrotado, sendo que ele tinha consigo cerca de 200 mil soldados contra menos de 200 espanhóis. Enquanto Atawallpa caía prisioneiro, no dia 16 de novembro de 1532, seus outros dois Sinchis: Kiskis e Chalkuchimaq cercavam ainda mais as tropas de Wascarr. Chalkuchimaq tomou a bacia de Mantaro e Kiskis dirigiu-se para o sul, tomando Angoyaco e Vilcashuaman. Algumas semanas mais tarde, o próprio Kiskis entrava em Cuzco, onde derrotou os resquícios dos exércitos de Wascarr e capturou o próprio. A Panaka de Tupa Yupanki, que apoiava Wascarr, foi destruída com a profanação e queima da múmia do soberano. Era o fim dos opositores de Atawallpa, enfim ele era o novo Inka. Para completar, Kiskis matou Wascarr. No princípio de 1533, o Império estava novamente organizado e o novo Inka era Atawallpa. Entretanto, ele era mantido prisioneiro pelos espanhóis.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os kurakas aliados dos invasores temiam que o Inka fosse solto e o Tawantinsuyu se recompusesse. Não queriam voltar a ser vassalos da etnia Inca, e por conta disso começaram a fazer pressões sutis no início (e ferozes depois) sobre Pizarro, no sentido de que ele executasse o prisioneiro. Pizarro prometeu a Atawallpa que o libertaria se ele enchesse de ouro o salão principal do palácio de Cajamarca. O Inka então ordenou aos seus Sinchi que fossem buscar o ouro, e dentro de poucas semanas a sala estava cheia, assim como Pizarro ordenara.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Vendo que o Inka tinha cumprido sua parte no acordo, e que portanto Pizarro deveria libertá-lo, os kurakas começaram a pressioná-lo, dizendo que se Atawallpa fosse solto acabaria com os espanhóis, pois estavam em minoria, e que só estavam vivos ainda porque tinham o Inka sob custódia, entre outras coisas. O fato é a pressão sobre Pizarro começou a ser tão forte que ele temeu por ver sua teia de alianças desfazer-se, o que seria, de fato, o fim do espanhóis. Por isso, partindo das acusações de fratricídio (assassinato do irmão) e usurpação, Pizarro julgou e condenou Atawallpa a morte no dia 29 de agosto de 1533. Muitos afirmam que o assassinato de Atawallpa por Pizarro foi um erro político, pois se ele tivesse mantido o Inka aprisionado teria sido mais fácil a instalação do sistema colonial, uma vez que com a morte de Atawallpa o Tawantinsuyu mergulhou novamente numa profunda anarquia, constituindo um grande obstáculo ao estabelecimento do regime colonial espanhol.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Entretanto, o sangue do Inka uniu junto a Pizarro os kurakas e os Yanas revoltados, pois para uns ele representava a chance de reconquistar a independência perdida, e para outros de reconquistar a liberdade perdida.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Manko Inka &lt;1533 a 1545&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Com a morte de Atawallpa, a invasão espanhola ganhou a adesão de praticamente todas as etnias andinas, exceto a Inca. Devido à morte do Inka de Quito (apelido dado a Atawallpa), o reduto Imperial dos Incas voltou a ser Cuzco, assim como nos tempos já muito distantes. As Panakas restantes, apesar de já muito desgastadas, acabaram por se unir e escolher, em comum acordo, um novo Inka. O escolhido foi o jovem Manko Inka. A nobreza Cuzquenha lhe deu a Maskapaicha ainda em 1533, logo após a notícia da morte de Atawallpa.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Com os ânimos renovados, os espanhóis adquiriram coragem para saírem de Cajamarca e terminarem a conquista das terras que outrora formaram o tão glorioso Tawantinsuyu. À medida que os europeus avançavam, as etnias dominadas pelos Incas se sublevavam e entregavam de bom grado víveres, carregadores e até guerreiros, para que estes prosseguissem sua marcha de extermínio dos Incas. No dia 15 de novembro de 1533, Pizarro finalmente atingiu Cuzco. Kiskis, o Sinchi de Atawallpa que tomara a cidade, havia abandonado-a há pouco tempo, e a etnia Inca se encontrava sob o governo do jovem Manko Inka, meio-irmão de Atawallpa e Wascarr.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Contrariando as expectativas do comandante espanhol, os Incas não se propuseram a lutar. O novo Inka recebeu os invasores nas portas de Cuzco e, em troca do apoio estrangeiro ao seu governo, ajudou Pizarro a aniquilar as tropas dispersas de Atawallpa. Contudo, esta campanha não foi muito rápida e custou dois longos anos aos súditos de Carlos V (Carlos V era na época o Rei da Espanha; na verdade, na Espanha ele era Carlos I. Mas também controlava o Sacro Império, que lhe dava o domínio sobre os Países Baixos, e uma grande extensão de terras em toda a Europa. Para o Sacro Império ele era o Imperador Carlos V).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Passados dois anos, isto é, em 1535, as tropas de Atawallpa estavam todas exterminadas. Pizarro tinha solidificado o domínio Espanhol sobre o Peru por meio da fundação da cidade de Lima (em 1535), que além de estar destinada a ser a capital do Vice-Reino ainda servia de base para as tropas espanholas recém-chegadas da pátria mãe. Cabe aqui fazer um comentário sobre o nome Peru, nome dado pelos espanhóis ao Vice-Reino que com efeito compunha-se do antigo Tawantinsuyu. A denominação foi criada, segundo consta, num dos primeiros contatos dos espanhóis com povos da América do Sul. Eles se depararam com um nativo da região que hoje compõe o Panamá. O índio estava pescando num rio quando foi trazido para dentro de uma pequena embarcação espanhola. Lá, os europeus deram-lhe alguns presentes e tentaram estabelecer um diálogo (tentativa frustrada, pois eles tentaram o diálogo baseado no idioma do Império Asteca, que era desconhecido do nativo). Como não obtiveram sucesso com as palavras, tentaram fazer perguntas simples ao nativo, na forma de gestos. Ele entendeu apenas duas das perguntas: seu nome e o lugar onde estava. Assim, o indígena começou a repetir várias vezes as palavras Biru (que era seu nome) e Pilu (que significava rio na língua do nativo), ou seja, quis dizer aos espanhóis que seu nome era Biru e que estava pescando no rio. Mas os espanhóis, por não entenderem o que o aborígene queria dizer, devolveram-no ao lugar onde estava, e a partir de uma mistura das palavras ditas pelo autóctone batizaram a região com o nome Peru.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A situação parecia irreversível, pois a empresa colonial espanhola estava dividida entre Francisco Pizarro e Diego de Almagro. Apesar disso, a etnia Inca estava muito insatisfeita com sua situação. O Inka era mantido em cativeiro dentro de seu palácio em Cuzco, e alguns soldados espanhóis gostavam de humilhá-lo perante seus seguidores pessoais, obrigando-o a beber sua urina (a dos soldados) e comer a comida em que haviam cuspido. Não só Manko Inka se sentia humilhado por tais afrontas, mas também a etnia Inca inteira estava revoltada por não ter mais os privilégios de antes.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas o jovem Inka era muito esperto, e logo percebeu a rivalidade forte que existia entre Pizarro e Almagro, vendo nisso uma possibilidade de ressurreição para seu povo. Utilizando-se de um discurso retórico muito convincente, Manko Inka começou a falar insistentemente a Almagro sobre as riquezas fabulosas que encontraria numa cidade que se localizava no extremo sul do Império (onde atualmente é o Chile) e que seria repleta de construções edificadas em ouro. Apesar de ser esperto, Almagro começou a acreditar na história do jovem Inka, e em janeiro de 1536 juntou as tropas que lhe cabiam e partiu levando como guia Pawlu, irmão de Manko Inka, em busca da tal cidade de ouro, que batizara por conta própria de Eldorado (surgia assim o mito do Eldorado).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pawlu foi um excelente aliado de Manko Inka, pois guiou a expedição pelo caminho mais difícil, a Cordilheira dos Andes. Só na viagem de ida, mais da metade das fileiras de Almagro não resistiu. O próprio Almagro, que começava a manifestar os sintomas da sífilis, piorou muito no frio dos Andes. Não é preciso dizer que a cidade era uma invenção do sábio soberano Inca. O que a expedição de Almagro encontrou de fato foi uma tribo de guerreiros chamada Araucaina, tão bárbaros que nem mesmo os Incas se atreveram a tentar dominá-los. Depois da partida de Almagro, as forças espanholas encontravam-se divididas, e portanto muito mais fracas. Manko Inka então secretamente reuniu um exército de aproximadamente 40 mil homens da etnia Inca e de surpresa fugiu de seu cativeiro para liderar seus homens na tomada de Cuzco. Era o início da chamada Guerra de Reconquista Incaica.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Manko Inka foi com certeza o mais importante e valoroso inimigo que os espanhóis encontraram entre todos os índios com os quais se depararam, incluindo Astecas e Maias. Depois de sitiar e tomar Cuzco, o Inka tomou Sacsahuman. Por onde seus homens passavam, cavavam fossos no chão para impedir o avanço das cavalarias espanholas.  Hernando Pizarro até conseguiu retomar Cuzco, mas perdeu praticamente todos os seus homens num ataque precipitado a Ollantaytambo, base de Manko Inka. Quando soube dos eventos que estavam ocorrendo, Francisco Pizarro enviou duas expedições de Lima para auxiliar o irmão em Cuzco. No entanto, as duas foram atacadas e destruídas pelos exércitos do Inka antes mesmo de chegarem a seu destino. Pizarro enviou mais duas expedições que tiveram o mesmo fim, e uma quinta que bateu em retirada logo após partir.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Realmente, Manko Inka provou ser um grande estrategista adotando uma tática excelente: matava todos os índios que estivessem ajudando os espanhóis, mas apenas aprisionava estes. Ele então obrigava os europeus a servirem de “professores” para seus homens. Em pouco tempo tinha montado uma cavalaria considerável e pelotões de artilharia de igual porte. O Inka também atacava acampamentos espanhóis para roubar cavalos e armas. Sendo assim, além de tirar as armas dos Espanhóis ele armava seu exército.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pizarro chegou a pensar que tudo o que havia conquistado seria perdido. A imagem de um indígena montado num cavalo, vestindo uma armadura e portando espada e escudo era simplesmente aterrorizante para os espanhóis.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Encorajado pelas sucessivas vitórias, Manko Inka, ao invés de retomar Cuzco das mão de Hernando Pizarro, já que a cidade encontrava-se desguarnecida, lançou-se sobre Lima para impedir a chegada dos reforços que Pizarro vinha pedindo cada vez mais intensamente. Entretanto, os espanhóis entrincheirados em Lima resistiram bravamente às investidas Incas sobre a cidade, e o plano do Inka de destruí-la mostrou-se mais difícil do que parecia inicialmente. Apesar de todos os acertos estratégicos de Manko Inka, sua posição de considerar traidor e portanto passível de pena de morte todos os indígenas que tinham sido aliados dos espanhóis amarrou aos espanhóis algumas etnias que pensavam em se aliar à causa Inca.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">No princípio de 1537, Alonso Alvarado reuniu todos os homens válidos de Lima e comandou uma grande investida contra as tropas Incas que cercavam a cidade. Os espanhóis foram vitoriosos e os indígenas se viram obrigados a bater em retirada rumo à Cordilheira. Alonso os perseguiu afim de tentar impedir que se fixassem no local, mas foi inútil. Próximo à Floresta Amazônica, Manko Inka fundou a cidade de Vitcos, capital daquele que seria o novo Império Inca, batizado de Vilcabamba. Porém, antes da fundação de Vitcos, que ocorreu em 1538, retornou ao Peru a expedição de Diego de Almagro em abril de 1537, mais de um ano depois de sua partida. Diego acreditara em Manko Inka e partira em sua jornada com o objetivo de se mostrar mais valioso do que Pizarro; entretanto, a expedição foi um total fracasso. Depois de perder mais da metade de suas tropas no frio dos Andes, ele alcançou a Araucaina, uma tribo de guerreiros bárbaros, onde encontrou um espanhol feito prisioneiro. O homem contou-lhe que não havia nenhuma cidade de ouro naquela região, e que provavelmente ele havia sido enganado. Pawlu, que a essas alturas já era amigo de Almagro, confirmou a história do espanhol. Sendo assim, Almagro reuniu suas tropas e resolveu voltar para o Peru.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Diego julgou estar sendo esperto quando optou por voltar pela beira-mar. Mas não sabia que, ao invés de enfrentar o frio dos Andes, ele agora teria que enfrentar o calor do deserto do Atacama. Na viagem de volta, morreram muitos dos poucos homens que Almagro havia salvo dos Andes. A doença do comandante se agravou, e seu sentimento de raiva por Pizarro tornou-se um ódio mortal. A chegada de Almagro no Peru, longe de engrossar as fileiras espanholas na guerra contra Manko Inka, serviu para dividi-las mais ainda, pois ele iniciou uma guerra particular contra Pizarro. Entretanto, sua chegada também foi prejudicial para os Incas, pois Almagro nomeou Pawlu como Inka, e esse ato (apesar de não ter nenhum valor político) dividiu as Panakas que até então apoiavam Manko Inka. Muitos Incas passaram para o lado de Pawlu, aliado de Almagro. Pawlu passou a ser o Inka oficial, ou seja, reconhecido pelos espanhóis mas sem poderes, enquanto Manko Inka continuou sendo o Inka de fato, o líder da resistência.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pawlu foi hábil o suficiente para manter os índios que os seguissem neutros na guerra entre Pizarro e Almagro. Quando Almagro foi derrotado, em 1538, Pawlu soube se fazer reconhecer Inka por Pizarro e depois até pela Coroa Espanhola (falaremos mais sobre as circunstâncias que envolveram a derrota de Almagro e também a morte de Pizarro no item 6).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Enquanto as questões políticas fervilhavam no Peru, Manko Inka construía Vitcos e continuava sua campanha contra os espanhóis. O Inka intentava tomar o vale de Mantaro, região controlada pelos Wanka (principais aliados dos espanhóis) e que se constituía num ponto estratégico para a tomada do norte do Peru. Os Wanka construíram uma grande muralha na região que permitia aos Espanhóis defenderem-se tranqüilamente das investidas Incas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Ao longo de vários anos, Manko Inka tentou sem sucesso tomar o vale de Mantaro, sendo que essas tentativas destruíram seu exército. Exaurido por nove anos de lutas, Manko Inka concluiu que o melhor a fazer seria tentar um diálogo pacífico com os invasores. Este colóquio estava sendo arquitetado por alguns espanhóis aliados do Inka. Entretanto, em 1545 os próprios partidários de Manko Inka, provavelmente julgando-o traidor, apunhalaram-no pondo fim a sua vida e encerrando precocemente uma guerra insana que perdurou por longos nove anos, matando cerca de 1500 espanhóis e mais de 300 mil índios, entre Incas e aliados dos europeus.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sayri Tupaq &lt;1545 a 1555&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Sayri Tupaq era um filho ainda muito novo de Manko Inka escolhido para ser Inka logo após a morte do pai, muito provavelmente pelos próprios assassinos dele. Os domínios desse Inka resumiam-se a Vilcabamba, que estava se tornando uma cópia (em muitos pontos caricaturada) do Tawantinsuyu. Quando foi escolhido como soberano, ainda era muito novo, não tendo idade para governar.