Arquivo paraDezembro, 2007

história evolutiva dos primatas

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Antes de iniciar a história evolutiva é essencial conhecer as características dos primatas.
Com certeza você já deve ter estudado na escola sobre a classe a qual pertencemos, os mamíferos. É nessa classe que esta a família de animais mais inteligente do planeta Terra. A família dos primatas.
A ocupação do topo da escala de inteligência da natureza por parte dos primatas não deve unicamente a presença do homo sapiens nesta família. Se este fosse extinto, ainda assim os primatas estariam no topo da inteligência.
Características e a inteligência:
Você já olhou a sua mão? Pois é, é algo sensacional, uma “ferramenta” especial que a natureza nos deu. Não são todos que conseguem agarrar e manipular com precisão objetos, o leão, a vaca, o cachorro, o elefante não fazem isso. Apenas nós e alguns dos outros primatas faz.
Veja: esse poder, de manipular com precisão, permite o estudo e o uso (e no caso dos do subgênero homo, a invenção) mais detalhado dos objetos. Por isso os primatas (mesmo se retirar o homo sapiens) são campeões no uso de ferramentas.
Você também sabe que os cães e a maioria dos mamíferos enxergam em preto e branco. Apenas nós, os primatas (nem todos), dentre os mamíferos, exergamos cores. E isso é altamente importante, permite-nos selecionar frutas, se esconder de predadores, caçar com maior eficiência, usar instrumentos e até mesmo inventar ferramentas.
Uma outra importante característica dos primatas é o cuidado com a prole. Se enganam aqueles que acham que as aves são as que melhor fazem isso. Elas apenas cuidam do sustento da prole, esta por sua vez, após adquirir a capacidade de voar não reconhecem mais seus pais. Já no caso dos primatas hominídeos (Homem, chimpanzé, gorila e orangotango), além de cuidar do sustento, os pais (e o grupo) transmitem cultura e ensinamentos.
Todas essas características aliadas ao gigantesco desenvolvimento do encéfalo nos hominídios permitem um grau de inteligência.
Grau que fora da família dos primatas é verificado apenas em elefantes e golfinhos. Talvez seja por isso que em todos os animais conhecidos, apenas Chimpanzés, Gorilas, Orangotangos, Golfinhos, elefantes e, é claro, o homem, são capazes de se reconhecer no espelho. Entretanto apenas os Chimpanzés, Gorilas, Orangotangos e o homem são capazes de aprender por observação ou raciocínio processos com mais de uma etapa.A história evolutiva dos primatas

Por volta de 250 milhões de anos atrás, um grupo de répteis primitivos, deu origem aos mamíferos. Entretanto, somente a apenas 100 milhões de anos atrás, quando os dinossauros se extinguiram deixando ambientes livres, deu-se a grande diversificação da classe.
 
Os primeiros mamíferos se dividiram em três grandes ordens: Os multituberculados, que originaram os monotremados (Que botam ovos), os marsupiais, ancestrais dos cangurus e gambás, e por fim os placentários.
Os placentários por sua vez se diversificaram em três grupos: Canídeos, originaram cães, gatos, leões, ursos e etc, Eguíneos que engloba animais como as vacas, cavalos e etc, e finalmente, o objeto de nosso estudo, os PRIMATAS.
Os fósseis mais antigos de primatas datam de 60 milhões de anos atrás. Acredita-se que nesta época, ou melhor, um pouco antes, os mamíferos placentários iniciaram a ocupação do ambiente arborícola. Sendo que para isso desenvolveram, de acordo com a teoria darwinista, atributos que caracterizam a família dos primatas. São atributos como as mãos que permitem agarrar objetos, a visão binocular que permite calcular distâncias com precisão, capacidade de ver cores (Dentre os mamíferos apenas os primatas), cuidado com a prole e etc que fazem o sucesso dos primatas e do homem.
O ancestral de todos os primatas foi o plesiadapis. Tinha cerca de 30 cm e ra muito semelhante aos atuais musaranhos, por isso muitos antropólogos não consideram-no como primata. Mas de fato, o Plesiadapis pode ser considerado a “mãe” de todos os primatas.
Dez milhões de anos após o Plesiadapis, com o processo de evolução, apareceu o Adapis que já continha uma semi-mão. O corpo tinha cerca de 30 cm de comprimento e estudos do resto do corpo levam a crer que era bem ágil em correr no solo. Entretanto, com o número bem grande de predadores no solo, o Adapis precisava constantemente subir em árvores.
Plesiadapis e Adapis, os primeiros primatas, compreenderam a subordem dos prossímios (Primatas inferiores) que originaram os lêmures e társios atuais. Os prossímios possuem ainda um corpo com membros curtos e conseqüentemente semi quadrúpede.
A outra subordem é a dos Antropóides (do grego anthropos, homem, e oide, parecido) ou primatas superiores. As principais características deste grupo são o encéfalo desenvolvido e os membros longos.
O antropóide mais antigo foi o Lacypithecus que já não era quadrúpede em solo como seus antecessores (Plesiadapis e Adapis). Tinha uma altura de 50 cm e olhos totalmente na posição frontal.
A parti do Lacypithecus os antropóides se diversificaram , um ramo deu origem aos pequenos primatas que vivem nas Américas, outro ramo aos macacos do velho mundo como os babuínos e o último ramo a aparecer na escala de tempo deu origem a um animal chamado dryopithecus.
O dryopithecus tinha 1 metro de altura e viveu a 20 milhões de anos atrás, provavelmente seja o ancestral de todos os grandes primatas e o gibão. De estudos sobre os fósseis conclui-se que o dryopithecus possuía grande habilidades nas árvores e conseguia agarrar com firmeza e precisão objetos.
Do dryopithecus veio dois gêneros: Os pongidae (Orangotango e Gibão) e os Hominidae (Homem, Chimpanzé e Gorila).