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Os espanhóis haviam percebido que a guerra contra os Incas teria um final incerto, caso eles (os espanhóis) atacassem Vilcabamba. Então, por intermédio de uma tia de Sayri Tupaq, que era casada com um espanhol, iniciaram negociações com o jovem no sentido de persuadi-lo a se render aos invasores europeus. Por conta disso, estes lhe enviaram muitos presentes, e prometeram-lhe diversas posses. O Inka sempre se mostrou tentado a aceitar as propostas espanholas, e quando em 1555 alcançou a idade em que poderia iniciar de fato seu governo, resolveu partir para as terras que lhe haviam sido dadas pelos espanhóis.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">A deserção do Inka trouxe uma nova seção na nobreza Inca, enfraquecendo ainda mais o já fictício Estado de Vilcabamba. Sayri Tupaq morreu em 1560, cercado de considerações e honrarias. Foi o primeiro soberano (apesar de já ter deixado de sê-lo quando tal fato ocorreu) a se converter ao Catolicismo.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Titu Cusi Yupanki &lt;1555 a 1571&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Com a deserção de Sayri Tupaq, Titu Cusi recebeu a Maskapaicha. A única forma encontrada por esse Inka para manter seus domínios foi a aliança com os Mashiwenka e os Kampa (ambos pertencentes às etnias classificadas pejorativamente por Anti).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Esses povos eram silvícolas da Amazônia e conservavam tradições neolíticas. Os Incas nutriam certa repulsa por tais índios desde a expedição fracassada de Tupa Yupanki para conquistá-los. Apesar disso, os exércitos de Vilcabamba passaram a ser formados basicamente por esses indígenas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Após muita recusa, Titu Cusi recebeu em Vitcos dois freis Agostinianos, e se deixou batizar. Entretanto, devido às pressões dos sacerdotes do Sol, um deles foi expulso. Mais tarde o Inka contraiu pneumonia e adoeceu gravemente. O frei tentou inutilmente curá-lo, mas ele acabou por falecer em 1571. Devido à incapacidade do frei em curar o Inka, o povo de Vitcos matou-o.</span></p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Tupac Amaru &lt;1571 a 1572&gt;:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Assim como Sayri Tupaq e Titu Cusi Yupanki, Tupac Amaru também era filho de Manko Inka. Seu reinado constitui o mais curto dentre todos os que houveram.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Durante aos meses em que governou, nem mesmo as fronteiras de Vilcabamba eram vigiadas, pois os Anti haviam tido seus contingentes reduzidos pelas doenças.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Em 1569, assumiu o Peru o Vice-Rei Francisco de Toledo, um homem de convicções pessoais fortes e que havia feito a última tentativa de paz com os Incas por meio dos freis Agostinianos. Com o assassinato do frei Diego Ortiz, a paciência de Toledo esgotou-se. Reuniu uma força muito grande e liderou ele próprio a expedição que adentrou em Vilcabamba, tomou Vitcos e capturou Tupac Amaru, que tentava se refugiar na floresta mas fora alcançado. Levando o Inka para Cuzco, ele julgou-o e condenou-o. Apesar das súplicas de sacerdotes cristãos e indígenas de todas as espécies, Toledo executou Tupac Amaru com a decapitação em maio de 1572. A morte de Tupac Amaru colocou um ponto final na linhagem dos unificadores de terras e de povos que haviam dominado os Andes inteiros e cuja fama alcançava a toda a América do Sul, sendo hoje comparados na Europa aos Romanos.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Desfecho:</span></span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Após a morte de Tupac Amaru, estabeleceu-se definitivamente o regime colonial no Vice-Reino do Peru. As mitas Incaicas foram utilizadas em larga escala pelos espanhóis como forma de substituição do trabalho de escravos negros. Este modo de produção só entrou em desuso devido ao grande colapso populacional que ocorreu entre as populações indígenas.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Este trecho da obra remete-se apenas a relatar passagens, as quais não foram possíveis de incluir nas biografias dos Inkas.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O que possibilitou a Conquista:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Houve muito fatores que possibilitaram aos espanhóis realizar a conquista do Tawantinsuyu. Muitos costumam ressaltar que o grande responsável foi a disparidade tecnológica existente entre europeus e Incas, sendo que os Incas, apesar de conhecê-la, não utilizavam nem sequer a roda. Mas veremos agora que este fator de fato influiu, mas muito menos do que se imagina.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Para início de conversa, existiam pelo menos 9 milhões de índios no Tawantinsuyu quando da chegada dos espanhóis (existem estimativas que remontam a uma população indígena de cerca de 20 milhões de pessoas no Tawantinsuyu). Por isso, por mais que as armas espanholas fossem melhores, nunca um grupo de cerca de 200 homens poderia conquistar um Império tão extenso e populoso. A menos que os espanhóis possuíssem aviões bombardeiros. Se não foram as armas as responsáveis pela conquista, então talvez tenham sido as doenças introduzidas na América pelos europeus. Sendo assim, os méritos da conquista não seriam dos espanhóis, mas sim dos vírus e bactérias, e na realidade os espanhóis teriam feito sem saber um verdadeira “guerra biológica”. Realmente, as doenças foram um fator diferencial a favor dos espanhóis, mas não impediram que Atawallpa possuísse um exército superior a 800 mil homens e que Manko Inka juntasse em poucos dias cerca de 40 mil homens apenas de sua etnia. Sendo assim, as doenças contribuíram mas não foram o fator decisivo.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Talvez tenham sido determinantes na conquista as crenças dos Inkas, que possibilitaram aos espanhóis em vários momentos vencerem batalhas impossíveis. É claro que isso importou muito, principalmente no que diz respeito à prisão de Atawallpa, pois além de o príncipe achar que assustaria os invasores apenas com suas vestimentas, seus homens fugiram apavorados com os cães, cavalos e disparos. É verdade, mas também é não é mentira que em pouco tempo os Incas se acostumaram com os novos animais que conheceram e deixaram de temê-los. Também é verdade que Manko Inka chegou até a montar uma cavalaria e um pelotão de tiro. Por isso, este fator, apesar de ter sido importante em determinadas ocasiões, não foi o principal.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pode ser que alguns digam que o que determinou a vitória espanhola foram as táticas de batalha destes. É verdade que os espanhóis levavam larga vantagem nisto, pois para os Incas a guerra consistia num ritual que só podia ser praticado à luz do dia e requeria diversos preparos anteriores, como gritos e cantorias de desafio ao inimigo. Para os espanhóis, a guerra fazia parte de seu cotidiano desde 711, quando Djabal al-Tariq atravessou o estreito de Gibraltar e iniciou a anexação da Espanha à fé Islâmica. Poderia ser, mas na verdade os espanhóis tiveram participação efetiva em muito poucas batalhas. Na grande maioria das vezes eles colocavam as etnias dominadas pelos Incas para combatê-los, e essas tinham os mesmos costumes de batalha seus inimigos.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Estamos chegando quase ao ponto fundamental: como os espanhóis conseguiram colocar as etnias dominadas pelos Incas contra seus dominadores. Eles o rogaram por dois fatores:</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">O fator mais importante está também ligado às doenças, pois com a morte de Wayna Kapaq iniciou-se o período de anarquia e a disputa pela Maskapaicha por Atawallpa e Wascarr, como já mencionado. Enquanto ocorria a disputa entre os pretendentes ao trono as etnias dominadas se revoltavam, e foi neste contexto que os espanhóis chegaram ao Tawantinsuyu. Além disso, Wascarr foi imprudente e envolveu os invasores nas disputas internas do Império. Devido ao período de anarquia, os kurakas estavam revoltados e se voltaram facilmente contra seus dominadores.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Mas deveria haver alguém que fosse hábil o suficiente para fazer com que os kurakas se insurgissem, e esse alguém foi Francisco Pizarro. Muito mais do que um conquistador, Pizarro foi um grande político.</span><br />
 </p>
<p><strong><em><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Francisco Pizarro:</span></em></strong></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Francisco Pizarro era um espanhol do Reino de Castela que pediu a Carlos V um auxílio para uma empreitada arriscada: começar a conquistar as terras mais ao sul da América, ou seja, a parte de trás do território português.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Para esta campanha, a grande fonte de inspiração de Pizarro foi Hernán Cortez, que em 1519 conquistou o Império Asteca, mostrando para o mundo o primeiro grande Império indígena (fato que decidiu a discussão sobre a humanidade dos índios, que por até então só terem sido encontrados em estágios paleolíticos e neolíticos eram comparados por muitos a macacos).</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Depois de conseguir alguma ajuda financeira do monarca, Pizarro iniciou suas expedições, e foi muito hábil ao usar de cautela, pois se em 1524, ano de sua primeira expedição, ele tivesse iniciado uma ofensiva militar, suas tropas teriam sido massacradas pelos exércitos de Wayna Kapaq. Aos poucos, Pizarro foi tomando conhecimento do tamanho do território que iria conquistar; depois, fez contato com nativos locais para tentar saber da situação política. Aprisionou alguns autóctones, os quais levou para a Espanha afim de ensinar-lhes o Castelhano e aprender com eles um pouco do Quechua. Depois, estes mesmos nativos serviram-lhe de intérpretes e de analistas da situação local.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Quando chegou, Pizarro sabia exatamente da disputa que estava ocorrendo pela Maskapaicha. Por isso tratou de entender a situação em toda a sua complexidade para então formular uma política de alianças semelhante à que Cortez utilizara anos antes no México. Por meio de sua teia de alianças, com efeito os espanhóis tiveram que se envolver em raras batalhas, sendo a da captura de Atawallpa uma das primeiras.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Pizarro soube desempenhar bem o papel que os próprios nativos lhe deram, ou seja, para os kurakas ele foi a esperança de reaverem suas chefias; para ao Yanas representava a possibilidade de liberdade; já para os Incas, inicialmente, ele incorporou o papel de juiz da disputa pela Maskapaicha.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Passado certo tempo, ele foi muito esperto em não utilizar Cuzco, uma cidade impregnada da presença Inca e localizada no interior como sua capital. Pizarro edificou Lima, uma capital adequada para uma terra conquistada no além-mar, pois por estar próxima da praia facilitava o recebimento de tropas e materiais vindos das diversas partes do Império Colonial Espanhol ou até mesmo da própria Espanha.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial,Helvetica;">Com a chegada de Diego de Almagro de volta da Araucaina, ele empreendeu corretamente a campanha militar contra ele, aprisionando-o e ao mesmo tempo acolhendo seu filho mestiço (Diego de Almagro filho) e também Pawlu, mantendo assim a nobreza Cuzquenha (ao menos parte dela) ao seu lado. Talvez seu único erro tenha sido de fato a execução de Diego de Almagro, pois Almagro filho suplicou-lhe pela vida do pai. Pizarro não deu ouvidos ao jovem, matando o rival no dia 8 de julho de 1538. Almagro filho jurou vingar a morte do pai, e fugiu de Cuzco. Três anos depois, no dia 26 de julho de 1541, ele adentrou o palácio de Lima pela janela do quarto de Pizarro e, enquanto este dormia, pôs fim a sua vida.  A morte de Pizarro, contudo, não interrompeu o processo que ele próprio havia começado, e que seu sucessor Dom Cristóvão Vaca de Castro continuou muito bem.</span></p>
<p> </p>
<p>Fonte: <em><span style="font-family:Arial;">Danilo José Figueiredo</span></em></p>
<p><a href="http://www.klepsidra.net/tawantinsuyu.html">http://www.klepsidra.net/tawantinsuyu.html</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/71/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=71&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Contadora de História</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A Cultura Maia Asteca e Inca Pré-Ocidentalização</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 15:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Cultura Maia Asteca e Inca Pré-Ocidentalização]]></category>

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		<description><![CDATA[CONTEXTUALIZAÇÃO Os povos das Américas, separados da Eurásia e da África, por vastos oceanos, desenvolveram um ritmo próprio para encontrar seu caminho para a civilização. O Nilo assistia impávido ao erguimento de grandes pirâmides de pedra; as planícies da Mesopotâmia eram marcadas por zigurates cercados por cidades populosas; o burburinho de uma vida urbana avançada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=69&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">CONTEXTUALIZAÇÃO</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os povos das Américas, separados da Eurásia e da África, por vastos oceanos, desenvolveram um ritmo próprio para encontrar seu caminho para a civilização. O Nilo assistia impávido ao erguimento de grandes pirâmides de pedra; as planícies da Mesopotâmia eram marcadas por zigurates cercados por cidades populosas; o burburinho de uma vida urbana avançada percorria o vale do Indo &#8230; Enquanto isso, os povos americanos primitivos ainda seguiam um padrão de vida baseado em movimentos nômade sazonais.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os avanços dos anos, determinavam os deslocamentos dos povos , que aproveitavam a generosidade de montes e vales, combinando as migrações com as estações de caça e pesca e a época de alimentos silvestres.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Em algum momento depois de 4.000 d.C. , alguns bandos começaram a se instalar de forma um pouco mais permanente. Durante o terceiro milênio antes de Cristo, cada vez mais americanos abandonaram o nomadismo, especialmente ao longo das costas da Meso-américa (região que vai do vale do México até Honduras) e nas montanhas e vales costeiros do Peru. Através da formação de pequenos vilarejos , começaram a cultivar plantas e a domesticar animais.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">À medida que aprendiam a produzir e a guardar alimentos, passaram a organizar o trabalho com mais eficiência ao longo do ano, desenvolvendo projetos conjuntos com outras vilas durante períodos em que não precisavam se ocupar tanto com as plantações. Assim, puderam construir monumentos mais elaborados e majestosos em oferenda aos seus deuses. Em 1.500 a.C. o cultivo do milho era fundamental. Os agricultores já viviam em vilarejos permanentes e alguns deles se tornaram grandes cidades após 1.000 a.C.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">As comunidades tinham um chefe proveniente de linhagem exclusiva de poder. O poder econômico vinha do controle sobre a distribuição da terra, alimentos e artesanato, e sua posição era provavelmente reforçada por sanções religiosas. O comércio entre povos distantes floresceu, a população expandiu-se, artes e ciências atingiram novas alturas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A data convencional para o início do período clássico das civilizações da América pré-colombiana gira em torno do ano 250 d.C., época de realizações comerciais e artísticas notáveis. Os povos pré-colombianos apresentavam diferentes estágios de desenvolvimento cultural e material , classificados em sociedades coletores/caçadores e sociedades agrárias. Dentro desse segundo grupo, três culturas merecem maior destaque: os maias e os astecas, no México e na América Central, e os incas, na Cordilheira dos Andes, na América do Sul.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Alcançaram notáveis conhecimentos de astronomia e matemática, além de dominar técnicas complexas de construção, metalurgia e cerâmica. Não conheciam a roda e o cavalo, mas desenvolveram técnicas eficientes de agricultura. Enquanto o fim da cultura maia representa , até hoje, um grande mistério, sabemos que os povos astecas e incas decaíram perante a conquista espanhola.</span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"></p>
<p align="left"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A Civilização Maia</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A civilização maia, ,muito provavelmente, foi a mais antiga das civilizações pré-colombianas, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos astecas e incas. Os maias floresceram no século IV d.C. Grande parte da área onde eles se desenvolveram foi a península de Yucatan, Honduras e Guatemala região pouco promissora para o assentamento humano, e que provavelmente sempre foi. Embora haja algumas regiões montanhosas e temperadas, a maior parte é baixios, coberta pela floresta tropical, que cria insetos e animais ferozes e alimenta doenças. No entanto, os maias construíram ali templos e pirâmides quase tão grandes quanto os do antigo Egito.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Embora esta civilização remonte ao segundo milênio a.C., os seus primeiros traços mais substanciais datam de 100 d.C., e o seu melhor período de criatividade situa-se entre 600 e 900 d.C. Os maias viviam em pequenos povoados e não deixaram ruínas urbanas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os maias do Período Clássico se preocupavam com a passagem do tempo. (têm-se dados de que através de lajes de pedras os maias faziam inscrições gravadas relativas a história e ao seu calendário). Seus astrônomos calculavam adoração exata do ano solar, do mês lunar e podiam prever até mesmo um eclipse. Tais cálculos exigiam habilidades matemáticas avançadas. Os povos da América central inventaram, por si próprios, a <a href="http://www.coladaweb.com/hisgeral/maias_astecas_incas.htm#">idéia</a> de decimais e o conceito de zero.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Rigidamente dividida em três classes às quais o indivíduo pertencia desde o nascimento. Primeiro, a <a href="http://www.coladaweb.com/hisgeral/maias_astecas_incas.htm#">família</a> real, incluindo ocupantes dos principais postos do governo e os comerciantes; em seguida, servidores do Estado, como dirigentes das cerimônias e responsáveis pela defesa e cobrança de impostos. Na camada mais baixa, os trabalhadores braçais e agricultores. Durante muitos anos o conhecimento da antiga estrutura social maia estava baseada no modelo, segundo o qual os maias do período clássico possuíam uma aristocracia teocrática que governava por direito divino e consentimento popular nos centros cerimoniais interpretando os acontecimentos dos céus e as complexidades do calendário para o restante da população.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A sociedade nesse período clássico parece ter sido governada por uma nobre classe de guerreiros e sacerdotes hereditários.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A religião assemelhava-se à de outros povos da região, cultuavam divindades ligados à caça, à agricultura e os astros. Os maias acreditavam que o destino do <a href="http://www.coladaweb.com/hisgeral/maias_astecas_incas.htm#">homem</a> era regido pelos deuses, e para eles ofereciam alimentos, sacrifícios humanos e animais.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Tudo girava em torno da realização de rituais e cerimônias de acordo com um calendário com base na observação astronômica. Isto tem surpreendido alguns <a href="http://www.coladaweb.com/hisgeral/maias_astecas_incas.htm#">historiadores</a> como a melhor evidência do alto nível cultural maia pois se apoiavam em grandes habilidades matemáticas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para destruição de florestas tropicais nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A península de Yucatán proporciona tudo o que o modo de viver dos antigos maias requeria e oferecia com grande abundância: pedra para construção, cal e cascalho, para seus edifícios religiosos e administrativos, madeira e teto para as casas da gente do povo.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Quaisquer que fossem as razões, a civilização maia começou a declinar a partir do século X, quando um grande terremoto ou uma erupção vulcânica provocou o abandono de muitos de seus principais centros. Pouco depois o território maia foi invadido por povos provenientes do planalto mexicano, já <a href="http://www.coladaweb.com/hisgeral/maias_astecas_incas.htm#">usuários</a> do metal. Chichén Itzá, o maior centro maia, foi abandonado no século XIII e a sociedade maia parece ter se dissolvido num conjunto de pequenos Estados dispersos, embora só no final do século XVI a sua última fortaleza em Yucatán tenha se rendido aos espanhóis. Mas nesta época a civilização maia já chegara efetivamente ao fim, sem deixar importantes tradições ou técnicas para o futuro, mas apenas uma fascinante série de ruínas e uma língua ainda falada por dois milhões de pessoas nos dias de hoje.</span></p>
<p align="left"> </p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A Civilização Inca</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Muito antes de Cabral dar com suas caravelas em costas brasileiras, ou mesmo Cristóvão Colombo acreditar que realmente existia um outro continente, um povo extremamente evoluído já vivia, há séculos, por grande parte da América do Sul, notadamente em seu lado oriental, nos contrafortes da Cordilheira dos Andes, perto do Lago Titicaca. Esta civilização, conhecida como Incas, mesmo não dominando a escrita, realizou prodígios de arquitetura e no cultivo de alimentos, usando técnicas, no que toca às construções, que até hoje permanecem como mistério para nós. Os Incas tinham o sol como deus maior e dele se originavam todas as suas crenças.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Dependendo da interpretação a palavra Inca pode significar várias coisas. Entre elas: as quatro direções; imperador; chefe; descendente do sol ou filho do sol. O povo inca era o legado de culturas muito mais antigas que serviram como alicerce. São citadas as dos Chavín, Paracas, Tiahuanaco, Huari e outras. Alguns destes povos já estavam na América do Sul 4000 anos antes do surgimento do Império Inca.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Também chamado de Tahuantinsuyo (as quatro direções), o Império Inca remonta ao século XII. Seu período mais próspero, quando conseguiu subjugar várias outras tribos, foi no século XV, época de sua maior expansão geográfica e cultural. Os Incas chegaram a reunir cerca de 12 milhões de pessoas, que falavam mais de 20 línguas, sendo a principal o quechua, esta falada até hoje, com extrema desenvoltura, em regiões mais afastadas da Bolívia e Peru. Nessa época os Incas se expandiam por um grande território ao longo do Oceano Pacífico e da Cordilheira dos Andes. Seus domínios alcançavam desde o rio Maule, no Chile Central, até o rio Putamayo, que atualmente marca a fronteira norte do Equador. De ponta a ponta eram quase 4800 km de extensão.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">O Império se organizou politicamente com a unificação e anexação à força de várias tribos, que, no entanto, desfrutavam de relativa liberdade. Os elementos de coesão eram a religião e os tributos. Os mais altos postos do Império eram, é claro, destinados a membros da aristocracia, formada por parentes do imperador. Abaixo, na escala social, vinham os curaças, que eram os chefes locais. Depois vinham os hatumruna, agricultores e artesãos. Os yanaconas (servos) e os mitimaes (prisioneiros de guerra) eram a camada social mais baixa.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A maior herança incaica no tocante à arquitetura e hoje símbolo maior do turismo em território Peruano é a &#8220;cidade perdida&#8221; de Machu Picchu, &#8220;descoberta&#8221; somente no começo deste século, em 1911, pelo pesquisador americano Hiran Bingnan. Incrustada no alto de uma montanha, a quase 2,5 mil metros de altura, a cidade se constitui num dos maiores mistérios arqueológicos do planeta. Após um cem número de estudos e conjecturas, a única certeza é que Machu Picchu foi uma construção pertencente ao Império Inca, por todas as suas características e achados arqueológicos. É bom ressaltar que até o americano Bingman botar os olhos em Machu Picchu (no momento da &#8220;descoberta&#8221; ela estava encoberta pela mata) nenhum registro existia sobre a localidade, a não ser velhas lendas indígenas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os construtores de Machu Picchu descendiam de gerações de hábeis artesãos (que eram excelentes na lavra de ornamentos de ouro e prata e também cobre e cerâmica), porém quem dirigia esses trabalhadores eram os Incas, cuja capital foi, durante séculos, Cuzco (principal centro inca a partir de 1.200 d.C.). Começaram como humildes camponeses das terras altas e pastores de llama e é provável que somente 100 anos antes da chegada de Pizarro e os conquistadores, o Império teria se estendido desde o norte (Equador) até o Sul (Argentina). O império Inca alcançava então seu apogeu. A expansão inca resultou o mais vasto império da América pré-colombiana. Com uma superfície aproximada de 1.000.000 a 1.500.000 km², dividida em quatro partes: Chinchasuyu, no noroeste; Cuntisuyu, no sudoeste; Antisuyu, no nordeste e Collasuyu, incluindo a área do Titicaca, no sudeste, sendo Cuzco o ponto de encontro.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">No entanto quando chegaram os espanhóis, o império se encontrava debilitado por uma grande guerra civil e conseqüentemente foi facilmente dominado.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os trabalhos de engenharia e arquitetura inca são notáveis. As construções, carregadas de simplicidade e beleza se destacavam pelo perfeito corte das pedras, com uma técnica que permanece misteriosa até hoje. Não se sabe exatamente qual ferramenta ou ferramentas eram utilizadas para atingir tamanha perfeição. Na arquitetura, os Incas não usavam o arco, a coluna ou abóbada, se caracteriza pelas adequadas proporções e simetria tanto por suas construções maciças quanto na solidez. As fileiras inferiores de um muro eram formados com blocos maiores que as superiores, apresentando bastante segurança no que faziam. Mostraram notáveis conhecimentos na construção de caminhos, pontes, aquedutos e canais de irrigação. Na época da conquista dos espanhóis os caminhos pavimentados dos incas se estendiam por milhas e milhas pelos Andes Centrais, assim como os canais de irrigação que subiam e desciam montanhas altíssimas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Para os incas a arte da agricultura era de interesse supremo. Não somente cultivaram muitas plantas diversas de alcance alimentício e medicinal, como também aprenderam o aproveitamento dos solos, a arte do deságüe apropriado, os métodos corretos de irrigação e de conservação da terra mediante o emprego de terraplanagem construídos a altos custos. Descobriram a importância dos fertilizantes para manter o solo rico e fértil. Na pecuária destacava-se a criação de lhamas, alpacas e vicunha, que forneciam leite, carne e lã e também eram usadas para o transporte de cargas leves. A economia era dirigida pelo estado e baseada no plantio de milho e batata. Mesmo não conhecendo as técnicas do arado os Incas desenvolveram um interessante sistema de irrigação com canais e aquedutos. Não existia propriedade privada e dinheiro.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os Incas acreditavam na sobrevivência do espírito após a morte. Os sacrifícios, principalmente para o Deus sol, eram parte essencial da religião inca. Em ocasiões muito importantes, definidas pelos sacerdotes ou pelo imperador, animais, e muito raramente seres humanos, eram sacrificados. Mais comuns eram as oferendas de folhas de coca, bebidas, flores e roupas jogadas no fogo sagrado. Os sacerdotes desempenhavam a função de curandeiros, faziam previsões de acontecimentos e praticavam o exorcismo. Todos deviam obediência ao sumo sacerdote, o huillac humu, que ficava no templo de Cuzco. As festividades eram estabelecidas de acordo com ciclos agrícolas.</span></p>
<p align="left"> </p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">ARGUMENTOS JUSTIFICATIVOS &#8211; ANALISE</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os ancestrais maias, incas e astecas, possuem inegavelmente uma das mais ricas tradições e culturas da história. Os povos antigos dos Andes e da Meso-américa produziram um grande numero de inacreditáveis obras de arte, que agora estão sendo introduzidos na vida os povos latino-americanos como símbolos de um passado comum em substituição aos símbolos europeus. Ocorre uma revalorização merecida da cultura Maia, Inca e Asteca. Tais povos produziram ornamentos, vasos e máscaras feitos de ouro, jade e outros metais cobiçados pelos europeus; tecidos de inigualável beleza; esculturas colossais erguidas em homenagem aos deuses; cidadelas, templos e centros cerimoniais que possuíam uma incrível organização social; e esculturas que são verdadeiras maravilhas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Tais símbolos culturais foram retirados da história dos latino-americanos pelos colonizadores europeus. Eles se julgavam os detentores da palavra de Deus e guardiões dos valores essenciais para uma vida &#8220;civilizada&#8221;. Sob esse ideal, os colonizadores passaram como um trator por cima da cultura dos maias, incas e astecas e ergueram o que chamaram de &#8220;Novo Mundo&#8221;.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A América existia para a Europa, formava parte da fantasia e sonhos dos europeus. A paisagem e a humanidade do desconhecido eram idealizados. Antes mesmo do primeiro contato entre estes mundos tão distintos a Europa já tinha um marco referencial, com os relatos das viagem de Marco Polo, ainda que ficcionais, para a extensão e assimilação desse novo espaço geográfico e social. Nesse momento surgiu a idéia da Europa como &#8220;centro&#8221; e todas as outras culturas como periferia, a diáspora Civilização X Barbárie.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os europeus civilizados, modernos, avançados e superiores, através da barbárie das suas ações (etnocídio e aculturação forçada) planejavam civilizar os povos latino americanos, considerados bárbaros. Assim todos os símbolos da cultura latino-americana foram soterrados em nome de uma catequese cultural. Entretanto atualmente, todas essas tradições estão sendo redescobertas pelos povos latino-americanos. Redescobertas neste sentido, adquire uma conotação simbólica, pois sempre se soube da existência desses símbolos culturais, entretanto o valor dado a eles agora é diferente. Tais símbolos relembram uma época onde os povos latino-americanos eram livres para seguir seu caminho e manifestar suas tradições sem retaliações e pressões externas. Relembram uma época onde possuíam uma história única e pura sem intromissão de estrangeiros arrogantes.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">A partir do &#8220;descobrimento&#8221; da América uma nova cultura foi imposta aos povos latino-americanos. A América antes dos europeus possuía uma cultura que foi, em grande parte, destruída através do convívio europeu. Uma nova tradição latino-americana foi construída pelos europeus de origem ibérica através de uma cuidadosa seleção de eventos retratados como cruciais à história da humanidade. Através da repetição desse processo de exclusão e incorporação cultural, foi criada uma nova tradição que influencia e define a posição dos povos da América Latina até hoje.