 

 

Os primeiros habitantes do Planeta Terra

     Há milhões de anos, surgiram os primeiros habitantes do nosso planeta! Muito tempo depois, as plantas, os insetos e os peixes foram aparecendo. Novos tipos de vida vieram com os dinossauros, os répteis voadores, as primeiras aves de caudas compridas e dentes e, após muito tempo, as preguiças gigantes.

      A Terra continha os germens dos seres vivos, que aguardavam momento favorável para se desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da força que os mantinha afastados, e formaram os germens de todos os seres vivos. Estes germens permaneceram em estado latente de inércia, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício ao surto de cada espécie. Os seres de cada uma destas se reuniram, então, e se multiplicaram.

         Dizíamos que uma camada de matéria gelatinosa envolvera o orbe terreno em seus mais íntimos contornos. Essa matéria, amorfa e viscosa, era as sementes da vida.

        O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre, e, se essa matéria, sem forma definida, cobria a crosta solidificada do planeta, em breve a condensação da massa dava origem ao surgimento do núcleo, iniciando-se as primeiras manifestações dos seres vivos.

        Os primeiros habitantes da Terra, são: 

  • as células albuminóides

  • as amebas 

  • e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam prodigiosamente na temperatura tépida dos oceanos.

 Com o escoar incessante do tempo, esses seres primordiais se movem ao longo das águas, onde encontram o oxigênio necessário ao entretenimento da vida, elemento que a terra firme não possuía ainda em proporções de manter a existência animal, antes das grandes vegetações; esses seres rudimentares somente revelam um sentidoo do tato, que deu origem a todos os outros, em função de aperfeiçoamento dos organismos superiores.

 

Decorrido muito tempo, eis que as amebas primitivas se associam para a vida celular em comum, formando-se as colônias de infusórios, de polipeiros.       

     Os reinos vegetal e animal parecem confundidos nas profundidades oceânicas. Não existem formas definidas nem expressão individual nessas sociedades de infusórios; mas, desses conjuntos singulares, formam-se ensaios de vida que já apresentam caracteres e rudimentos dos organismos superiores.

        A princípio, coordenam os elementos da nutrição e da conservação da existência. 

  • O coração e os brônquios são conquistados e, após eles,  

  • formam-se os pródromos celulares do sistema nervoso e dos órgãos da procriação, que se aperfeiçoam, definindo-se nos seres.

 A atmosfera está ainda saturada de umidade e vapores, e a terra sólida está coberta de lodo e pântanos inimagináveis.

        Todavia, as derradeiras convulsões interiores do orbe localizam os calores centrais do planeta, restringindo a zona das influências telúricas necessárias à manutenção da vida animal.

        Esses fenômenos geológicos estabelecem os contornos geográficos do globo, delineando os continentes e fixando a posição dos oceanos, surgindo, desse modo, as grandes extensões de terra firme, aptas a receber as sementes prolíficas da vida.

        Os primeiros crustáceos terrestres são um prolongamento dos crustáceos marinhos. Seguindo-lhes as pegadas, aparecem os batráquios, que trocam as águas pelas regiões lodosas e firmes.

        Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante, prodigiosa, de cujas florestas opulentas e desmesuradas as minas carboníferas dos tempos modernos são os petrificados vestígios.

        

         Nessa altura, os artistas da criação inauguram novos períodos evolutivos, no plano das formas.

        A Natureza torna-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Após os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas.

          Todas as arestas foram eliminadas. Aplainaram-se dificuldades e realizaram-se novas conquistas. A máquina celular foi aperfeiçoada, no limite do possível, em face das leis físicas do globo. Os tipos adequados à Terra foram consumados em todos os reinos da Natureza,  é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das épocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas.

 

O protoplasma, sede de todos os processos físicos e químicos vitais, foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre.

 

Os primeiros habitantes da Terra, são as células albuminóides, as amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam prodigiosamente na temperatura tépida dos oceanos.