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Os povos Latino Americanos sempre foram e ainda são injustamente considerados por muitos uma periferia do mundo. Uma parte do globo que muitas vezes são esquecidos ou desconsiderados em reuniões internacionais de cúpula, que decidem assuntos relevantes a todas as nações. Isso ocorre não somente em questões econômicas, onde os países desenvolvidos do Norte realmente possuem um domínio hegemônico frente ao Sul subdesenvolvido ou em desenvolvimento. Como também a opinião dos povos latino-americanos são ignorados e avaliados como irrelevantes em questões sociais, políticas, jurídicas e etc. Um exemplo claro é a questão da floresta Amazônica. Situada na América do Sul, a floresta amazônica é considerada um patrimônio mundial, e várias foram às vezes que pessoas ou órgãos de países desenvolvidos do Norte consideraram que os países latino americanos (onde a própria floresta se situa) não possuíam capacidade para lidar com uma questão de tão ampla magnitude. Inclusive, vários mapas e atlas são vendidos mostrando a Amazônia não como parte de um território nacional, mas como uma área internacional, sem direito de soberania. Nesta e em outras questões a incrível riqueza etno-cultural da América Latina é completamente excluída.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Entretanto, o mais espantoso não é esse &#8220;preconceito&#8221; dos países do Norte, mas sim a própria posição de inferioridade que muitos latino-americanos se colocam. Muitos pensam, erroneamente, que a única maneira de se desenvolver satisfatoriamente é imitando ou assimilando a cultura européia e norte americana. Essa forma de pensamento, porém, foi condicionada aos latino-americanos através de séculos de colonização e exploração. Apesar da expressiva aculturação dos colonizadores, ou paradoxalmente por causa dela, nota-se atualmente uma necessidade de retorno às origens dos povos latino-americanos. Não as origens manipuladas e criadas pelos europeus, mas a real origem dos povos, datados na época das grandes civilizações maias, astecas e incas.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Vários são os pesquisadores, estudantes e outros que buscam constantemente recuperar a história e tradição de seus ancestrais e trazê-las novamente para a memória dos povos. O Extremo-Ocidente, contudo, às vésperas da chegada dos ibéricos, continua sendo um desafio para os historiadores por causa da falta de dados básicos para análises. E os poucos dados que existem são interpretações privilegiadas, aventuras individuais provindos de interesses particulares dos observadores. Esse trabalho sofre também com os efeitos da importação de problemáticas, princípios teóricos e metodologias que não atendem à nossa realidade histórica.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Atualmente essa busca pela real história das civilizações Maias, Incas e Astecas está sendo reforçada no sentido de encontrar uma origem comum para os povos latino-americanos.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Com o advento da globalização, uma nova onda de aculturação pelos europeus e, principalmente, americanos acontece novamente. Com a diminuição da importância das fronteiras, a popularização dos meios de comunicação e a Internet, uma gama de produtos norte-americanos e europeus invadem a América Latina. Filmes, séries de televisão sobre o <em>american way of life</em>, cadeias de restaurantes e <em>fast-foods</em>, moda, música, entre outros infestam as casas e cidades dos povos andinos e da Meso-américa. Enquanto alguns assimilam tais produtos rapidamente, outros os usam em favor de uma causa: o fortalecimento da identidade nacional. Na possibilidade de confronto, as culturas e os valores são reforçados. Ou seja, em contraposição a essa &#8220;nova colonização&#8221; cultural, os povos latino-americanos se voltam cada vez mais para as tradições de seus antepassados. Não aquela tradição inventada pelos europeus colonizadores, mas a cultura que data séculos antes da descoberta do &#8220;Novo Mundo&#8221;.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Neste cenário de globalização e de uma possível criação de uma cultura global, é essencial aos povos latino-americanos terem suas raízes bem definidas e defendidas. Para que não percam suas identidades nacionais frente à invasão dos símbolos de vários países e da própria globalização é preciso que os povos latino-americanos tenha consciência da riqueza cultural de seus antepassados. É preciso que eles reconheçam a importância que as civilizações Maia, Asteca e Inca tiveram para a história da humanidade. As tradições, mitos, construções dessas civilizações foram algo único e sem igual e por isso é uma grande fonte de inspiração para a constituição de uma identidade.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Mas não só redescobrir as origens do povo latino-americano é importante. A definição de um passado comum é um passo para a definição de um futuro também comum. Uma coesão histórico social é essencial para o futuro de uma nação. É preciso ter consciência de quem foram os povos latino-americanos, para conseqüentemente entender quem poderão ser no futuro. Para entender o alto potencial que podem vir a atingir. E, seguindo essa formula, o futuro dos povos latino-americanos podem vir a atingir um glorioso futuro, assim como seu passado. A identidade latino-americana é rica o suficiente para isto.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Fonte:<span style="color:#2d69b2;">Autoria:</span> <span style="font-size:xx-small;color:#2d69b2;font-family:Verdana;">Murilo Castra Cambraia</span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/69/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=69&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Contadora de História</media:title>
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		<title>Sugestão de filme.</title>
		<link>http://rosangelacallado.wordpress.com/2008/11/10/sugestao-de-filme/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 16:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apocalypto o Filme]]></category>

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		<description><![CDATA[Assistam este filme. e depois deixe o comentário no site. Apocalypto (Apocalypto) Elenco: Dália Hernandez, Mayra Serbulo, Gerardo Taracena, Raoul Trujillo, Rudy Youngblood. Direção: Mel Gibson Gênero: Suspense/Aventura Distribuidora: Fox Film Sinopse: Dirigido por Mel Gibson, de A Paixão de Cristo e vencedor de Oscar® com Coração Valente, Apocalypto conta a história de Jaguar Paw [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=52&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/apocalyptoposter8og.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-134" title="apocalyptoposter8og" src="http://rosangelacallado.files.wordpress.com/2008/11/apocalyptoposter8og.jpg?w=202&#038;h=300" alt="" width="202" height="300" /></a></p>
<p>Assistam este filme. e depois deixe o comentário no site.</p>
<table style="width:399px;height:310px;" border="0" cellspacing="4" cellpadding="2" width="399" align="center">
<tbody>
<tr>
<td height="25" bgcolor="#f9fcff">
<div><span style="font-size:large;color:#333333;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Apocalypto <span style="font-size:x-small;">(Apocalypto)</span></span></div>
</td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="2" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Elenco:</strong> Dália Hernandez, Mayra Serbulo, Gerardo Taracena, Raoul Trujillo, Rudy Youngblood.</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="2" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Direção:</strong> Mel Gibson</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="6" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Gênero:</strong> Suspense/Aventura</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="22" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Distribuidora:</strong> Fox Film</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="2" bgcolor="#f9fcff"></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="51" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Sinopse:</strong> </span><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Dirigido por Mel Gibson, de A Paixão de Cristo e vencedor de Oscar® com Coração Valente, Apocalypto conta a história de Jaguar Paw (Rudy Youngblood), um homem que teve sua vida tranqüila abruptamente mudada por uma violenta invasão.</span><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Governantes de um império Maia em declínio insistem que a chave para a prosperidade é construir mais templos e oferecer mais sacrifícios humanos e por isso, Jaguar Paw é capturado e levado em uma perigosa viagem a um mundo governado pelo medo e opressão, onde um terrível destino o aguarda.</span><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Com a ajuda do acaso e guiado pelo amor a sua esposa e família, ele consegue escapar e agora fará uma corrida desesperada para voltar a casa e tentar salvar a tudo o que mais ama.</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="38" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Curiosidades:</strong><br />
» </span><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Após chocar o mundo com &#8216;A Paixão de Cristo&#8217;, Mel Gibson volta à direção usando um dialeto antigo com &#8216;Apocalypto&#8217;.</span><span style="font-family:Arial;"> ótimo filme!!!</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=52&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Império Asteca</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 16:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Império Asteca]]></category>

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		<description><![CDATA[Mapa do império asteca no período do seu apogeu, quando Hernán Cortês chegou em 1519. Certas civilizações do passado costumam exercer grande fascínio nos dias de hoje, atraindo o interesse do público e despertando a nossa imaginação. Exemplo desse fascínio é o fato dessas civilizações continuarem servindo de inspiração para autores de diversas obras de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=49&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="first"><img src="http://www.historiadomundo.com.br/imagens/asteca_mapa.jpg" alt="" width="354" height="285" /></h3>
<h3><span style="font-size:x-small;">Mapa do império asteca no período do seu apogeu, quando Hernán Cortês chegou em 1519.</span></h3>
<h3 class="first">Certas civilizações do passado costumam exercer grande fascínio nos dias de hoje, atraindo o interesse do público e despertando a nossa imaginação. Exemplo desse fascínio é o fato dessas civilizações continuarem servindo de inspiração para autores de diversas obras de ficção (filmes, livros, histórias em quadrinhos etc.).É o caso, por exemplo, do Império Asteca, geralmente associado a sacrifícios humanos feitos com o objetivo de satisfazer deuses sedentos de sangue.</p>
<h3 class="first">Além dos sacrifícios humanos, porém, há muitos outros aspectos interessantes da civilização asteca, que era muito mais complexa do que se imaginava.</h3>
<h3 class="first">As principais diferenças entre as pirâmides astecas e as pirâmides egípcias</h3>
<h3 class="first">No <a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u4.jhtm">Egito Antigo</a>, as pirâmides foram construídas para guardar as tumbas com as múmias e os objetos de valor dos mortos. No Império Asteca, as pirâmides tinham função bem diferente: eram templos com altares onde eram realizadas cerimônias religiosas, sacrifícios humanos especialmente. Daí uma das características que diferenciam as pirâmides astecas das egípcias: a presença de grandes escadarias. Por exemplo, a pirâmide de Tenochtlán, cidade que era a capital do Império Asteca, tinha 114 degraus, todos caiados de branco.</h3>
<p class="first">Também conhecida como Templo Maior, essa pirâmide começou a ser construída no ano de 1375. Desde sua construção, a Pirâmide de Tenochtlán foi ampliada diversas vezes, a última delas em 1487, quando, durante quase uma semana, milhares de pessoas foram sacrificadas como oferenda aos deuses. As fontes divergem quanto ao número exato, algumas falam em 3 mil pessoas enquanto outras falam que teriam sido mais de 80 mil. A maior parte dessa obra foi destruída em 1521, após a chegada dos conquistadores espanhóis liderados por <a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u57.jhtm">Hernán Cortéz</a>.</p>
<p class="first">Suas ruínas, foram descobertas, por acaso, em 1978, na Cidade do México, quando trabalhadores da companhia de energia elétrica encontraram um relevo com a imagem de uma deusa asteca. No topo dessa pirâmide, viam-se dois altares, um em homenagem a Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra, o outro em homenagem a Tláloc, deus da chuva e da fertilidade.</p>
<p class="first">Para a maioria dos arqueólogos e historiadores, as semelhanças entre as civilizações asteca e do Antigo Egito não passam de meras coincidências. Ou seja, o fato de que essas duas civilizações construíram pirâmides e cultuaram deuses ligados ao Sol &#8211; Rá, no caso dos egípcios, e Huitizilopchtli, no caso dos astecas &#8211; <em>não</em> podem ser entendidas como provas de uma suposta ligação entre essas culturas.</p>
<p class="first">Essas semelhanças são resultado de <em>paralelismo</em>, um fenômeno bastante comum na evolução cultural de diferentes civilizações: povos que jamais mantiveram contato entre si podem desenvolver características semelhantes, desenvolvendo soluções semelhantes para problemas semelhantes. Por exemplo, a maioria das civilizações antigas dependia muito da agricultura, que estava sujeita às mudanças climáticas, períodos de seca, de chuvas etc. Por isso, em várias culturas de diferentes épocas e lugares, encontramos divindades ligadas à chuva, aos trovões e à fertilidade: Zeus, na mitologia grega, Thor, na mitologia nórdica, Tláloc, na mitologia asteca&#8230;</p>
<p class="first">egípcios e astecas estavam muito separados no tempo e no espaço: enquanto a civilização egípcia surgiu no norte da África milênios antes de <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u636.jhtm">Cristo</a>, o Império Asteca localizava-se na América do Norte e existiu do século 14 ao 16 da nossa Era. O que não impede que escritores de ficção e de livros sensacionalistas aproveitem essas semelhanças para lançar novas obras apresentando a idéia de que os astecas teriam alguma ligação com os antigos egípcios. O que é menos conhecido do grande público são as semelhanças entre a arte &#8211; pinturas, esculturas, templos com relevos, colunas com inscrições&#8230; &#8211; produzida pelos astecas e outras civilizações pré-colombianas, como são chamadas as culturas que já existiam na América antes da chegada de <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u207.jhtm">Colombo</a>, com arte produzida por antigas civilizações no Extremo Oriente, especialmente na China e na Índia.</p>
<p class="first">Os astecas tinham conhecimentos de astronomia.  Por meio desses conhecimentos que os astecas puderam elaborar um calendário solar. Esse calendário era tão preciso que os historiadores, ao lerem textos astecas escritos antes da chegada dos espanhóis, podem saber em que ano exatamente ocorreu determinado fato. Por exemplo, sabemos que Tenochtlán, capital do Império Asteca, foi fundada ano do calendário asteca que corresponde ao nosso ano de 1325. No entanto, os conhecimentos astronômicos dos astecas estavam muito mais ligados ao que hoje chamamos de astrologia (a crença de que os astros influenciam no destino das pessoas) do que com a astronomia propriamente dita (o estudo científico dos astros).</p>
<p>Isso se deve ao fato de que a religião dos astecas era astral, isto é, baseava-se nos astros. Vale lembrar que os astecas entraram em contato com outros povos vizinhos e absorveram muitos elementos das culturas desses povos. Os maias, por exemplo, que viveram na península de Iucatã [região que hoje corresponde à Guatemala, Honduras e Belize], tinham astrônomos que previam com precisão os eclipses do Sol, descreviam as fases do planeta Vênus e elaboravam calendários. Embora os maias tenham, por razões que ainda permanecem misteriosas, abandonado suas cidades a partir do ano 900, muito antes do surgimento do Império Asteca, eles influenciaram os povos da região, espalhando seus conhecimentos.</p>
<p>Para compreender os sacrifícios humanos na religião asteca, é preciso conhecer a visão que os astecas tinham do mundo. Eles acreditavam que antes da criação deste mundo, existiram outros quatro, que foram destruídos em catástrofes como dilúvios, terremotos e &#8220;chuvas de fogo&#8221;. Segundo essa crença, este mundo também estaria fadado a ser destruído e substituído por outro. Para os astecas, portanto, tudo acontecia em ciclos que se repetiam: tudo o que acontece é uma repetição do que já aconteceu antes e se repetirá no futuro, este mundo foi criado e será destruído como aconteceu com os mundos anteriores e acontecerá com os mundos que surgirão depois deste. Para evitar esse destino, os astecas acreditavam que era necessário oferecer sangue humano para os deuses. Afinal, segundo a crença dos astecas, os deuses também deram o sangue deles.</p>
<p>O mito de Quetzacoatl, deus com a aparência de uma serpente de plumas. Segundo o mito, no passado, Quetzacoatl tirou ossos do inferno e regou-os com o seu próprio sangue concedendo-lhes vida. Assim, para os astecas, os seres humanos descendiam desses ossos que foram regados pelo sangue de Quetzacoatl. Quem teria imposto os sacrifícios humanos foi Tezcatlipoca, deus da noite, que teria expulso Quetzacoatl da cidade de Teotihuacán.</p>
<p>As guerras desempenhavam importante papel na religião dos astecas, pois os prisioneiros de guerra eram sacrificados nas cerimônias religiosas. Por isso, do ponto de vista dos astecas, era mais interessante aprisionar os inimigos para sacrificá-los depois, do que matá-los em combate. Com as conquistas de novos territórios pelos astecas, as guerras se tornaram mais raras. Para resolver o problema e obter novos prisioneiros de guerra para os sacrifícios, a solução encontrada pelos sacerdotes astecas foi a &#8220;guerra florida&#8221;: torneios organizados com regras a serem cumpridas por todos os participantes. O resultado dos combates era interpretado como a expressão da vontade dos deuses: aqueles que fossem derrotados deveriam ser sacrificados para o deus Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra.</p>
<p>O costume asteca de realizar sacrifícios humanos revoltou os conquistadores espanhóis. No entanto, vale lembrar, a violência não era exclusiva dos astecas: os espanhóis que se revoltaram com os sacrifícios humanos tinham vindo da Espanha na mesma época em que os tribunais da Inquisição ordenavam torturas e condenaram pessoas à fogueira.</p>
<p>Os astecas eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. No início, a religião dos astecas era muito simples, mas foi se tornando mais complexa quando eles foram entrando em contato com outros povos vizinhos, dos quais forma incorporando novos elementos. A lista de divindades cultuadas pelos astecas era bastante extensa. Seria praticamente impossível e sem propósito, falar a respeito de cada uma delas aqui.</p>
<p>Quetzacoatl, a serpente de plumas, no início, era uma divindade que representava a fertilidade e, com o passar do tempo, se transformou, passando a representar as idéias de morte e ressurreição; Tezcatlipoca, deus da noite, era invisível e sedento por sangue humano; Tláloc, deus que trazia tanto a chuva, que tornava os campos férteis, quanto o trovão e o granizo; Huitizilopchtli, deus guerreiro que representava o Sol do meio-dia; Xipe-Totec, divindade dos ourives, e que se revestia com a pele de um homem esfolado.</p>
<h3>Como e quando surgiu a civilização asteca?</h3>
<p>Pouco se sabe a respeito dos primeiros tempos desse povo. Na verdade, o povo que chamamos de &#8220;asteca&#8221; chamava a si mesmo de &#8220;mexica&#8221; e era chamado pelos espanhóis de &#8220;mexicas&#8221;. A palavra &#8220;asteca&#8221; surgiu de <em>aztecatl</em>, que na língua nativa falada pelo povo Mexica designava os que vinham de Aztlán, lugar que, segundo a lenda, era a terra natal do povo mexica. A partir do século 19, autores europeus começaram a usar o termo &#8220;asteca&#8221;, que também foi incorporado por historiadores mexicanos para distinguir os habitantes do que hoje corresponde ao México antes da chegada dos espanhóis dos habitantes do México atual. Hoje, o termo &#8220;asteca&#8221; geralmente é usado para designar todos os habitantes do império fundado pelo povo mexica.</p>
<h3>O que se sabe sobre a origem dos astecas?</h3>
<p>Segundo a maioria dos historiadores, os astecas deixaram sua região de origem por volta do século 12. Após uma longa caminhada, teriam chegado ao vale de Anahuac (atual vale do México), que era bastante fértil, e ocuparam as ilhas a oeste do lago Texcoco, pois as do lado leste já eram habitadas. Há controvérsias quanto ao local de origem desse povo: a maioria dos estudiosos acredita que o mais provável era o norte do vale do Anahuac (atual Vale do México), outros acreditam que o local de origem dos astecas ficava ainda mais ao norte, no que hoje é o sudoeste dos Estados Unidos. Entretanto, outros estudiosos acreditam que Aztlán não passa de um lugar mítico. Seja como for, na época da chegada dos astecas ao vale, existiam várias cidades-Estado. Nessa época, eles absorveram muitos elementos da cultura dos habitantes da cidade-Estado de Culhuacán.</p>
<h3>Que momento pode ser considerado um marco decisivo para essa civilização?</h3>
<p>Em 1325, os astecas ou mexicas fundaram a cidade de Tenochtlán. A primeira construção da cidade foi o templo, ao redor do qual construíram-se casas, palácios e mercados. Conforme a cidade cresceu, os astecas passaram a atacar e dominar outras povos da região, dentre os quais, os toltecas e os olmecas. O que se tornou conhecido como Império Asteca nasceu da aliança de Tenochtlán com outras duas cidades: Texcoco e Tlacopán.</p>
<h3>Existe semelhança entre o modo de os astecas estabelecerem seu império e outros impérios do mundo antigo?</h3>
<p>Geralmente, para evitar guerra e destruição, ao chegarem à uma cidade que pretendiam dominar, os astecas propunham que o povo do lugar se rendesse sem resistência. A razão disso era muito simples: o Império Asteca sobrevivia dos impostos cobrados nas cidades dominadas, como esses impostos não eram na forma de dinheiro, mas de produtos (peças de algodão; ouro em pó; artesanato; cogumelos alucinógenos&#8230;), não interessava aos astecas que as cidades que eles pretendiam dominar fossem destruídas.</p>
<h3>Quantas pessoas viviam no Império asteca na época em que os espanhóis chegaram?</h3>
<p>Não se sabe o número exato de habitantes do Império asteca naquela época, mas uma coisa é certa: para os padrões de então, a população do Império era numerosa. Estima-se que, antes da chegada dos espanhóis, havia cerca de 15 milhões de habitantes. Nos anos de 1520 e 1521, o número de habitantes caiu para cerca de quatro milhões, a principal causa dessa queda foi uma epidemia de varíola (o que facilitou a conquista pelos espanhóis). Mas mesmo com essa queda, a população do Império asteca ainda era numerosa se comparada com a de outros países na mesma época. Só para se ter uma idéia, em Tenochtán, viviam cerca de 250 mil pessoas, ou seja, a capital do Império asteca tinha mais habitantes do que várias cidades européias na mesma época, dentre as quais, Londres e Madri. Após a chegada dos espanhóis, houve uma drástica queda na população que habitava os territórios do que havia sido o Império Asteca: em 1581, a população indígena era inferior a dois milhões de habitantes. Essa queda vertiginosa da população foi decorrente da violência da conquista espanhola, que veio acompanhada de fome e doenças.</p>
<h3>Quais eram os principais grupos que formavam a sociedade asteca?</h3>
<p>A sociedade asteca era bastante hierarquizada. As roupas indicavam a posição social da pessoa. Quem governava era o imperador chamado de <em>tlatoani</em> (palavra que significava &#8220;aquele que fala&#8221; ou &#8220;aquele que comanda&#8221;). No início, o <em>tlatoani</em> era eleito por uma assembléia de guerreiros, mas, com o tempo, a função passou a ser hereditária, isto é, passava de pai para filho. Entre as responsabilidades do imperador estava a de fornecer alimentos para a população necessitada em períodos de seca ou carestia. Havia também uma espécie de &#8220;vice-imperador&#8221;, o <em>cinacoatl</em>, cargo que era geralmente exercido por um irmão do imperador.</p>
<h3>O que vinha abaixo deles?</h3>
<p>Os nobres, grupo do qual faziam parte funcionários públicos encarregados da administração, sacerdotes e líderes militares. Geralmente, esses nobres eram parentes do imperador. Entre as tarefas dos sacerdotes, que eram celibatários [não podiam se casar], estava cuidar dos tempos, consultar os astros e guardar manuscritos. Embora não tivessem tarefas administrativas ou militares, os sacerdotes eram um grupo privilegiado, pois, assim como os outros nobres, eles também não eram obrigados a pagar impostos.</p>
<h3>E abaixo dos nobres?</h3>
<p>Abaixo dos nobres, estavam os comerciantes e artesãos que passavam o ofício de pai para filho. Entre os artesãos havia ourives, joalheiros e os que trabalhavam com plumas. Cada grupo de artesãos era obrigado a pagar um imposto, que consistia em entregar parte do que produzia. Apesar disso, eram bem remunerados e muito respeitados. Um dos privilégios dos artesãos é que eles estavam dispensados do trabalho obrigatório nas obras públicas (construção de pontes e templos etc.). Por sua vez, os comerciantes estavam divididos em dois grupos: o comércio local estava nas mãos das pessoas de origem humilde, enquanto o comércio exterior de artigos de luxo estava nas mãos dos grandes comerciantes. Esses grandes comerciantes ocupavam uma posição privilegiada na sociedade asteca, abaixo apenas da nobreza, e tinham um papel importante no expansionismo asteca: ao visitarem as cidades que os astecas pretendiam dominar, eles passavam aos líderes militares astecas informações valiosas a respeito das condições de defesa dessas cidades.</p>
<h3>Quem constituía a base da pirâmide social?</h3>
<p>Os <em>maceualtin</em> eram os cidadãos comuns, que constituíam a maioria da população. Os que eram agricultores não trabalhavam apenas nas terras para sua própria subsistência, mas também nas terras destinadas ao abastecimento dos nobres. Os <em>maceualtin</em> eram obrigados a trabalhar nas obras públicas. Também podiam ser obrigados a prestar o serviço militar, que, diga-se de passagem, era uma das poucas formas disponíveis de um cidadão comum ascender na sociedade asteca.</p>
<h3>Existiam escravos entre os astecas?</h3>
<p>Havia a classe dos <em>tlatlacotin</em>, que era formada por prisioneiros de guerra, condenados pela justiça civil, pessoas com dívidas de jogo ou arruinadas pela bebida e estrangeiros, remanescentes de povos que foram conquistados ou dizimados pelos astecas. A palavra <em>tlatlacotin</em> costuma ser traduzida por &#8220;escravos&#8221;, mas o termo é inexato. Para saldar uma dívida, eles podiam trabalhar para um senhor. Essa relação estava mais próxima da servidão do que da escravidão por dívidas, pois os <em>tlatlacotin</em> podiam morar em suas próprias residências, no caso dos homens, podiam se casar com mulheres livres, e seus filhos eram considerados livres.</p>
<p><strong>Hernán Cortéz e o Império Asteca</strong></p>
<p>Antes da chegada de <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u207.jhtm">Colombo</a> à América, os <a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u55.jhtm">astecas</a> já haviam criado um dos maiores impérios que o continente americano conheceu até então. Esse poderoso império se mantinha com os altos impostos arrecadados entre os vários povos vizinhos que estavam sob seu domínio.</p>
<p>Em 1519, quando os soldados espanhóis, liderados pelo oficial Hernán Cortéz (1485-1547), chegaram pela primeira vez ao que hoje é o México, eles, os espanhóis, não passavam de um grupo com apenas pouco mais de quinhentos homens. No entanto, isso não impediu que, em um tempo relativamente curto, eles derrotassem e conquistassem o então poderoso Império Asteca, cuja capital, Tenóchtilán, era mais populosa que qualquer grande cidade européia na mesma época.</p>
<p>Apesar de estarem em número muito inferior ao dos astecas, os espanhóis saíram vitoriosos. A história da conquista do Império Asteca costuma despertar a seguinte pergunta: &#8220;Como tão poucos homens conseguiram vencer e conquistar um império?&#8221; Vamos tentar respondê-la.</p>
<h3>Armas superiores</h3>
<p>Os espanhóis possuíam armas de fogo (mosquetes, canhões, arcabuzes, bacamartes&#8230;), algo de que os astecas não dispunham. Sem dúvida, as armas de fogo usadas pelos espanhóis tinham grande poder destrutivo e de intimidação. No entanto, esse fato não é suficiente para explicar a derrota dos astecas para os espanhóis.</p>
<p>Se comparadas às armas de fogo dos dias de hoje, as daquela época apresentavam uma série de desvantagens: enguiçavam com facilidade (uma arma podia até estourar nas mãos de seu dono, ferindo-o); não funcionavam debaixo da chuva; eram difíceis de recarregar (a troca de munição era uma tarefa demorada e complicada) e não tinham o mesmo poder de precisão que as flechas usadas pelos inimigos.</p>
<p>O exército liderado por Cortéz contava com apenas quatorze canhões, que também eram pouco eficazes se comparados aos atuais e apresentavam os mesmos riscos que as espingardas e arcabuzes. Portanto, Cortéz e seus homens nem sempre podiam contar com essas armas de fogo. Muitas vezes, para os soldados espanhóis, a habilidade como espadachim podia ser mais importante na decisão de uma luta.</p>
<h3>Cavalos supreendem os astecas</h3>
<p>Sabe-se que os espanhóis surpreenderam os indígenas ao aparecerem montados em cavalos, animais que eram desconhecidos na América até então. Mas, passada a surpresa inicial, os indígenas deixavam de ver os cavalos com estranheza. Sem dúvida, o uso dos cavalos oferecia várias vantagens no campo de batalha: os cavaleiros espanhóis podiam atacar e se mover com mais velocidade que os guerreiros astecas que lutavam a pé.</p>
<p>No entanto, o exército de Cortéz dispunha de pouquíssimos cavalos: apenas dezesseis. Ou seja, uma quantidade muito pequena para considerar o uso dos cavalos como um dos principais fatores para a derrota dos astecas.</p>
<p>Os astecas construíram e mantiveram seu império fazendo uso de extrema violência. Atacaram e dominaram diversos povos vizinhos, dos quais cobravam altos impostos. Prisioneiros de guerra ou habitantes dos territórios conquistados eram sacrificados nos altares dos templos astecas.</p>
<p>Por isso, não é de surpreender que os astecas tivessem vários inimigos dentro do seu próprio império. Cortéz percebeu as divisões que existiam dentro do Império Asteca e soube tirar proveito do rancor que esses povos dominados tinham em relação aos dominadores.</p>
<p>Sem a ajuda desses aliados, Cortéz jamais ou muito dificilmente teria conseguido vencer os astecas. Assim, estima-se que o exército liderado por Cortéz, que contava com poucas centenas de homens, foi reforçado com o apoio de mais de milhares de guerreiros indígenas.</p>
<p>Inicialmente, os espanhóis foram vistos por esses povos aliados como libertadores, como aqueles que iriam libertá-los do domínio asteca. Após a derrota dos astecas, esses povos perceberam que apenas haviam trocado de senhor: deixaram de serem dominados pelos astecas para serem dominados pelos espanhóis.</p>
<h3>Doenças</h3>
<p>Sem dúvida, as doenças trazidas pelos espanhóis contribuíram para a derrota do Império Asteca. Dentre essas doenças estavam o sarampo, a gripe (para a qual, os indígenas do continente americano não possuíam <a href="http://educacao.uol.com.br/ciencias/ult1686u86.jhtm">anti-corpos</a>) e a varíola, que se tornou uma epidemia no Império Asteca na época da chegada dos espanhóis. O último imperador asteca foi vítima da varíola: reinou apenas oitenta dias e morreu da doença.</p>
<p>Nesse sentido, involuntariamente, os espanhóis foram uma espécie de &#8220;precursores da guerra bacteriológica&#8221;. As doenças que eles trouxeram se constituíram em verdadeiras &#8220;armas biológicas&#8221;, dizimando grande parte da população indígena.</p>
<p>No entanto, as doenças não podem ser consideradas a mais importante causa da derrota dos astecas. Afinal, se os astecas não tinham defesas para essas doenças, os indígenas que se aliaram aos espanhóis também não tinham. As doenças que os espanhóis trouxeram vitimavam tanto inimigos, quanto aliados.</p>
<h3>Informação: arma poderosa</h3>
<p>Numa guerra, a informação pode ser a arma mais valiosa. Conhecer bem o inimigo costuma ser uma grande vantagem estratégica. Os espanhóis obtiveram essa vantagem em relação aos astecas e souberam explorá-la muito bem. Cortéz contou com a ajuda de guias e intérpretes, por meio dos quais, obteve muitas informações a respeito da situação do Império Asteca.</p>
<p>Antes de chegarem ao México, Cortéz e seus soldados estavam em Cuba. Isso porque a colonização espanhola em terras americanas teve início nas ilhas do Caribe e das Bahamas. Como havia ouro nessas ilhas, os espanhóis acreditavam que esse metal deveria existir em grande quantidade em todo o continente americano. Assim, Cortéz partiu de Cuba e desembarcou no litoral do que hoje é o México.</p>
<p>Pouco após a sua chegada, encontrou duas pessoas que lhe foram muito úteis: Jerônimo Aguilar, um náufrago espanhol, e Malinche, uma jovem indígena. Aguilar havia sido prisioneiro dos maias na península de Yucatán e conhecia a língua maia, que era um dos idiomas falados no Império Asteca.</p>
<p>Malinche era uma das vinte jovens prisioneiras que foram oferecidas como presente pelos indígenas a Cortéz quando ele chegou a Tabasco, uma das várias províncias do Império Asteca. Ela odiava os astecas, de quem pretendia se vingar. Não se sabe ao certo a qual povo específico Malinche pertencia, mas é provável que fosse de origem nahua, povo que habitava a região central do México e que, provavelmente, se originou no que hoje é o sudoeste dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>A destruição do Império Asteca pelos espanhóis</strong></p>
<p>Segundo um cronista da época, Bernal Díaz Del Castillo, Malinche teria sido a filha de um nobre, nascida numa região onde era a &#8220;fronteira&#8221; entre o <strong>Império Asteca</strong> e os Estados maias na Península do Yucatán. Ela conhecia tanto a língua maia quanto o nahuatl, idioma que era falada tanto pelos nahuas quanto pelos astecas.<br />
Assim, ela e Aguilar serviram de intérpretes para Hernán Cortéz. Malinche traduzia do nahuatl para o maia, que, só então, era traduzido para o espanhol por Aguilar. Isso era necessário porque Malinche não havia ainda aprendido a falar espanhol e porque, embora Aguilar falasse o maia, ele não falava o nahuatl. Mais tarde, Malinche aprendeu também a falar o espanhol.</p>
<p>Ela logo trocou o nome para Marina, converteu-se ao catolicismo e tornou-se a companheira de Cortéz. Malinche teve um papel muito importante na conquista do México, pois ela se tornou o principal braço direito do comandante dos conquistadores, servindo de guia e de intérprete.</p>
<p>Sua figura ainda é alvo de controvérsias no México. Para muitos, ela não passou de uma traidora, por ter ajudado os espanhóis, daí a expressão &#8220;malinchista&#8221;, usada no México nos dias de hoje para acusar alguém de &#8220;traidor da pátria&#8221;.</p>
<h3>Cortéz e Malinche: os &#8220;pais do México&#8221;</h3>
<p>Cortéz e Malinche costumam ser considerados os &#8220;pais&#8221; do México, no sentido de que a união deles representou o nascimento de uma nação mestiça. De fato, Cortéz e Malinche tiveram um filho: Martín Cortéz (1523-1568), que viveu à sombra de seu meio-irmão, também chamado Martín Cortéz (1533-1589). Por ser mestiço, era tratado como um cidadão de segunda classe no México dominado pela Espanha, vivendo como uma espécie de serviçal do irmão homônimo e mais novo, cuja mãe era a espanhola Juana de Zuñiga.</p>
<p>Com a ajuda de guias e intérpretes, Cortéz logo teve acesso a uma informação das qual soube tirar muito proveito: de que ele estaria sendo confundido com um deus asteca, Quetzacoatl. Na visão dos astecas, a chegada de Cortéz significava a realização de uma profecia, segundo a qual, Quetzacoatl retornaria e assumiria o trono em Tenochtitlán (ao que tudo indica, essa profecia foi feita após a chegada dos espanhóis, como uma forma de tentar explicar a chegada daqueles homens que eram tão estranhos para os astecas).</p>
<p>Por isso, quando chegou à Tenochtitlán em novembro de 1519, Cortéz, que vinha acompanhado dos soldados espanhóis e de milhares de guerreiros indígenas aliados, recebeu as boas vindas de Montezuma 2º, o imperador asteca. O próprio Montezuma 2º teria acreditado que Cortéz fosse mesmo o deus Quetzacoatl.</p>
<p>Porém, pouco tempo depois, o imperador asteca percebeu que estava equivocado a respeito de Cortéz. Já era tarde demais. Montezuma foi feito prisioneiro pelos espanhóis, que logo começaram a tomar todos os objetos de ouro dos astecas.</p>
<h3>Fim do Império Asteca</h3>
<p>Os espanhóis permaneceram durante muitos meses em Tenochtitlán. Quando Cortéz precisou se ausentar da cidade, Pedro de Alvarado, seu substituto no comando das tropas, aproveitou-se da ausência do líder e ordenou o massacre de milhares de astecas que estavam reunidos no interior do Templo Maior, durante a festa de Tóxcatl.</p>
<p>Esse episódio ficou conhecido como &#8220;Noite Triste&#8221; e marcou o início da guerra entre astecas e espanhóis. Quando retornou, Cortéz não conseguiu conter os ânimos dos astecas. Os espanhóis e seus aliados indígenas se viram obrigados a fugir e buscaram refúgio em Tlaxcala, cidade onde viviam os principais inimigos dos astecas.</p>
<p>Diferentemente de outras cidades da região, Tlaxcala jamais se submeteu ao controle do Império Asteca. Por causa do seu apoio aos espanhóis, Tlaxcala acabou conquistando uma posição relativamente privilegiada durante o domínio colonial da Espanha no México. Cortéz buscou reforços na Espanha e entre os povos indígenas inimigos dos astecas.</p>
<p>Assim, ele conseguiu reunir um exército formado por milhares de guerreiros indígenas e cerca de 900 soldados espanhóis. Acompanhado desse exército e munido de canhões, Cortéz sitiou a capital asteca. Em 13 de agosto de 1521, após os astecas resistirem durante 75 dias, o último imperador asteca, Quatemozin (também chamado de Guatemozin), sucessor de Montezuma 2º foi obrigado a render-se aos espanhóis. Era o fim do Império Asteca.</p>
<h3>Mundos diferentes</h3>
<p>A derrota dos astecas para os espanhóis não pode ser explicada por um único fator apenas. Na verdade, ela é o resultado da combinação de uma série de fatores. Os dois mais importantes foram o fato de Cortéz ter conseguido aliados entre as populações indígenas e o fato de que ele estava bem informado a respeito do seu inimigo.</p>
<p>Curiosamente, enquanto Cortéz sabia muito a respeito dos astecas, Montezuma 2º pouco sabia a respeito dos espanhóis. Isso se devia ao fato de que astecas e espanhóis viviam em &#8220;mundos mentais&#8221; diferentes, tinham concepções de mundo diferentes. Enquanto, Cortéz valorizava a informação a respeito dos inimigos, recompensando seus informantes, o imperador asteca punia aqueles que lhe traziam notícias desfavoráveis.</p>
<p>Para o imperador asteca, os espanhóis eram imprevisíveis, pois não se encaixavam em nenhum dos modelos que conhecia: os astecas guerreavam seguindo regras de combate pré-estabelecidas, como em um torneio, enquanto os espanhóis usavam de todos os meios para surpreender o inimigo. Além disso, os astecas tinham uma visão cíclica da história, acreditavam que tudo ocorre em ciclos, que se repetem regularmente.</p>
<p>Os astecas acreditavam que antes de este mundo ser criado, outros mundos existiram, tendo sido criados e destruídos. Quando algo novo ocorria, os astecas procuravam de algum modo encaixar isso em profecias. Por isso, ao que tudo indica várias das profecias feitas a respeito da volta de Quetzacoatl foram feitas após a chegada dos espanhóis e não antes.</p>
<p>Criar profecias a respeito daquilo que já aconteceu seria uma maneira de aceitar e superar psicologicamente o passado. Como se vê, os astecas concebiam a realidade como algo rígido e imutável, enquanto os espanhóis tinham mais facilidade de improvisação e de se adaptarem a novas circunstâncias.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <strong>Túlio Vilela</strong>, formado em história pela USP, é professor da rede pública do Estado de São Paulo e um dos autores de &#8220;Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula&#8221; (Editora Contexto). Pedagogia &amp; Comunicação</h3>
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		<title>Império Maia</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 15:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Império Maia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ruínas de construções maias no México   A Civilização Maia habitou a América Central nos actuais Belize e Guatemala, e no Iucatã ao sul do México, com uma rica história de 3 000 anos, tratando-se de uma cultura meso-americana pré-colombiana. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca &#8220;desapareceu&#8221;, pois milhões ainda vivem na mesma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=47&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-color:black;" src="http://fotos.sapo.pt/topazio1950/pic/000dssyc" border="1" alt="Ruinas de construções maias no México" width="357" height="281" /></p>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-size:x-small;font-family:Microsoft Sans Serif;"><strong>Ruínas de construções maias no México</strong></span></span></p>
<p> </p>
<div></div>
<p><span style="font-family:Microsoft Sans Serif;"></p>
<div><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><strong>A Civilização Maia habitou a América Central nos actuais Belize e Guatemala, e no Iucatã ao sul do México, com uma rica história de 3 000 anos, tratando-se de uma cultura meso-americana pré-colombiana. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca &#8220;desapareceu&#8221;, pois milhões ainda vivem na mesma região e muitos deles ainda falam alguns dialectos da língua original. Este artigo discorre principalmente sobre a civilização maia antes da conquista espanhola</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>.<br />
 <br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Origem<br />
 <br />
Evidências arqueológicas mostram que os maias começaram a edificar a sua arquitectura cerimonial há 3 000 anos. Entre os estudiosos há um certo desacordo entre os limites e diferenças entre a civilização maia e a cultura meso-americana pré-clássica vizinha dos olmecas. Os olmecas e os maias antigos, parecem ter-se influenciado mutuamente.<br />
 <br />
Os monumentos mais antigos consistem em simples montículos onde construíram tumbas funerárias, precursoras das pirâmides</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> erigidas mais tarde.<br />
 <br />
Eventualmente, a cultura olmeca ter-se-ia desvanecido depois de dispersar a sua influência na península de Iucatã, na Guatemala</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> e em outras regiões.<br />
 <br />
Os maias construíram as famosas cidades de Tikal, Palenque, Copán, e Calakmul, também Dos Pilas, Uaxactún, Altún Ha, e muitos outros centros habitacionais na área. Desenvolveram um império baseado na agricultura depois de uma longa fase de cidades-estado independentes. Os monumentos mais notáveis são as pirâmides que construíram nos seus centros religiosos, junto aos palácios dos seus governantes. Outros restos arqueológicos muito importantes são as chamadas estelas (os maias chamam-nas de <em>Tetún</em>, ou “tres piedras”), monólitos de proporções consideráveis que descrevem os governantes da época: a sua genealogia, os seus feitos de guerra e outros grandes eventos, gravados em caracteres hieroglíficos</strong></span><strong><span style="font-size:small;">.<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Os maias participavam activamente no comércio em toda a meso-américa e possivelmente além. Entre os principais produtos do comércio estavam o cacau, o sal e a obsidiana (variedade de rocha vulcânica de aspecto vítreo, que outrora era utilizada para fazer facas, pontas de lança, espelhos, </span></strong><span title="etecetra"><span style="font-size:small;"><strong>etc.).<br />
 <br />
</strong></span></span><span style="font-size:small;"><strong>Arte<br />
 <br />
Muitos consideram a arte maia da Era Clássica (200 a 900 d.C.) como a mais sofisticada e bela do Novo Mundo antigo. Os entalhes e relevos em estuque de Palenque e o estatuário de Copán são especialmente refinados, mostrando uma graça e observação precisa da forma humana, que recordaram aos primeiros arqueólogos da civilização do Velho Mundo, daí o nome dado à Era.<br />
 <br />
Somente existem fragmentos da pintura avançada dos maias clássicos, a maioria sobrevivente em artefactos funerários e outras cerâmicas. Também existe uma construção em Bonampak que tem murais</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> antigos e que, afortunadamente, sobreviveram a um acidente.<br />
 <br />
Com as decifrações da escrita</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> maia descobriu-se que essa civilização foi uma das poucas nas quais os artistas escreviam o seu nome nos seus trabalhos.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Arquitectura<br />
 <br />
A arquitectura maia abarca vários milénios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático, cresceram para se tornarem incríveis cidades como Chichén Itzá, Tikal e Uxmal. Devido às suas muitas semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitectura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução da sua antiga civilização.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Desenho urbano<br />
 <br />
Ainda que as cidades maias estivessem dispersas na diversidade da geografia da meso-américa, o efeito do planeamento parecia ser mínimo; as suas cidades foram construídas de uma maneira um pouco descuidada, como ditava a topografia e declive particular. A arquitectura maia tendia a integrar um alto grau de características naturais. Por exemplo, algumas cidades existentes nas planícies de pedra calcária no norte do Iucatã converteram-se em municipalidades muito extensas enquanto que outras, construídas nas colinas das margens do rio Usumacinta, utilizaram os declives e montes naturais da sua topografia para elevar as suas torres e templos a alturas impressionantes. Ainda assim prevalece algum sentido de ordem, como é requerido por qualquer grande cidade. No começo da construção em grande escala, geralmente estabelecia-se um alinhamento com as direcções cardinais e, dependendo do declive e das disponibilidades de recursos naturais como água fresca (poços ou <em>cenotes</em>), a cidade crescia ligando grandes praças com as numerosas plataformas que formavam os fundamentos de quase todos os edifícios maias, por meio de calçadas ou <em>sacbeob</em>. No coração das cidades maias existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos de pirâmides e ocasionalmente campos de jogo de bola. Imediatamente para fora destes centros rituais estavam as estruturas das pessoas menos nobres, templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade. Uma vez estabelecidas, as estruturas não eram desviadas das suas funções nem outras eram construídas, mas as existentes eram frequentemente reconstruídas ou remodeladas. As grandes cidades maias pareciam tomar uma identidade quase aleatória, que contrasta profundamente com outras cidades da meso-américa como Teotihuacán na sua construção rígida e quadriculada. Ainda que a cidade se dispusesse no terreno na forma em que a natureza ditara, punha-se cuidadosa atenção à orientação dos templos e observatórios para que fossem construídos de acordo com a interpretação maia das órbitas das estrelas. Afora os centros urbanos constantemente em evolução, havia os lugares menos permanentes e mais modestos do povo comum.<br />
 <br />
O desenho urbano maia pode descrever-se singelamente como a divisão do espaço em grandes monumentos e calçadas. Neste caso, as praças públicas ao ar livre eram os lugares de reunião para as pessoas. Por esta razão, o enfoque no desenho urbano tornava o espaço interior das construções completamente secundário. Somente no período pós-clássico tardio, as grandes cidades maias se converteram em fortalezas</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> que já não possuíam, na maioria das vezes, as grandes e numerosas praças do período clássico.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Materiais de construção<br />
 <br />
Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metal, polias ou veículos com rodas. A construção maia requeria um elemento com abundância, muita força humana, embora contasse com abundância dos materiais restantes, facilmente disponíveis. Toda a pedra usada nas construções maias parece ter sido extraída de pedreiras locais; com maior frequência era usada pedra calcária, que ainda que extraída e exposta, permanecia adequada para ser trabalhada e polida com ferramentas de pedra, só endurecendo muito tempo depois. Além do uso estrutural de pedra calcária, esta era usada em argamassas feitas do calcário queimado e moído, que tem propriedades muito semelhantes às do actual cimento, geralmente usada para revestimentos, tetos e acabamentos e para unir as pedras apesar de, com o passar do tempo e da melhoria do acabamento das pedras, reduzirem esta última técnica, já que as pedras passaram a encaixar-se quase perfeitamente. Ainda assim o uso da argamassa permaneceu crucial em alguns tetos de postes e vergas sobre portas e janelas (dintel). Quando se tratava das casas comuns, os materiais mais usados eram as estruturas de madeira, adobos nas paredes e cobertura de palha, embora tenham sido descobertas casas comuns feitas de pedra calcária, senão total, parcialmente. Embora não muito comum, na cidade de Comalcalco, foram encontrados ladrilhos de barro cozido, possivelmente solução encontrada para o acabamento em virtude da falta de depósitos substanciais de boa pedra.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Processo de construção<br />
 <br />
Todas as evidências parecem sugerir que a maioria dos edifícios foi construída sobre plataformas aterradas cuja altura variava de menos de um metro, no caso de terraços e estruturas menores, até quarenta e cinco metros no caso de grandes templos e pirâmides. Uma trama inclinada de pedras partia das plataformas em pelo menos um dos lados, contribuindo para a aparência bi-simétrica comum à arquitectura maia. Dependendo das tendências estilísticas que prevaleciam na área e época, estas plataformas eram construídas de um corte e um aterro de entulhos densamente compactado. Como no caso de muitas outras estruturas, os relevos maias que os adornavam, quase sempre se relacionavam com o propósito da estrutura a que se destinavam. Depois de terminadas, as grandes residências e templos eram construídas sobre as plataformas. Em tais construções, sempre erguidas sobre tais plataformas, é evidente o privilégio dado ao aspecto estético exterior em contra-ponto a pouca atenção à utilidade e funcionalidade do interior. Parece haver um certo aspecto repetitivo quanto aos vãos das construções nos quais os arcos (como curvas) são raros, mas frequentemente rectos, angulados ou imbricados, tentando mais reproduzir a aparência de uma cabana maia, do que efectivamente incrementar o espaço interior. Como eram necessárias grossas paredes para sustentar o teto, alguns edifícios das épocas mais posteriores utilizaram arcos repetidos ou uma abóbada arqueada para construir o que os maias denominavam <em>pinbal</em>, ou saunas, como a do Templo da Cruz em Palenque. Ainda que completadas as estruturas, a elas se iam anexando extensos trabalhos de relevo ou pelo menos reboco para aplainar quaisquer imperfeições. Muitas vezes sob tais rebocos foram encontrados outros trabalhos de entalhes e dintéis e até mesmo pedras de fachadas. Comummente a decoração com faixas de relevos era feita em redor de toda a estrutura, provendo uma grande variedade de obras de arte relativas aos habitantes ou ao propósito do edifício. Nos interiores e notadamente em certo período foi comum o uso de revestimentos em reboco primorosamente pintados com cenas do uso quotidiano ou cerimonial.<br />
 <br />
Há sugestão de que as reconstruções e remodelações ocorriam em virtude do encerramento de um ciclo completo do calendário maia de conta larga, de 52 anos. Actualmente, pensa-se que as reconstruções eram mais instigadas por razões políticas do que pelo encerramento do ciclo do calendário, já que teria havido coincidência com a data da assunção de novos governantes. Não obstante, o processo de reconstrução em cima de estruturas velhas é uma prática comum. Notavelmente, a acrópole de Tikal</strong></span><strong><span style="font-size:small;">, parece ser a síntese de um total de 1500 anos de modificações arquitectónicas. Eles fazem a construção em pedras.<br />
 <br />
 <br />
</span><span style="font-size:medium;">Construções</span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-size:medium;"> notáveis</span><br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Plataformas</span></strong><span style="font-size:small;"><strong> cerimoniais<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Estas eram comummente plataformas de pedra calcária com muros de menos de quatro metros de altura onde se realizavam cerimónias públicas e ritos religiosos. Construídas nas grandes plataformas, eram ao menos realçadas com figuras talhadas em pedra e às vezes <em>tzompantli</em> ou uma estaca usada para exibir as cabeças das vítimas ou sejam, os oponentes derrotados nos jogos de bola meso-americanos.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Palácios<br />
 <br />
Grandes e geralmente muito decorados, os palácios geralmente ficavam próximos do centro das cidades e hospedavam a elite da população. Qualquer palácio real grande ou ao menos que tivesse várias câmaras ou erguido em vários níveis, tem sido chamado de acrópole. Tais construções consistiam de várias pequenas câmaras ou pelo menos um pátio interno, parecendo propositadas a servirem de residência a uma pessoa ou pequeno grupo familiar decorada como tal. Os arqueólogos parecem estar de acordo em que muitos palácios são também o lugar de muitas tumbas mortuárias. Em Copán, debaixo de 400 anos de remodelações posteriores, descobriu-se a tumba de um dos seus antigos governantes e a acrópole de Tikal parece ter sido o lugar de vários sepultamentos do final do período pré-clássico e início do clássico.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Grupos E<br />
 <br />
</strong></span><strong><span style="font-size:small;">Os estudiosos têm denominado de &#8220;Grupo E&#8221; à frequentemente encontrada formação de três pequenas construções, sempre situadas a oeste das cidades, tratando-se de um intrigante mistério a sua recorrência. Estas construções sempre incluem pelo menos uma pequena pirâmide-templo a oeste da praça principal que tem sido aceite como observatório devido ao seu preciso posicionamento em relação ao Sol, quando observado da pirâmide principal nos solstícios e equinócios. Outras teses sugerem que a sua localização reproduz ou pelo menos se relaciona com a história da criação do Universo segundo a mitologia maia, visto que vários dos seus adornos a ela, frequentemente, se referem.<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Pirâmides e </span></strong><strong><span style="font-size:small;">templos<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Com frequência os templos religiosos mais importantes se encontravam em cima das pirâmides maias, supostamente por ser o lugar mais perto do céu. Embora recentes descobertas apontem para o uso extensivo de pirâmides como tumbas, os templos raramente parecem ter contido sepulturas. A falta de câmaras funerárias indica que o propósito de tais pirâmides não é servir como tumbas e se as encerram isto é incidental. Pelas íngremes escadarias, permitia-se aos sacerdotes e oficiantes o acesso ao cume da pirâmide onde havia três pequenas câmaras com propósitos rituais. Os templos sobre as pirâmides, a mais de 60 metros de altura, como El Mirador</span></strong><strong><span style="font-size:small;">, de onde se descortinava o horizonte ao longe, constituíram estruturas impressionantes e espectaculares, ricamente decoradas. Comummente possuíam uma crista sobre o teto, ou um grande muro que, teorizam, poderia ter servido para a escrita de sinais rituais para serem vistos por todos. Como eram ocasionalmente as únicas estruturas que excediam a altura da selva, as cristas sobre os templos eram minuciosamente talhadas com representações dos governantes que se podiam ver de grandes distâncias. Debaixo dos orgulhosos templos estavam as pirâmides que eram, em última instância, uma série de plataformas divididas por escadarias empinadas que davam acesso ao templo.<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Observatórios </span></strong><strong><span style="font-size:small;">astronómicos<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Os maias foram excepcionais astrónomos e mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e de Vénus. Muitos dos seus templos tinham janelas e miras demarcatórias (e provavelmente outros aparatos) para acompanhar e medir o progresso das rotas dos objectos observados. Templos arredondados, quase sempre relacionados com Kukulcan</span></strong><span style="font-size:small;"><strong>, são talvez os mais descritos como observatórios pelos mais modernos guias turísticos de ruínas, mas não há evidências que o seu uso tinha exclusivamente esta finalidade, como também, em vários templos sobre pirâmides, foram encontradas marcações de miras que indicam que observações astronómicas também foram feitas dali.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Campos de jogo de bola<br />
 <br />
</strong></span><strong><span style="font-size:small;">Um aspecto interessante do estilo de vida meso-americano é o seu jogo de bola ritual e os seus campos ou estádios, que foram construídos por todo o império maia em grande escala. Estes estádios situavam-se normalmente nos centros das cidades. Tratava-se de espaços amplos entre duas laterais de plataformas ou rampas escalonadas paralelas, em forma de &#8220;I&#8221; maiúsculo direccionado uma plataforma cerimonial ou templo menor. Tais campos foram encontrados na maioria das cidades maias, excepto nas mais pequenas.<br />
 <br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Sistema de </span></strong><strong><span style="font-size:small;">escrita<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">O sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egipto, com o qual não se relaciona) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. É o único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo. As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX</span></strong><span style="font-size:small;"><strong> (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços fizeram-se nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que actualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente nos seus idiomas originais. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, na sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os livros maias logo após a conquista. Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra e isto porque a grande maioria estava situada em cidades já abandonadas quando os espanhóis chegaram. Os livros maias, tinham normalmente páginas semelhantes a um cartão, feitas de um tecido sobre o qual aplicavam uma película de cal branca, sobre a qual eram pintados os caracteres e desenhadas ilustrações. Os cartões ou páginas eram atadas entre si pelas laterais de maneira a formar uma longa fita que era dobrada em zigue-zague para guardar e desdobrada para a leitura. Actualmente restam apenas três destes livros e algumas outras páginas de um quarto, de todas as grandes bibliotecas então existentes. Frequentemente são encontrados, nas escavações arqueológicas, torrões rectangulares de gesso que parecem ser restos do que fora um livro depois da decomposição do material orgânico.<br />
 <br />
Relativamente aos poucos escritos maias existentes, Michael Cor, um proeminente arqueólogo da Universidade de Yale disse:</strong></span></span></div>
<dl>
<dl>
<dd><strong><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><em>“Nosso conhecimento do pensamento maia antigo representa só uma minúscula fracção do panorama completo, pois dos milhares de livros nos quais toda a extensão dos seus rituais e conhecimentos foram registados, só quatro sobreviveram até os tempos modernos (como se toda a posteridade soubesse de nós, baseados apenas em três livros de orações e &#8220;El Progreso del Peregrino).”</em> (Michael D. Cor, The Maya, Londres: Thames y Hudson, 4ª ed., 1987, p. 161.)</span></span> </strong></dd>
<dd><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><strong> </strong></span></span></dd>
</dl>
</dl>
<div><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><strong>Livros maias</strong></span></span></div>
<ul>
<li><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><strong>Chilam Balam </strong></span></span></li>
<li><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><strong>Popol Vuh , (que significa livro da reunião ou comunidade, considerado a Bíblia Maia) </strong></span></span></li>
<li><span style="color:#ccffff;"><span style="font-size:small;"><strong>Rabinal Achí </strong></span></span></li>
<li><span style="color:#ccffff;"><strong><span style="font-size:small;">Anais dos Cakchiqueles</span> </strong></span></li>
</ul>
<p> </p>
<div></div>
<p><span style="font-family:Microsoft Sans Serif;"></p>
<div><span style="color:#ccffff;"><br />
<span style="font-size:small;"><strong>Matemática<br />
 <br />
Os maias (ou os seus predecessores olmecas) desenvolveram independentemente o conceito de zero (de facto, parece que estiveram a usar o conceito muitos séculos antes do velho mundo), e usavam um sistema de numeração de base 20. As inscrições mostram-nos, em certas ocasiões, que trabalhavam com somas até à centena de milhões. Produziram observações astronómicas extremamente precisas; os seus diagramas dos movimentos da Lua e dos planetas se não são iguais, são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos ópticos. Ao encontro desta civilização com os conquistadores espanhóis, o sistema de calendários dos maias já era estável e preciso, notavelmente superior ao calendário gregoriano</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>, muitas vezes reformado depois disto.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Decadência da civilização maia<br />
 <br />
Nos séculos VIII e IX a cultura maia clássica entrou em decadência, abandonando a maioria das grandes cidades e as terras baixas centrais. A guerra, o esgotamento das terras agrícolas e a seca, ou ainda a combinação destes factores, são frequentemente sugeridos como os motivos da decadência. Existem evidências de uma era final em que a violência se expandia: cidades amplas e abertas foram então fortemente guarnecidas por muralhas, às vezes visivelmente construídas às pressas. Teoriza-se também com revoltas sociais em que classes campesinas acabaram revoltando-se contra a elite urbana nas terras baixas centrais.<br />
 <br />
</strong></span><strong><span style="font-size:small;">Os estados maias pós-clássicos também continuaram prosperando nos planaltos do sul. Um dos reinos maias desta área, Quiché, é o responsável pelo mais amplo e famoso trabalho de historiografia e mitologia maias, o &#8220;Popol Vuh&#8221;.<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">A conquista dos estados</span></strong><strong><span style="font-size:small;"> maias<br />
 <br />
</span><span style="font-size:small;">Os maias foram absorvidos durante o processo de expansão do império asteca por volta do século XV. Por fim, no ano de 1519, Hernán Cortez inicia a conquista das terras astecas, anteriormente parte do território maia. Algumas cidades ofereceram uma grande e feroz resistência; a última cidade estado não foi subjugada pelos espanhóis senão em 1697</span></strong><span style="font-size:small;"><strong>.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Panorama das descobertas<br />
 <br />
Cristóvão Colombo, que tomou posse da ilhota (<em>San Salvador</em>) em nome da <em>Coroa de Castela</em> em 12 de Outubro de 1492 e vagou pelas ilhas do Haiti, Cuba e Jamaica, julgava tratar-se das costas ocidentais de <em>Cipango</em> (Japão) e <em>Catai</em> (China).<br />
 <br />
De retorno, a mercadoria mais interessante que trouxe foram habitantes das terras ocidentais, os índios Caraíbas (vendeu 509 deles em Sevilha em 1495 e o seu irmão vendeu 300 no ano seguinte em Cádis</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>) que, pela sua nudez e modos, logo denunciaram não pertencerem aos <em>reinos das índias</em>, havendo até quem dissesse que nem mesmo descendentes de Adão eram.<br />
 <br />
Assim, logo se alastrou o preceito de que se chegara apenas nas <em>antilhas</em> ou seja, terra inculta e inóspita a caminho das Índias, razão porque, em 1506, Juan Dias de Solis e Vicente Yanes Pizon, quando chegaram ao México, no extremo norte do Iucatã</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>, julgaram tratar-se apenas de mais outra ilha.<br />
 <br />
Nem no sôfrego desembarque emergencial de um punhado de sobreviventes de uma expedição de Vasco Nuñes de Balboa, em 1511, nas costas do México, nem a chegada de Ponce de León em 1513, mais ao norte, na Flórida, deram notícia dos Maias, que continuaram ignorados mesmo de Fernando Cortez quando se apoderava do Império Asteca no México Central a partir de 1519</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Primeiro contacto<br />
 <br />
Foi somente em 4 de Março de 1517 que a flotilha comandada por Francisco Hernandes de Córdoba (que estava à procura de índios para os escravizar nas fazendas de Cuba), fugindo a uma tempestade que já durava dois dias, aportou no norte do Iucatã e logo foi assediada por algumas canoas repletas de maias vestidos com túnicas de algodão e (em razão de suas aparências) os espanhóis logo lhes atribuíram <em>mais razão que os habitantes de Cuba</em>.<br />
 <br />
As sólidas e grandiosas construções (<em>&#8220;casas de cal y canto&#8221;</em>) visíveis do mar inspiraram o nome que os espanhóis deram ao lugar: &#8220;Gran Cairo&#8221; que evocava a cultura islamita da qual os ibéricos eram tradicionais adversários (recorrentemente chamavam as pirâmides de mesquitas</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>). Tratava-se do primeiro contacto entre as duas civilizações.<br />
 <br />
Entendendo-se por sinais, os espanhóis aceitaram o convite e desembarcaram no dia seguinte e, após duas horas de marcha continente adentro, foram surpreendidos pelo ataque dos maias no qual, já de início, sucumbiram 15 espanhóis. E sucumbiriam todos, se não fora o uso dos mosquetes</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> que mais pelo barulho que pelo efeito fatal, pôs os atacantes em fuga.<br />
 <br />
Conta-nos Bernal Diaz de Castilho</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> na sua obra <em>História da Conquista da Nova Espanha</em>, que ficaram horrorizados pelo grande número de ídolos de argila, uns com cabeças monstruosas, mulheres de grande estatura, todos em cenas e gestos diabólicos e que &#8230;<em>Gonzales, o padre da expedição, passou os cinco dedos em diversos deles e confiscou todo o ouro</em> que encontrou.<br />
 <br />
Apresando dois maias, a expedição fez-se ao mar novamente e navegou a oeste e sul até chegar na actual Campeche</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> cujas duas grandes torres visíveis ao longe do mar inspiraram o nome <em>Punta de las Mujeres</em> dado ao local.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Aí os espanhóis horrorizaram-se, pois o sacerdote local acabara de praticar um sacrifício e as paredes, assim como os cabelos do sacerdote, estavam ensopados de sangue (e era preceito rigoroso que não se podia limpar-los). O mal-estar deve ter ficado explícito e o sacerdote, convocando um grande número de guerreiros, fez os espanhóis entenderem que não eram bem-vindos: acenderam uma pequena fogueira e deram a entender que se eles não se fossem até o fogo se extinguir, iria haver violência.<br />
 <br />
Cautelosa a tripulação retirou-se e rumou mais para o sul até Champoton</strong></span><span style="font-size:small;"><strong> onde desembarcaram pois a provisão de água dos navios se tinha acabado e era necessário renová-la. Tentando encher as suas pipas e vasilhas num poço dos maias, estes os hostilizaram e atacaram por dias a fio, flexando-os à distância do fio das espadas e dos tiros de mosquetes que já não os assustavam.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Sem outra alternativa, os espanhóis romperam o cerco e fugiram em direcção aos navios, abandonando as vasilhas de água. Na fuga os batéis emborcaram e os espanhóis seguiram meio a nado, meio agarrados aos escombros, e depois foram resgatados.<br />
 <br />
Da centena de homens do início da expedição, neste embate cinquenta foram mortos e os que não tiveram as suas gargantas cortadas com espadas de madeira encravadas de sílex foram capturados para servirem a futuros sacrifícios</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>, e todos os demais ficaram feridos à excepção de um único soldado que surpreendentemente saiu ileso.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>O próprio cronista Bernal Diaz de Castilhos, então com 25 anos, havia levado três flechadas, e o chefe da expedição Hernandes de Córdoba veio a falecer das complicações dos ferimentos daqueles combates.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Feitos ao mar sem água potável, com pesadas baixas mas com um punhado de ouro, estes primeiros conquistadores foram o estopim para futuras expedições de outros tantos aventureiros. Assim se iniciava a conquista dos estados maias.<br />
 <br />
</strong></span><span style="font-size:small;"><strong>Redescoberta dos maias<br />
 <br />
As colónias espanholas americanas estavam muito afastadas do mundo exterior, e as ruínas das grandes cidades antigas eram pouco conhecidas excepto pelos locais. Entretanto, em 1839, o explorador americano John Lloyd Stephens, escutando notícias de ruínas perdidas nas selvas, visitou Copán, Palenque e outras localidades acompanhado do arquitecto e desenhista Frederick Catherwood. O seu diário de viagem ilustrado sobre as ruínas incendiaram um forte interesse pela região e a sua gente promovendo a assimilação do vínculo com a cultura maia entre os dirigentes locais. A maioria da população rural contemporânea da Guatemala e Belize é maia por descendência e idioma primário; em áreas rurais do México ainda existe uma cultura maia.<br />
</strong></span></span><strong><span style="font-size:xx-small;color:#c0c0c0;font-family:Myriad Condensed Web;">Fonte: Wikipédia. <br />
</span><br />
 <img src="http://amadeo.blog.com/repository/1320580/2965713.jpg" alt="" width="329" height="360" /></strong></div>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=47&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Contadora de História</media:title>
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			<media:title type="html">Ruinas de construções maias no México</media:title>
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		<title>Império Inca</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 15:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rose Callado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Império Inca]]></category>

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		<description><![CDATA[Machu Picchu (cuja tradução literal significa &#8220;velho pico&#8221;; por vezes designada como a &#8220;Cidade Perdida dos Incas&#8221;) é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2 057 metros de altitude, no vale Urubamba, atual Peru. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=44&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="image" title="Uma vista de Machu Picchu, a &quot;cidade perdida&quot; dos incas." href="http://rosangelacallado.wordpress.com/wiki/Imagem:Peru_Machu_Picchu_Sunrise.jpg"></a><a class="image" title="Uma vista de Machu Picchu, a &quot;cidade perdida&quot; dos incas." href="http://rosangelacallado.wordpress.com/wiki/Imagem:Peru_Machu_Picchu_Sunrise.jpg"></a></p>
<p><img src="http://www.lukemastin.com/diary/photos_peru/cusco_machu3.jpg" alt="" width="353" height="233" /></p>
<p><img src="http://www.shelales.com/images/Peru/Machu%20Picchu.jpg" alt="" width="295" height="483" /><strong>Machu Picchu</strong> (cuja tradução literal significa &#8220;velho pico&#8221;; por vezes designada como a &#8220;Cidade Perdida dos Incas&#8221;) é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2 057 metros de altitude, no vale Urubamba, atual Peru. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. O lugar foi elevado à categoria de Patrimonio Mundial da UNESCO, e tem sido alvo de preocupações devido à interação com o turismo e é um dos pontos historicos mais visitados do Peru.</p>
<p><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1b/Location_Tawantin_Suyu.png/250px-Location_Tawantin_Suyu.png" alt="" width="240" height="116" />Localização do Império Inca</p>
<p>O <strong>Império Inca</strong> (<em>Tawantinsuyu</em> em <a title="Lingua quichua" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..L%25C3%25ADngua_qu%25C3%25ADchua"><span style="color:#002bb8;">quíchua</span></a>) foi um <a title="Estado-nação" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Estado-na%25C3%25A7%25C3%25A3o"><span style="color:#002bb8;">Estado-nação</span></a> que existiu na <a title="América do Sul" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Am%25C3%25A9rica_do_Sul"><span style="color:#002bb8;">América do Sul</span></a> de cerca de <a title="1200" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..1200"><span style="color:#002bb8;">1200</span></a> até à invasão dos <a class="mw-redirect" title="Conquistador" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Conquistador"><span style="color:#002bb8;">conquistadores</span></a> <a title="Império Espanhol" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Imp%25C3%25A9rio_Espanhol"><span style="color:#002bb8;">espanhóis</span></a> e a execução do <a class="mw-redirect" title="Inca" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Inca"><span style="color:#002bb8;">inca</span></a> (imperador) <a title="Atahualpa" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Atahualpa"><span style="color:#002bb8;">Atahualpa</span></a>, em <a title="1533" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..1533"><span style="color:#002bb8;">1533</span></a>. O <a title="Império" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Imp%25C3%25A9rio"><span style="color:#002bb8;">império</span></a>, apesar de composto por diversos <a title="Grupo étnico" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Grupo_%25C3%25A9tnico"><span style="color:#002bb8;">grupos étnicos</span></a>, era comandado por uma elite política e social formada por <a title="Incas" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Incas"><span style="color:#002bb8;">incas</span></a>.</p>
<p>Em sua extensão máxima, o <a title="Império" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Imp%25C3%25A9rio"><span style="color:#002bb8;">império</span></a> incluía regiões desde o extremo norte como o <a title="Equador" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Equador"><span style="color:#002bb8;">Equador</span></a> e o sul da <a title="Colômbia" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Col%25C3%25B4mbia"><span style="color:#002bb8;">Colômbia</span></a>, todo o <a title="Peru" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Peru"><span style="color:#002bb8;">Peru</span></a> e a <a title="Bolivia" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Bol%25C3%25ADvia"><span style="color:#002bb8;">Bolívia</span></a>, até o noroeste da <a title="Argentina" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Argentina"><span style="color:#002bb8;">Argentina</span></a> e o norte do <a title="Chile" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Chile"><span style="color:#002bb8;">Chile</span></a>. A <a title="Capital" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Capital"><span style="color:#002bb8;">capital</span></a> do império era a atual cidade de <a title="Cusco" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Cusco"><span style="color:#002bb8;">Cusco</span></a> (em quíchua, &#8220;<a title="Umbigo" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Umbigo"><span style="color:#002bb8;">Umbigo</span></a> [do <a title="Mundo" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Mundo"><span style="color:#002bb8;">Mundo</span></a>]&#8220;). O império abrangia diversas nações e mais de 700 <a class="mw-redirect" title="Idioma" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Idioma"><span style="color:#002bb8;">idiomas</span></a> diferentes, sendo o mais falado deles o quíchua.</p>
<p>O Império Inca é considerado como a etapa em que a civilização incaica alcançou seu maior nível de organização e se consolidou como o estado <a class="mw-redirect" title="Pré-hispânico" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Pr%25C3%25A9-hisp%25C3%25A2nico"><span style="color:#002bb8;">pré-hispânico</span></a> de maior extensão na <a title="América" href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Am%25C3%25A9rica"><span style="color:#002bb8;">América</span></a>.</p>
<p><a class="image" title="Uma vista de Machu Picchu, a &quot;cidade perdida&quot; dos incas." href="http://www.miniwiki.org/wiki/index.php?wiki=_content.pt_version.presenting..Imagem%3APeru_Machu_Picchu_Sunrise.jpg"></a><a class="image" title="Uma vista de Machu Picchu, a &quot;cidade perdida&quot; dos incas." href="http://rosangelacallado.wordpress.com/wiki/Imagem:Peru_Machu_Picchu_Sunrise.jpg"></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/rosangelacallado.wordpress.com/44/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/rosangelacallado.wordpress.com/44/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=rosangelacallado.wordpress.com&amp;blog=2114522&amp;post=44&amp;subd=rosangelacallado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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